Diário Oficial publica aumento das alíquotas do IPI sobre automóveis. E assim vamos infectados para 2014...




Os móveis também tiveram reajuste da alíquota de IPI, que passa de 3,5% para 4% em janeiro


Agencia Estado com informações da Agência Brasil
O Ministério da Fazenda divulgou nesta terça-feira, 24, uma tabela detalhando o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos automotores. Decreto publicado nesta terça no Diário Oficial da União (DOU) trouxe uma tabela genérica para os principais grupos de modelos, e a relação divulgada agora para a imprensa traz as alíquotas para segmentos específicos da indústria automobilística.
O reajuste gradual foi publicado sem o abatimento do Programa Inovar-Auto, criado pelo governo para estimular a produção doméstica de automóveis. A empresa que aderir poderá reduzir em 30 pontos percentuais a alíquota conforme o programa, que tem prazo de encerramento em 2017.

Para veículos nacionais até 1.0, a alíquota, que era de 2% - já descontados os 30 pontos porcentuais do Programa Inovar-Auto -, passa a 3% em janeiro de 2014 e retorna ao patamar original de 7% em julho do próximo ano. Para automóveis flex até 2.0 fabricados no País, a alíquota estava em 7% e sobe para 9% em janeiro e retorna ao patamar original de 11% em julho de 2014. Os carros nacionais a gasolina até 2.0 tinham alíquota de 8% e passarão a ser tributados em 10% a partir de janeiro e voltam a 13% a partir de julho.

No caso dos utilitários nacionais, a atual alíquota de 2% passa a 3% em janeiro e retorna ao patamar original de 8% a partir de julho de 2014. O IPI para utilitários para transporte de carga, hoje em 2%, sobe para 3% em janeiro e 4% em julho, ficando ainda abaixo da alíquota original de 8% para o grupo. No caso dos caminhões, o IPI continua zerado.

Os móveis também tiveram reajuste da alíquota de IPI, que passa em 1º de janeiro de 3,5% para 4%. Em junho, o governo vai avaliar o impacto da política para ver como vai prosseguir os aumentos do imposto para o setor.

O secretário interino da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, disse que o governo ainda não sabe como as mudanças no IPI vão afetar o controle dos preços. "Não calculamos ainda os impactos na inflação porque existem vários fatores a serem considerados, como os estoques, por exemplo". Ele explicou também que o governo vai acompanhar o impacto do reajuste também para os automóveis, para confirmar os valores que vão vigorar a partir de 1º de julho de 2014

Governo eleva IOF para saque em moeda estrangeira e cartão pré-pago



A partir deste sábado (28), alíquota será elevada de 0,38% para 6,38%.
Operações passam a ter a mesma tributação de uso de cartões de crédito.
Do G1, em São Paulo

O Ministério da Fazenda anunciou nesta sexta-feira (28) que será elevada de 0,38% para 6,38% a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nos pagamentos em moeda estrangeira feitas com cartão de débito, saques em moeda estrangeira no exterior, compras de cheques de viagem (traveller checks) e carregamento de cartões pré-pagos com moeda estrangeira.
Com a medida, essas operações passam a ter a mesma tributação que hoje incide sobre os cartões de crédito internacionais.

Segundo o governo, o objetivo é evitar "que um meio de pagamento seja preterido por outros em decorrência de sua estrutura de tributação". A medida passa a valer a partir desta sábado (28).
saiba mais
Gasto de brasileiros no exterior é recorde para meses de novembro
Mesmo com primário recorde em novembro, meta não deve ser atingida
As compras de moeda estrangeira em espécie feitas no mercado de câmbio brasileiro não sofrerão alteração na sua tributação. Ou seja, seguem com alíquota de 0,38%.

Segundo a Fazenda, a medida resultará em uma arrecadação adicional estimada em R$ 552 milhões por ano.
Histórico
Em março de 2011, o governo havia elevado o IOF nas compras com cartão de crédito de 2,38% para 6,38%. Além do cunho arrecadatório, a medida tinha como objetivo equilibrar as contas externas, à medida que os brasileiros gastavam cifras recordes em viagens internacionais, destaca o Valor Online.
Os gastos dos brasileiros no exterior têm sido sucessivamente superados. De acordo com o Banco Central, as despesas no exterior somaram US$ 23,125 bilhões nos onze primeiros meses deste ano. Sobre o mesmo período do ano passado (US$ 20,244 bilhões), houve um aumento de 14,2%.

De acordo com os dados mais recentes do BC, divulgados em outubro, o gasto com cartão de crédito em viagens internacionais apresentou recuo nos meses de agosto e setembro. Depois de encerrar o primeiro semestre representado 52% do volume de dinheiro que os brasileiros gastaram fora do país, esses percentuais caíram a 41,3% em agosto e subiram levemente a 44,4% em setembro, quando os brasileiros deixaram US$ 2,168 bilhões no mercado externo.

Antes da alta na alíquota do IOF incidente nas compras externas com cartões, em março de 2011, esse meio de pagamento representava 65% dos gastos. Já no fim daquele ano, a fatia caiu para 60%, e no fim de 2012 estava em 53%.

Veja a íntegra do comunicado divulgado pelo Ministério da Fazenda:
"Será publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União decreto que altera a cobrança do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) em operações de cartões de débito no exterior, compras de cheques de viagem (traveller checks) e saques de moeda estrangeira no exterior.

Para conferir isonomia de tratamento às operações com moeda estrangeira realizadas por meio de cartões de crédito internacionais, os pagamentos em moeda estrangeira feitos por meio de cartão de débito, os saques em moeda estrangeira realizados no exterior, as compras de cheques de viagem e o carregamento de cartões pré-pagos com moeda estrangeira, terão, a partir de amanhã (28/12), alíquota de IOF elevada de 0,38% para 6,38%, a mesma incidente sobre os cartões de crédito internacionais.
Com a medida, evita-se que um meio de pagamento seja preterido por outros em decorrência de sua estrutura de tributação.

As compras de moeda estrangeira em espécie feitas no mercado de câmbio brasileiro não têm alteração na sua tributação, ou seja, seguem com alíquota de 0,38%.
A medida tem arrecadação estimada em R$ 552 milhões por ano."

Brasil terá estádios mais caros do mundo, diz estudo. Brasil Zombie...





AMIL CHADE
Agência Estado
Com o prazo da Fifa se esgotando para a entrega dos estádios para a Copa do Mundo de 2014, um recorde já está garantido para o Brasil: o País ergueu os estádios mais caros do mundo. Um estudo da consultoria KPMG levantou o custo de cada assento nos estádios construídos pelo mundo. Uma comparação com os valores oficiais dos estádios brasileiros revela que um dos legados do Mundial será a coleção dos estádios mais caros do planeta. 



Dos 20 mais caros, dez deles estão no Brasil. Já pelos cálculos de institutos europeus, a Copa de 2014 consumiu mais que tudo o que a Alemanha gastou em estádios para a Copa de 2006 e a África do Sul, em 2010.



Seja qual for o ranking utilizado e a comparação feita, a constatação é de que nunca se gastou tanto em estádios como no Brasil nesses últimos anos. A KPMG, por exemplo, prefere avaliar os custos dos estádios levando em conta o número de assentos, e não o valor total. Isso porque, segundo os especialistas, não faria sentido comparar uma arena de 35 mil lugares com outra de 70 mil.



Com essa metodologia, os dados da KPMG revelam que o estádio mais caro do mundo é o renovado Wembley, na Inglaterra, onde cada um dos assentos saiu por 10,1 mil euros (R$ 32,4 mil). O segundo estádio mais caro também fica em Londres. Trata-se do Emirates Stadium, do Arsenal, onde cada lugar custou 7,2 mil euros (R$ 23,3 mil). Mas a terceira posição é do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. 



Com custo avaliado em R$ 1,43 bilhão, o estádio tem um gasto por assento de R$ 20,7 mil, ou 6,2 mil euros. Na classificação, o Maracanã aparece na sétima posição, mais caro que a Allianz Arena de Munique. Manaus vem na 10ª colocação, com praticamente o mesmo preço por assento do estádio do Basel, situado em um dos países com os maiores custos de mão de obra do mundo, a Suíça.



O estádio do Corinthians, em Itaquera, seria o 12º mais caro do mundo, seguido pelas Arenas Pantanal, Pernambuco, Fonte Nova e Mineirão. Todos esses seriam mais caros do que estádios como o da Juventus, em Turim, considerada a arena mais moderna da Itália e usada como exemplo de gestão. O Castelão e o estádio de Natal também estão entre os 20 mais caros do mundo. Se o ranking fosse realizado considerando os custos totais dos estádios, o Mané Garrincha seria o segundo mais caro do mundo, com o Maracanã aparecendo na quarta posição.



Para o prestigiado Instituto Braudel, na Europa, os custos dos estádios no Brasil também surpreenderam. Em colaboração com a ONG dinamarquesa Play the Game, a entidade publicou nesta semana levantamento que revela que, em média, cada assento nos doze estádios brasileiros custaria US$ 5,8 mil (R$ 13,5 mil). O valor é superior ao das três últimas Copas. Na África do Sul, em 2010, a média foi de US$ 5,2 mil (R$ 12,1 mil). Na Alemanha, em 2006, US$ 3,4 mil (R$ 7,9 mil). Já no Japão, em 2002, chegou a US$ 5 mil (R$ 11,6 mil).



Em termos absolutos, o gasto total com os estádios bate todos os recordes. Se todo o gasto de sul-africanos em 2010 e alemães em 2006 for adicionado, não se chega ao total que foi pago no Brasil para 2014, mais de R$ 8 bilhões. Em apenas nove meses, o valor aumentou em quase R$ 1 bilhão, segundo dados oficiais do Comitê Organizador Local (COL), em sua quinta edição do balanço geral do andamento das obras da Matriz de Responsabilidade.



SEM EXPLICAÇÃO - Jens Alm, analista do Instituto Dinamarquês para o Estudo dos Esportes e autor do levantamento dos dados sobre estádios da Copa, insiste que a inflação e os custos dos estádios no Brasil não têm explicação. "Quando um país quer receber uma Copa, é normal que queira mostrar estádios bonitos. Mas nada explica os preços tão elevados no Brasil e porque são tão mais elevados do que na Alemanha e na África do Sul", disse.



Henrick Brandt, diretor do Departamento de Esportes da Universidade de Aarhus, também aponta para os custos elevados das obras no Brasil. "Os dados são surpreendentes", indicou. "Um dos debates agora é o que será feito para tornar esses locais rentáveis, principalmente os estádios públicos", alertou.

Zombie Brasil !!!!! Reportagem com Cenas fortes sobre a verdade do Brasil x Korea.




Revista IstoÉ
12/2013
Por Ricardo Amorim

João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.

Onde os caminhos de Kim e João se separaram? A cegonha deixou Kim na Coréia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coréia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coréia, ela é três vezes maior do que a nossa.

Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação.

O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coréia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar.

Só após garantir uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coréia tem 3 universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coréia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chega à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma 8 vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coréia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma 4 vezes mais PhDs per capita do que nós.

Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho.

No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coréia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coréia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de Seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do Sr. e Sra. Kim. Pena que Seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

Ricardo Amorim
Economista, apresentador do programa Manhattan Connectionda Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

Segundo levantamento do Provar, número de itens que passaram a custar mais foi mais que o dobro dos que tiveram seus preços reduzidos



13 de dezembro de 2013 | 2h 07
Márcia de Chiara - O Estado de S.Paulo

Na Black Friday brasileira deste ano, o número de itens que tiveram os preços aumentados no dia da promoção foi mais que o dobro do que aqueles que tiveram seus preços reduzidos. Apesar de os organizadores terem tentado apagar a imagem de "Black Fraude", durante a cobertura do evento, o 'Estadão' chegou a registrar queixas de consumidores. Em geral, a reclamação era que o preço de alguns produtos havia subido dias antes do início das vendas com "promoções".  

Isso é o que revela uma pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) em parceria com a empresa Íconna, especializada em monitoramento de preços no e-commerce. O levantamento mostra que 21,5% dos cerca de 1.300 itens acompanhados na internet tiveram seus preços majorados, em média 10,2%, no dia da promoção. Em contrapartida, apenas 9,5% dos itens monitorados tiveram os preços foram reduzidos. E o corte médio foi de 11%.

Nuno Fouto, diretor de Pesquisas do Provar e responsável pelo trabalho, observa que, dentre os 1.300 itens acompanhados, estão eletrodomésticos, eletrônicos, jogos, livros e artigos para a casa, em 11 sites que participavam da promoção. Ele pondera, que, teoricamente, esse itens deveriam participar da promoção, pois estavam sendo anunciados dentro dos sites participantes da Black Friday.

"Aconteceram as promoções, mas elas foram menos intensas em número de itens", afirma Fouto. Um dado que reforça essa afirmação é que, em relação à pesquisa da Black Friday do ano passado, o evento deste ano registrou um número quatro vezes maior de itens que tiveram os preços majorados e numa proporção bem maior. Em 2012, 5,1% dos itens pesquisados tiveram os preços reajustados para cima em 5,7%, em média, na Black Friday. Neste ano, foram 21,5% dos itens majorados, e em 10,2%, em média.

No sentido oposto, houve reduções, mas com uma significância muito menor em relação aos aumentos. Na Black Friday de 2012, 2,8% dos itens tiveram os preços reduzidos, em média, 6,3%. Neste ano, foram 9,5% dos itens que registraram corte, com uma redução média de 11%. A fatia de itens cujos preços não tiveram alteração no evento, nem para cima nem para baixo, foi de 47,5% em 2012 e de 24,3% neste ano.
Surpresa. Um resultado surpreendente deste ano foi o grande volume de itens cujos preços foram reduzidos após a Black Friday. "O consumidor que esperou para comprar depois do evento se deu bem", afirma o coordenado da pesquisa.

O levantamento mostra que neste ano 22,6% dos itens pesquisados tiveram redução de preços após a Black Friday. Coincidentemente o porcentual é muito semelhante àquele dos que aumentaram preços na Black Friday (21,5%). No ano passado, apenas 2,6% dos itens tiveram os preços reduzidos após o evento.
Na análise de Fouto, esse resultado reafirma o cenário fraco de vendas neste ano e que a Black Friday teve um desempenho abaixo das expectativas. 

Tanto é que foi necessário reduzir os preços após a promoção. "O comércio ficou com medo de carregar esses estoques até o Natal." No ano passado, observa o coordenador da pesquisa, a economia estava mais aquecida, as vendas no varejo cresciam na faixa de 8%, o dobro do registrado neste ano, e não foi necessário desovar estoques após a Black Friday, como ocorreu neste ano.

A competição mais acirrada no varejo este ano levou a uma situação inusitada. No evento deste ano, a pesquisa listou itens com maiores aumentos e reduções de preços, segundo o acompanhamento feito por site de cada loja virtual. E o resultado mostrou que um mesmo item, por exemplo, fogão ou geladeira, apareceu tanto na lista dos maiores aumentos de preço como na relação das maiores quedas.

Segundo Fouto, isso mostra que as lojas fizeram um mix - isto é, reduziram muito os preços de alguns produtos para atrair o consumidor, ao mesmo tempo que aumentaram o preço de outros itens. Essa estratégia é antiga e muito usada por supermercados que, para atrair os compradores reduz os preços dos itens básicos como arroz feijão, na expectativa de que o consumidor compre por impulso outros produtos nos quais os preços e as margens são maiores. 

Por isso, diz ele, em alguns sites a geladeira aparece com menor preço e em outro com maior preço, dependendo da estratégia e do mix de produtos da loja.
A lição que fica da pesquisa, segundo o seu coordenador, é que o consumidor precisa acompanhar, pesquisar e comparar preços para fazer bons negócios, até nas promoções.
Fonte: site

Fim do "TV Xuxa" já é dado como certo na Globo. Uma ótima noticia para o Brasil !!!



Flávio Ricco
Colunista do UOL*
13/12/201315h48 > Atualizada 13/12/201318h20

7.dez.2013 - Junno Andrade, namorado de Xuxa, prestigiou o show "Natal Mágico da Xuxa" no estádio do Maracanãzinho, no Rio AgNews

Já estão circulando informações na Globo de que o programa "TV Xuxa", apresentado por Xuxa nas tardes de sábado, não volta das férias. Que acabou. 

Executivos do canal consultados pela coluna também estão com esta informação.

Exibido entre o "Estrelas" e "Caldeirão do Huck", o  programa, como se sabe, não atravessa uma de suas melhores fases de audiência e constantemente tem ficado fora do ar, para abrir caminho para transmissão de eventos e futebol.

Como se não bastasse tudo isso, também existe a questão do contrato de Xuxa, se será renovado ou não este ano.

Também não se pode descartar a possibilidade de a apresentadora ganhar um outro formato na casa.

Mas fato é que esta – o fim do TV Xuxa – é a informação de momento. 

A resposta da Globo sobre o caso só faz aumentar os rumores sobre o término do programa.  De acordo com a assessoria, "a grade do ano que vem ainda não está definida".

E conclui: "Mas a gente conta com a Xuxa sempre". Resta aguardar então pelos próximos acontecimentos.  A resposta foi um tanto evasiva. 

*Colaboração de José Carlos Nery

Zombie year 2014


Dólar no cartão pré-pago pode ser mais barato que dinheiro; compare. Zombie Dollars.



Sophia Camargo
Do UOL, em São Paulo

Vai viajar para o exterior? Com o aumento de 14,13% do dólar no ano (até novembro), é bom pesquisar bastante antes de comprar a moeda em espécie ou abastecer o cartão pré-pago.
Ranking do Banco Central com dados de outubro mostra que corretoras e bancos trabalham com valores bem diferentes na hora de vender a moeda.

O ranking avalia o valor efetivo total (VET), que representa o custo de uma operação para comprar moeda estrangeira, englobando a taxa de câmbio, as tarifas e tributos incidentes sobre essa operação.
Em geral, comprar moedas estrangeiras em dinheiro é mais caro do que abastecer o cartão pré-pago no caso dos maiores bancos. As exceções foram Itaú e HSBC, que cobraram mais barato de quem compra o dólar em papel na pesquisa divulgada pelo Banco Central com dados de outubro.
O critério utilizado no levantamento realizado pelo UOL foi feito com base na compra de US$ 1.000 em cartão pré-pago e dinheiro.

A posição ocupada pelas instituições pode mudar de acordo com os valores desejados. Foram selecionados os grandes bancos e as instituições que apareceram na primeira e última posição do ranking ao inserir o valor de US$ 1.000.

BANCO/CORRETORA
DINHEIRO (EM REAIS)
CARTÃO PRÉ-PAGO (EM REAIS)
CREDIT SUISSE
2.195,00
NÃO TEM
SANTANDER
2.274,00
NÃO TEM
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
2.285,00
NÃO TEM
HSBC
2.287,00
2.295,00
AGK CORRETORA
2.297,00
2.257,00
BANCO DO BRASIL
2.306,00
2.286,00
ITAÚ
2.307,00
2.314,00
CITIBANK
2.311,00
2.295,00
BRADESCO
2.341,00
2.295,00
LÚMINA CORRETORA
2.352,00
2.349,00
SAFRA
2.374,00
2.316,00
CHLOE DISTRIBUIDORA
2.378,00
2.333,00

FONTE: BANCO CENTRAL (DADOS DE OUTUBRO/2013)


Diferença de centavos pesa no bolso
Para se ter uma ideia da importância dos centavos, quem quisesse comprar US$ 1.000 em dinheiro vivo teria feito a melhor escolha se tivesse optado pelo Credit Suisse: pagaria R$ 2.195.

Entre os grandes bancos, o Santander ofereceu a melhor cotação em outubro e o consumidor teria pago R$ 2.274, já contabilizados todos os custos, segundo a pesquisa do Banco Central.

Já se o consumidor tivesse escolhido a Chloe Distribuidora, que ocupou a 91ª posição do ranking, teria desembolsado R$ 2.378 pelos mesmos US$ 1.000. É o custo mais alto de todo o ranking, um gasto 8,3% superior ao valor pago no Credit Suisse.

Corretora teve preço mais camarada no cartão
Para abastecer o cartão pré-pago, o preço mais camarada estava na corretora AGK que cobrava R$ 2.257 por US$ 1.000. Já a Lúmina Corretora de Câmbio, 72ª e última posição do ranking no critério do cartão pré-pago, cobrava R$ 2.349 pelos mesmos dólares. Uma diferença de 4,1%.

Entre os grandes bancos, o Banco do Brasil cobrou o menor preço para abastecer o pré-pago com US$ 1.000: R$ 2.286. O Itaú cobrou R$ 2.314; o Safra, R$ 2.316  e Citibank, Bradesco e HSBC tiveram a mesma cotação: R$ 2.295. Caixa Econômica Federal, Santander e o Banco de Investimentos Credit Suisse não trabalham com cartão pré-pago.

Itaú e HSBC foram os únicos grandes bancos que cobraram menos de quem comprou dólar em dinheiro. No Itaú, quem comprou dinheiro vivo pagou R$ 2.306 ante R$ 2.314 no cartão. E no HSBC US$ 1.000 em dinheiro saíram por R$ 2.287 ante R$ 2.295 no cartão.
Todos os outros bancos  que trabalham com venda de moeda em espécie e cartão pré-pago tiveram custos menores para o cartão.

Metade das mulheres prefere ficar sem sexo do que sem celular, diz estudo. Smartphone Zombies



Do UOL, em São Paulo 12/12/201311h11


Thinkstock

Três em cada quatro das entrevistadas conferem algo no smartphone ao menos uma vez a cada hora
Três em cada quatro das entrevistadas conferem algo no smartphone ao menos uma vez a cada hora
Um estudo realizado com 3.583 mulheres nos Estados Unidos afirma que quase metade delas (48%) prefere ficar sem sexo do que sem o smartphone durante um mês. Cerca de um terço (34%) diz que seria melhor passar um mês sem a melhor amiga do que sem o telefone. A pesquisa divulgada na segunda-feira (9) foi realizada em parceria entre a revista "Real Simple" e o site "Huffington Post".

Entre as voluntárias que responderam o questionário com 25 perguntas, 47% deixam o telefone na cabeceira para pegá-lo logo que acordam. Cerca de 39% admitem usar o aparelho no banheiro; 15% já fizeram isso na igreja, em um casamento ou um velório; 13% realizaram essa ação em uma reunião importante.

Em um caso extremo, uma entrevistada disse ter comprado uma capa à prova d'água para visualizar notícias no celular enquanto tomava banho.

Três quartos das mulheres (76%) conferem informações em seus smartphones ao menos uma vez por hora  - essa mesma porcentagem admitiu já ter digitado um texto no aparelho enquanto dirigia. Entre as "ultraconectadas", quase metade usa o smartphone a cada 15 minutos ou menos, mas apenas 27% admitem ser viciadas nesses eletrônicos. 

Veja cinco perfis que dão vexame na festa de fim de ano da empresa. Corporate Party Zombies




Do UOL, em São Paulo 06/12/201306h00

A tradicional "festa da firma" é realizada, no mês de dezembro, pela maioria das empresas para confraternizar e promover a integração dos funcionários. "É uma oportunidade para conhecer um pouco o lado pessoal e divertido das pessoas com quem você trabalha", afirma a consultora e coach de carreira Waleska Farias.

Veja Álbum de fotos
Porém, alguns funcionários insistem em fazer do evento um momento de revelações bombásticas e, de acordo com a especialista, não se dão conta de que estar na festa é o mesmo que estar na empresa.

"Apesar de as pessoas estarem vestindo trajes informais e agindo de forma mais descontraída, o chefe continua sendo chefe. Por isso, a principal recomendação é uma dose extra de bom senso para não ficar em maus lençóis e acabar no olho da rua."

Para Mariana Almeida, gerente de RH da Mega Sistemas Corporativos, empresa de TI, o clima informal da festa de final de ano leva as pessoas a se comportarem de maneira mais extravagante e sem medir as consequências. "É importante lembrar que você estará sendo observado", diz.


Perfis que dão vexame
Waleska alerta que é preciso tomar cuidado para não incorporar um dos cinco estereótipos de quem "perde a linha" na festa de final de ano da empresa e dá vexame. Conheça os perfis e veja as dicas da consultora para evitar constrangimentos:

O bêbado
Exagerar na bebida pega mal em qualquer ambiente, mas na festa da empresa é completamente condenável. Além de ser deselegante, a pessoa ainda corre o risco desabafar falando mal do chefe, de outros funcionários ou da empresa.

A periguete
Confunde o "dress code" casual com roupa de balada, sexy e muitas vezes vulgar. Evite roupas muito curtas, decotadas e saltos muito altos. Fazer duetos agarrada ao pescoço do amigo, dançar funk até o chão e lançar olhares sensuais para o gerente é completamente vetado. A dica vale para mulheres e homens.

O íntimo
É preciso tomar cuidado com a intimidade excessiva, especialmente depois de alguns drinks. A linha entre brincadeira e inconveniência é bastante tênue e aquele que extrapola corre o risco de ficar conhecido como "sem noção" da empresa. Evite tocar demais, falar muito e gesticular além da conta.

O antissocial
A equipe inteira está confraternizando e aquele indivíduo está sentado sozinho na mesa observando os outros sem esboçar o menor interesse em integrar-se. "Uma pessoa distante, indisponível para se relacionar com os colegas, provavelmente terá dificuldade de se trabalhar em equipe", diz a consultora.

O oportunista
Vê a festa como um momento ideal para se aproximar do chefe e pleitear uma promoção. Desanda a falar de todos os seus projetos, de como acredita na empresa... Nesses casos, o tiro sempre acaba saindo pela culatra. "Procure o chefe no ambiente de trabalho ou em momento mais oportuno", afirma Waleska.

Quem dá vexame corre o risco de ser demitido
A coach diz que "já houve casos em que colaboradores foram demitidos na primeira oportunidade devido a suas extravagâncias e excessos na festa da firma."

Segundo o advogado e professor de direito do trabalho, Alan Balaban, o comportamento inadequado de empregados nas comemorações pode resultar em demissão.

"Uma piada ou uma brincadeira não são consideradas graves. Entretanto, se o colaborador partir para agressões verbais e/ou físicas, poderá ser demitido por justa causa", afirma.

CENAS FORTES: Vídeo mostra mulher sob os efeitos devastadores da droga Krokodil. Zombie Drugs.



Vídeo postado no You Tube mostra uma mulher sob os efeitos devastadores da droga Krokodil, também conhecido como a "substância dos zumbis", em razão do comportamento habitual de seu usuários.

Apesar de conter cenas fortes resolvemos mostrar este vídeo para que sirva de alerta para aqueles que pensam em usar essa maldita droga. NÃO USE, É UM CAMINHO SEM VOLTA! 

Krokodil é uma droga russa fabricada a partir da desomorfina. O nome vem de uma das consequências mais comuns ao uso, uma vez que a pele da pessoa passa a ter um tom esverdeado e cheia de escamas, como a de um crocodilo.

Krokodil é um substituto para uma droga de alto valor, a heroína. O princípio ativo do Krokodil, é a “desomorphine” que é vendida em alguns países da Europa (especialmente na Suiça) como substituto da morfina e é conhecida pela farmacologia desde 1932. A desomorphine é de 8 a 10 vezes mais potente do que a morfina. Trata-se de um opiáceo sintético que possui estrutura quase idêntica à da heroína.

A primeira aparição desta droga foi na Sibéria, em 1992. Seu consumo tem aumentado cada vez mais pois ela é uma alternativa barata quando comparada à heroína.

Seus efeitos colaterais são bizarros. Ela causa necrose no local onde é aplicada, expondo ossos e músculos. Casos de viciados precisando de amputação ou da limpeza de grandes áreas apodrecidas em seus corpos são cada vez mais comuns.

Largá-la é uma tarefa extremamente difícil. A desintoxicação é muito lenta e o usuário sente náuseas e dores por até um mês.

A Codeína, um narcótico disseminado pelo mundo inteiro e de fácil acesso pode ser transformado em desomorphine com algumas reações químicas relativamente baratas. Ela então é dissolvida e injetada pelo utilizador. Considerando que a heroína custa 150 dólares cada dose e o Krokodil pode ser obtido por menos de 10 dólares fica fácil entender a razão de sua existência.

Veja o vídeo (CENAS FORTES, RECOMENDAMOS CAUTELA):

Nem a Copa segura brasileiros, diz presidente da American Airlines. Dollars Zombies




MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

Nem a Copa do Mundo no Brasil deve reduzir as viagens de brasileiros aos EUA. Segundo o presidente da American Airlines (AA), Thomas Horton, "é grande" o ritmo de vendas de passagem do Brasil para os EUA para junho e julho do ano que vem.

"São férias escolares e há sempre muita gente que não se interessa por futebol", disse Horton à Folha, em entrevista por telefone.
Já o movimento no sentido inverso, de americanos vindo para a Copa, deve aquecer a partir de agora, com o sorteio das sedes (sexta).
Na próxima segunda, a American Airlines sairá do processo de recuperação judicial e dará início à fusão de suas operações com as da US Airways, negócio que criará a maior companhia aérea do mundo, com US$ 38,7 bilhões de receita combinada (2012).

Com a fusão, a nova American será responsável por transportar 4 de 10 passageiros que voam entre o Brasil e os EUA. Segundo a Anac, a American detém 36,8% desse mercado, e a US Airways, 3,1%. A TAM tem 31%.
Estratégia central do plano de reestruturação da AA, a fusão esteve ameaçada de não acontecer por temores de concentração de mercado.

Em novembro, após acordo em que as empresas abriram mão de algumas dezenas de voos em grandes aeroportos nos EUA, o negócio ganhou o sinal verde da Justiça.
"Diferentemente de outras restruturações similares no passado, nossos credores vão recuperar totalmente os seus investimentos. O resultado é muito bom não só para investidores, como para clientes e funcionários", disse Horton.

A nova empresa vai operar sob a bandeira da American. Horton deixará o cargo executivo e assumirá a presidência do conselho de administração. Segundo ele, o Brasil é o mercado internacional mais importante para o grupo. "Há cinco anos voávamos para dois destinos. Hoje são nove, e estamos indo para 120 voos por semana", diz.

Em sinal dessa importância, o Brasil foi escolhido como o primeiro destino para o Boeing 777-300 ER, avião mais moderno da frota da companhia, com nova configuração de classe executiva, wi-fi e bar. Já são dois aviões do tipo voando para o Brasil. Até o fim de 2014 chega outro, na rota Miami-São Paulo.
A empresa também está otimista com a entrada oficial da TAM na rede de alianças oneworld, da qual a AA é uma das fundadoras, em 31 de março. Além de perder a TAM, passageiros frequentes da StarAlliance perderão a US Airways, que em breve também integrará a oneworld.
CHINA
A partir de junho do ano que vem, a American quer entrar na disputa pelo passageiro brasileiro que vai à China.

A empresa lançará voos de Dallas para Xangai e Hong Kong, com o 777-300. "Temos um grande número de passageiros frequentes que poderão ir à China acumulando milhas", diz Horton.
A fusão fará com que a AA recupere o posto de maior empresa do mundo, perdido em 2008 para a Delta, quando esta se uniu à Northwest. Em 2010, com a fusão da United com a Continental, a AA foi novamente superada, caindo para o terceiro lugar.

Eike Batista está com nome 'sujo' por calote de R$ 840. Fim do Corporate Zombie




Mas loja de móveis, que protestou o empresário, diz que dívida foi paga.
Também há protestos de títulos de empresas em 7 cartórios de 3 estados.
Simone Cunha e Lilian Quaino Do G1, em São Paulo e no Rio


Eike Batista, que já teve a sétima maior fortuna do mundo, está com nome "sujo" por conta de uma dívida de R$ 840 com uma loja de móveis planejados, segundo título protestado no Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro obtido pelo G1. O pagamento deveria ter sido feito em 17 de fevereiro deste ano e foi protestado em março.

A função de um protesto é apontar que houve um calote de dívidas em títulos como cheque, fatura de compra ou serviço (duplicata) ou outros documentos de dívida. Ele torna difícil fazer operações como empréstimos, financiamentos e liberação de cartões de crédito. Segundo a lei de protestos de títulos (9.492 de 1997), é o “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”.

Funcionários da Treselle, loja de móveis planejados que protestou o título em nome de Eike disseram que a conta já foi paga. Até a publicação desta reportagem, no entanto, o título em nome do empresário continuava sob protesto. Cabe a quem teve o título protestado informar o cartório de que a dívida foi quitada.
Por meio da assessoria de imprensa, Eike Batista disse que não iria comentar o assunto.

Gerentes e vendedores da loja contaram, em anonimato, que o filho mais velho do empresário, Thor Batista, fez a compra que resultou no nome sujo. Há cerca de um ano, um casal jovem encomendou móveis planejados da loja que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para equipar cozinha e área de serviço de uma casa no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A conta, em valor não mencionado, foi paga à vista com uma fatura em nome de Eike Fuhrken Batista.

 Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)
A cozinha foi montada, mas os trilhos das gavetas ficaram danificados e Thor voltou à loja para comprar novos, que custaram R$ 840. Funcionários da loja levaram o material e a fatura à casa do Jardim Botânico, que estava em obras, e deixaram aos cuidados de operários.

Além de Eike, as empresas OGX e OSX, que pertencem a ele, têm, cada uma, oito títulos protestados no mesmo cartório do Rio de Janeiro. A OGX tem R$ 1,67 milhão em títulos protestados e a OSX tem R$ 280,8 mil protestados. Juntas, as duas empresas do grupo EBX que pediram recuperação judicial têm R$ 1,95 milhão protestados só neste cartório do  Rio.

Além do Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro, o G1 levantou a existência de protestos contra quatro empresas do grupo de Eike Batista em outros seis cartórios no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo: OGX, OSX, MMX e LLX.

No cartório do Rio, a maior dívida protestada é da OGX, a petrolífera do grupo, que deixou de pagar, em julho, uma duplicata de R$ 1,040 bilhão à CP+, empresa de levantamento de dados marítimos e fornecimento de soluções em meio ambiente, do grupo Suzano.

Entre os protestos da OSX, o maior é uma dívida de R$ 255,9 mil a Megawork Consultoria e Sistemas, voltada a soluções em tecnologia. A empresa de impressão corporativa Simpress protestou quatro vezes as companhias de Eike que entraram com pedido de recuperação judicial num total de R$ 9,8 mil, no cartório carioca.

EUA monitoram 5 bilhões de telefones por dia, diz Snowden




SÃO PAULO  -  O Washington Post revelou que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA da sigla em inglês) monitora cerca de cinco bilhões de telefones por dia em todo o mundo, segundo documentos do ex-técnico da agência Edward Snowden. A informação foi publicada nesta quarta-feira, 4. O rastreamento permite que a agência controle o movimento das pessoas e mapeie seus relacionamentos.

Segundo o jornal americano, os registros alimentam um banco de dados com a localização de centenas de milhões de aparelhos. A NSA não busca os dados de localização de americanos, mas a agência adquire uma quantidade substancial de informações sobre o paradeiro de celulares domésticos “incidentalmente”, publicou o diário.

Um gerente sênior da NSA, que falou sob condição de anonimato, mas com a permissão da agência, disse que “está recebendo grandes volumes de dados de localização de celulares de todo o mundo ao analisar os cabos que conectam as redes móveis a nível mundial e que também servem aos celulares americanos”.
Além disso, os dados são muitas vezes coletados a partir das dezenas de milhões de norte-americanos que viajam para o exterior com seus celulares a cada ano.

Oficiais americanos disseram que programas que coletam e analisam dados de localização são legais e destinam-se estritamente a desenvolver inteligência sobre alvos estrangeiros.

BRASILEIROS DEVEM R$ 1,2 TRILHÃO AOS BANCOS. UM RECORDE. Zombie System.


 
Mesmo se fosse usado integralmente para pagar as dívidas, o 13º salário não seria suficiente. Os brasileiros chegam ao fim de 2013 devendo — somente aos bancos — um total de pouco mais de R$ 1,2 trilhão, o maior saldo da história, segundo dados do Banco Central (BC). O montante equivale a oito vezes a quantia que será injetada na economia brasileira neste ano com o benefício natalino, cuja primeira parcela caiu na conta dos trabalhadores na última sexta-feira. Ceia, presentes e viagens poderão até ser mantidos, mas o aperto nunca foi tão grande.
 
A situação das finanças domésticas se complica porque, com base nos números do BC sobre as operações de crédito, os consumidores têm mergulhado nas dívidas mais caras do mercado. O saldo devedor do cheque especial, por exemplo, é o maior já registrado, com alta acumulada de 20,9% no ano. Os débitos com o cartão de crédito na modalidade rotativa — quando se quita apenas o valor mínimo da fatura — cresceram 6,2% nos 10 primeiros meses, mais do que os pagamentos à vista com cartão, nos quais não incidem juros, com alta de 5,1%.
 
O ano não foi fácil para os brasileiros. A inflação se manteve persistente e bem acima do centro da meta do governo, de 4,5%. A cada ida ao supermercado, um novo espanto diante dos reajustes, sempre minimizados pela equipe econômica. Não bastasse, a expectativa para o início de 2014 é de mais alta dos preços, além dos gastos extras do período, como pagamento de impostos e matrícula escolar. A escalada da taxa básica de juros — que na última semana chegou a 10% ao ano, voltando à casa dos dois dígitos — encarecerá o crédito e poderá acelerar o inchaço das dívidas.
 
A soma do que os brasileiros devem às instituições financeiras representa, hoje, mais de um quarto (25,8%) do Produto Interno Bruto (PIB), também a maior proporção já identificada pelo BC. “Para diminuir o peso das dívidas, o consumidor foi obrigado a ficar mais seletivo e cuidadoso. Quem conseguiu limpar o nome não vai querer virar o ano no vermelho de novo”, acredita o economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Fabio Bentes.
 
Nos últimos anos, com a ausência de projetos estruturantes no país, o consumo das famílias foi o que garantiu o crescimento econômico. O aumento da renda e do nível de emprego da população fizeram o governo estimular a fartura do crédito e, consequentemente, uma corrida às compras. A euforia deu resultado. Mas, no entender de analistas, esse modelo de desenvolvimento — que acabou abafando a falta de projetos sólidos — se esgotou.
 
Superação
 
Com o poder de compra estrangulado pela inflação e pelas dívidas, muitos brasileiros que iniciaram o ano na lista de maus pagadores deram a volta por cima e dizem ter aprendido a lição. Decidiram neste fim de 2013 não só diminuir o consumo, mas também estão mais dispostos a poupar. “Parece que há, de fato, uma maior conscientização. Mas não basta. As famílias precisam de uma ‘faxina financeira’ e mudar hábitos”, pondera o educador financeiro Reinaldo Domingos.
 
O auxiliar de cozinha Sidney Araújo da Silva, 34 anos, passou vários Natais “comendo e se divertindo na casa dos outros”, como relembra ele. As dívidas com cartão de crédito e celular torravam o dinheiro da ceia. Desta vez, metade do 13º está reservado para garantir a festa da família, mesmo sem muita pompa. “Quem quiser esbanjar que esbanje. Vou cuidar das minhas contas para entrar em 2014 tranquilo”, afirma.
 
A outra metade do salário extra, acrescenta Silva, será usada para ajudar a pagar as parcelas de uma televisão de plasma comprada recentemente — dividida em 12 vezes — e do novo aparelho de celular, que deve ser quitado em abril do ano que vem. Sem revelar para ninguém o quanto tem guardado, o morador de Planaltina defende a importância de poupar. “Se depender só do salário, o cara fica enrolado. Se o patrão atrasar o pagamento é problema. E se os bancos entrarem em greve?”, provoca.
 
O medo de afundar em dívidas levou muitos brasileiros a abrirem mão de extravagâncias. É por isso, acreditam analistas, que, apesar do endividamento recorde das famílias — 63,2%, de acordo com levantamento mais recente da CNC —, a inadimplência tem recuado. “As pessoas gastam o que não têm. Estou cansado de pegar passageiro com salário de R$ 20 mil por mês, mas que quer viajar todo fim de semana, comprar tudo, e aí depois reclama”, opina o taxista João Rodrigues, 64.
 
A casa própria segue como sonho e prioridade para a maioria dos brasileiros. A aposentada Ana Carvalho, 72, não se incomodou em comprometer um terço da renda com um financiamento imobiliário iniciado neste ano. Para compensar o arrocho programado, ela optará por presentes mais baratos para os filhos e netos no Natal. “Vou gastar menos, para juntar mais dinheiro e antecipar parcelas. Quero usar até o 13º para ajudar a diminuir o montante.”
 
Esgotamento
 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará amanhã o resultado do PIB do terceiro trimestre. Os números voltarão a mostrar que o consumo deixou de ser a principal mola propulsora da economia brasileira. O mercado aposta em recessão do indicador em 0,3%. “O consumo estagnou mesmo, chegou ao seu esgotamento. É algo que preocupa. Agora, ele terá de dar lugar à poupança”, comenta o ex-diretor do BC e presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, Carlos Eduardo de Freitas.

Cientistas australianos desenvolvem pílula anticoncepcional para homens. ZOMBIE FREE SEX




EFE Em Sydney 03/12/201310h36 > Atualizada 03/12/201315h25


University of Utah Andrology Microscopy Lab/ NASA

As tentativas anteriores de criar um anticoncepcional masculino estavam focadas em anular as funções do espermatozoide, o que gerou preocupações em relação a problemas de infertilidade
As tentativas anteriores de criar um anticoncepcional masculino estavam focadas em anular as funções do espermatozoide, o que gerou preocupações em relação a problemas de infertilidade
Um grupo de cientistas australianos desenvolveu uma pílula anticoncepcional para homens que bloqueia o transporte de espermatozoides mas não afeta seu desenvolvimento, informou a imprensa local


Seus criadores, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, utilizaram ratos geneticamente modificados para testar este anticoncepcional que bloqueia duas proteínas que são essenciais para permitir que o espermatozoide se desloque por meio dos órgãos reprodutores masculinos.

De acordo com a emissora local ABC, durante os testes científicos, os ratos que receberam o produto tiveram relações sexuais mas não ejacularam esperma.

Dez anos

O chefe da pesquisa, Sab Ventura, afirmou que espera comercializar o anticoncepcional para homens nas farmácias em cerca de dez anos. Ele terá forma de pílula e provavelmente terá que ser ingerida diariamente.

Se após algum tempo o homem quiser ter filhos, terá apenas que deixar de tomar a pílula. Este novo anticoncepcional "não deve criar nenhum efeito secundário a longo prazo se o usuário quiser ter filhos depois ou se quiser reverter suas funções", explicou Ventura.

As tentativas anteriores de criar um anticoncepcional masculino estavam focadas em anular as funções do espermatozoide, o que gerou preocupações em relação a problemas de infertilidade.

Eike ostenta o título de bilionário às avessas com patrimônio negativo em US$ 1,1 bi. Zombie Quebrou !!!



Quatro meses atrás, Eike Batista, que sonhava em ser a pessoa mais rica da planeta, deixou de ser um homem de US$ 1 bilhão. Agora o empresário volta a ostentar o título de bilionário --às avessas. 
Levantamento da agência americana Bloomberg (a mesma que em março de 2012 o apontava como o oitavo mais rico do planeta) mostra que o patrimônio de Eike é negativo: em US$ 1,1 bilhão. 

O cálculo leva em conta os ativos de Eike (desde participação acionária em empresas até bens como casas). Porém, esses ativos estão cada vez mais diminutos, já que ele teve de reduzir sua fatia em várias de suas empresas e o valor delas não para de cair. 

Um exemplo é a petroleira OGX. No auge, há dois anos, as ações valiam R$ 23,3. Hoje estão cotadas a R$ 0,16 --queda de 99,3%. A participação de Eike na empresa é de "meros" US$ 114 milhões. 
O problema da OGX não é único, e a soma dos ativos do empresário vale US$ 2,4 bilhões. O problema, logo, está nos passivos, no caso as garantias pessoais dadas por Eike em troca de empréstimos (US$ 1 bilhão do BNDES em 2012, por exemplo). 
Na conta da Bloomberg, o passivo de Eike é de cerca de US$ 3,5 bilhões, deixando no negativo o seu patrimônio. 

O declínio de Eike não é único, mas impressiona, afinal sua fortuna um ano e meio atrás era avaliada em US$ 34,5 bilhões. 
Um caso que lembra o do brasileiro é o do empresário japonês de telecomunicações Masayoshi Son, que, em 2000, tinha US$ 76 bilhões e, com o estouro da bolha da internet, viu a fortuna reduzida a US$ 1,1 bilhão. 
O japonês, porém, nunca deixou de ser bilionário e hoje tem um patrimônio avaliado em US$ 15,1 bilhões --é o 60º mais rico do mundo. 

ANOS DIFÍCEIS 
Os cálculos da Bloomberg são um retrato do momento, e o cenário dos próximos anos não é promissor. 
Pelas contas de assessores financeiros, caso os processos de recuperação judicial da empresa naval OSX e da OGX sejam bem-sucedidos, Eike ainda pode demorar até quatro anos para se livrar de seus credores pessoais. 

Até lá, sua vida será buscar boas ofertas para o que ainda resta de seu patrimônio e saldar dívidas. 
A expectativa é que, ao final do processo, restem a ele participações minoritárias na empresa de logística LLX, no porto do Sudeste, na mineradora MMX, na OGX e na OSX. 
No caso das duas últimas, tudo depende de as companhias não quebrarem, o que levaria a um processo de execução de dívidas ainda difícil de calcular. 

Se a OGX sobreviver à recuperação, ele deverá ficar com cerca de 15% da petroleira. 
A fatia final de Eike na petroleira é fruto da estimativa de diluição da parcela atual (50%) e do quanto passaria a deter por meio da OSX, em que também é majoritário. 
A empresa naval cobra dívidas da OGX pela rescisão de contratos e deve ter cerca de US$ 1,6 bilhão em débitos convertido em ações. 

A fatia que Eike ainda possui na companhia de energia Eneva (ex-MPX) já tem destino: pagar compromissos com o Itaú, a quem ele deve cerca de US$ 900 milhões. 

O empresário tenta passar a companhia de ouro AUX para o fundo Mubadala (de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes), a quem deve cerca de US$ 1,6 bilhão na sua holding EBX. 
A ideia é que, se a operação for para a frente, possa reduzir boa parte desse valor. 

A MMX está sendo fatiada e busca-se um sócio para as jazidas que restarão à empresa em Minas Gerais. Já a OSX tende a ser praticamente liquidada, reduzindo-se a uma pequena operação de reparo e construção de navios. 

REDUÇÃO DO ROMBO 
A dívida é grande, mas o buraco já foi pior: nos últimos meses, com a venda de parte da LLX para a americana EIG e do porto do Sudeste para a "trading" Trafigura e para o Mubadala, ele se livrou de US$ 1,3 bilhão em débitos, ao passar o aval dos empréstimos aos novos controladores. 

Além da venda de ativos, Eike pretende usar os royalties do embarque do minério no porto do Sudeste para aliviar as obrigações com credores e, passada a turbulência, voltar a reunir patrimônio. 
A expectativa é que essa operação renda, ao ano, mais de US$ 100 milhões ao empresário. Nada mal para qualquer mortal. Mas muito longe do objetivo de quem almejou ser o mais rico do mundo. 
OS NÚMEROS DE EIKE BATISTA 
US$ 34,5 bi
era a fortuna estimada do empresário um ano e meio atrás
US$ 2,4 bi
é a soma dos ativos de Eike, ou seja, quanto ele tem de participação nas empresas do grupo e bens como casas
US$ 3,5 bi
é a dívida aproximada de Eike Batista atualmente, a maioria para credores internacionais, segundo a agência Bloomberg
-US$ 1,1 bi
é o patrimônio de Eike, segundo a Bloomberg
R$ 0,16
é o valor da açãoda petroleira OGX atualmente. Há dois anos, os papéis da empresa --que está em recuperação judicial-- valiam R$ 23,27, queda de 99,3%

Os verdadeiros Zombie da Sociedade da Droga.




Forbes ironiza Black Friday brasileira e diz que ele é "o dia da fraude" Corporate Zombies Zombies roubando a galera.


InfoMoney
InfoMoney – 15 horas atrás

SÃO PAULO - “Se nos Estados Unidos a Black Friday é a largada da temporada de compras de Natal, no Brasil, é uma data para varejistas enganarem consumidores ávidos”. Foi assim que o site da revista norte-americana Forbes destacou a ação brasileira, que deu início na madrugada desta sexta-feira (29).


A publicação critica o evento no Brasil, destacando as fraudes e os problemas ocorridos nas edições anteriores, como falta de produtos, demora na entrega e, principalmente, descontos “falsos.”

“Se os brasileiros fizessem uma Black Friday direito, eles teriam pessoas acampadas em frente ao Pátio Higienópolis quinta-feira à noite”, alfinetou o site. “Enquanto o Black Friday nos Estados Unidos é um dia de negócios, no Brasil ela é conhecido como o dia da fraude.”

No texto, a Forbes ressaltou ainda a preparação do governo e de entidades de proteção ao consumidor para que o evento de hoje não repita problemas passados. “O departamento de defesa do consumidor de São Paulo [Procon-SP] divulgou uma lista na última terça-feira com as 325 empresas que devem ser evitadas no evento.”

Outra medida destacada pela publicação foi o código de ética elaborado pela camara-e (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico), que tem o objetivo de proteger consumidores e varejistas durante o evento por meio de normas de conduta e boas práticas para promoções de e-commerce. Se empresas violarem o código, elas serão proibidas de participar do evento em 2014.

Extra.com lidera ranking dos sites mais reclamados no Black Friday. Zombie News.




O BlackFriday, que começou nesta sexta-feira a 0h, já registra recorde de reclamações. De acordo com o site Reclame Aqui, que está acompanhando ao vivo as queixas dos compradores, em cerca de 13 horas da promoção o número de reclamações no site já passava de 3.500. No ano passado, o portal registrou 8.000 reclamações nas 24 horas da promoção, considerando todas as empresas. sendo que o Extra.com lidera o ranking dos sites mais reclamados.

O Extra.com, do grupo Nova Pontocom, lidera o ranking dos sites mais reclamados, com 646 denúncias no Reclame Aqui até meio-dia, somando as postadas no site (306) e as reclamadas via chat on-line (340). O maior índice diário de reclamações do Extra.com havia sido em 25 de fevereiro deste ano, quando recebeu 135 queixas. Até agora, em 2013, o Extra.com soma 17.767 denúncias na página.

As empresas mais reclamadas, por volta das 12h, segundo o site eram:

  • - Extra.com.br
  • - Ponto frio loja virtual
  • - Casas Bahia - loja virtual
  • - Americanas.com
  • - Submarino
  • - Centauro - loja virtual
  • - Walmart - loja virtual
  • - Saraiva (livraria, editora, virtual)
  • - Magazine Luiza - loja virtual
  • - Brastemp/ Consul - loja virtual


Procurado pelo InfoMoney, o Magazine Luiza informou que busca, em suas ações, a máxima transparência e honestidade com o consumidor. "A empresa ressalta que reforçou a estrutura do site e não registrou instabilidade durante o evento, atestado pelos índices de satisfação dos nossos clientes." A empresa ainda destaca ainda que firmou um compromisso com a Fundação Procon-SP, por meio do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).

 Entre eles, estão o serviço de atendimento ao consumidor adequado e efetivo, 24 horas, da meia-noite até as 23h59 de 29 de novembro, por chat ou telefone; preços e descontos efetivos para os produtos participantes da Black Friday, sem aumento prévio do preço sobre o qual irá incidir o desconto anunciado; e infraestrutura reforçada para melhor estabilidade do site, evitando a ocorrência frequente de oscilações decorrentes do grande volume de acessos.

Já o WalMart informou que todas as dúvidas dos consumidores no Reclame Aqui foram esclarecidas através de contatos telefônicos ou através dos meios eletrônicos. "Durante o mesmo período, não registramos nenhum pedido de esclarecimento referente à Black Friday,  através dos canais oficiais dos Procons estaduais e municipais. No ar, ininterruptamente desde as 20 horas da quinta-feira, o Walmart.com já efetivou nesta Black Friday, até as 8h00 da manhã de hoje, mais de 100 mil pedidos de compras." 

Os sites do Extra, Ponto Frio e Casas Bahia esclareceram que pautam suas ações de acordo com a lei e com premissas que asseguram os direitos e o bom atendimento aos consumidores. "As redes reiteram que as ofertas divulgadas na promoção Black Friday são legítimas e que os sites disponibilizam páginas exclusivas para que os clientes naveguem em produtos participantes dessa promoção. As empresas também oferecem na página de cada produto participante da Black Friday, identificados pelo selo, o Descontômetro, ferramenta que possibilita o cálculo da economia em compras durante o evento, divulgando o histórico de preço daquele produto, em reais."

O Submarino afirmou que não irá comentar sobre o ranking de reclamações. As demais empresas não se pronunciaram sobre o assunto até o momento da publicação desta matéria.

Lojas já batem recorde de queixas durante a 'Black Friday' a Maior Zombie estratégia para pegar troxa...




DE SÃO PAULO

Consumidores já começaram a apontar problemas e golpes na edição deste ano da 'Black Friday', que começou à 0h desta sexta-feira (29). 
O site de reclamação 'Reclame Aqui' diz que as três empresas que lideram a lista de queixas feitas nesta sexta acumularam mais reclamações em apenas seis horas de 'Black Friday' do que ao longo de todo o ano. 

A lista pode ser acessada no endereço http://blog.reclameaqui.com.br/. 
Tanto no Reclame Aqui, quanto nas redes sociais, é longa a lista de apelidos que o evento recebeu: "Black Fraude", "Black Fria", "Friday Fiasco" e "Black Mentira", sempre em alusão à "maquiagem" de preço. 
No site de reclamações, internautas denunciam lojas que aumentaram os preços dos produtos para, ao aplicar um desconto durante a 'Black Friday', este parecer maior, a chamada "maquiagem", golpe amplamente denunciado na edição do ano passado. 

Em uma das reclamações, o consumidor diz que acompanhou o preço de uma impressora ao longo da semana e que, ao procurá-lo hoje, o preço havia sido inflado e, depois, dado um desconto. "Black Friday Superfaturada", diz ele. 

Lojas de produtos de beleza também estão sendo denunciadas. 
Consumidores que checaram os preços na quinta-feira, momentos antes da 'Black Friday', dizem que os itens tiveram seus preços elevados e, depois, receberam um desconto. 
Outros consumidores reclamam de falhas no sistema de cobrança das lojas do e-commerce, que, por exemplo, não inclui o desconto anunciado no preço final do produto assim que o consumidor finaliza a compra. Lentidão e sites 'fora do ar' também estão entre os problemas apontados. 
O Procon-SP diz que já está reunindo reclamações dos consumidores e deve, até o final do dia, publicar um balanço das denúncias. 

Banco adverte: perder dinheiro faz mal a você. Sistema Zombie de perder dinheiro.



Por Fernando Torres

Se você vivesse de oferecer produtos financeiros, para que tipo de pessoa recomendaria um empréstimo com taxa de juros de mais de 190% ao ano? Para um cliente com perfil conservador, moderado ou agressivo? Essa pergunta só deveria ter uma resposta razoável se trouxesse entre as alternativas a opção "seu pior inimigo". Mas não é assim que tem funcionado na vida real.

Que tal então vender um produto para formação de poupança que garanta, com 100% de certeza (nível de segurança raríssimo no universo financeiro), que o cliente vai ficar a léguas de distância do CDI em termos de rentabilidade e vai perder sistematicamente para a inflação, mesmo que a aplicação dure anos? Mais ainda, o produto prevê que o cliente vai perder parte do principal se sacar os recursos antes do prazo previsto. Parece tentador?

E o que falar de pacotes de serviços que incluem dezenas de itens que você sabe que o cliente não usará. Talvez a oferta só tenha apelo para o cliente de perfil esbanjador, estilo "rei do camarote".
Por que não estender a 'suitability' para outros produtos?
Ironias à parte, esses são alguns dos produtos mais vendidos diariamente nas agências bancárias do país.
O crédito rotativo do cartão tem saldo médio mensal da ordem de R$ 25 bilhões, de acordo com o Banco Central.

Os títulos de capitalização, que fazem os clientes perderem dinheiro em troca de uma chance de ganhar um sorteio, têm "faturamento" anual acima de R$ 16 bilhões, com crescimento de 84% desde 2008.
E os pacotes de tarifas dos bancos renderam R$ 8,8 bilhões a Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander de janeiro a setembro deste ano, 10% acima do acumulado no mesmo período do ano passado.
Os liberais puros provavelmente dirão que, se existe demanda por esses produtos, é porque são bons para quem os consome. E se o mercado evidencia que há demanda e oferta por um serviço, não faria sentido interferir nesse processo.

Mas se tudo na vida fosse assim, por que os pacotes de cigarros viriam com avisos sobre o risco de doenças graves e as propagandas de bebidas alcoólicas seriam restritas em determinados horários?
A própria Constituição Federal exige cuidados quando se lida com a chamada "poupança popular". Exatamente por isso, os setores bancário, de seguros e valores mobiliários são regulados.
Mas muito embora bancos e seguradoras tenham as contas fiscalizadas de perto por Banco Central (BC) e Susep, quando se fala em informações mínimas que se deve prestar ao cliente no momento da venda de um produto financeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é provavelmente o regulador que tem um papel mais ativo.

Nos prospectos de ofertas de ações, regulados por ela, as companhias interessadas em captar recursos de investidores precisam ser bastante econômicas nos adjetivos - ao contrário do que ocorre nos panfletos distribuídos em agências bancárias - e também devem apresentar uma extensa lista de "fatores de risco" que podem atrapalhar seus planos. São alertas assustadores, semelhantes àqueles que aparecem em bula de remédio, com a diferença de que é muito mais fácil desistir de comprar uma ação do que de tomar um medicamento.

A linha da CVM, de exigir divulgação de informação, mas não de tomar a decisão pelo cliente, é a que tem sido seguida em todo mundo no mercado de valores mobiliários (embora nem sempre o resultado seja o desejado e abusos e erros aconteçam).

E mais uma iniciativa nesse sentido foi tomada neste mês, o que deve apenas aumentar o abismo que já existe hoje em termos de cuidado na venda de produtos financeiros em diferentes balcões. A CVM acaba de emitir uma norma, com validade a partir de 2015, para exigir que, quando forem recomendar investimentos aos clientes, gerentes de bancos e profissionais de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários verifiquem se o produto oferecido se encaixa no perfil de risco da pessoa, o que na linguagem técnica é chamado pelo termo em inglês "suitability" - ou seja, eles devem se certificar de que o produto "serve" para quem vai usá-lo.

Em linhas gerais, a ideia é evitar, por exemplo, que intermediários ofereçam aplicações de renda variável, títulos de crédito privado ou até mesmo derivativos exóticos - que podem embutir risco de perda do principal - para investidores conservadores.

A iniciativa é louvável, uma vez que limita a oferta ostensiva de produtos inadequados para alguns tipos de clientes, mas ao mesmo tempo não impede a pessoa de tomar suas próprias decisões. Caso o cliente queira assumir o risco, ele poderá entrar no investimento em desacordo com o "perfil" identificado. Afinal, o dinheiro é da pessoa.

Mas se os gerentes de banco estarão sujeitos à regra da CVM quando forem recomendar investimentos, por que não estender a "suitability" para outros produtos bancários?

Por que regular a oferta de ações, fundos de investimento tradicionais, fundos imobiliários, certificados de recebíveis imobiliários e cotas de FIDCs, mas deixar totalmente livre a venda de rotativo de cartão de crédito, cheque especial, título de capitalização, consórcio e CDBs com taxas de rendimento risíveis?

Não é que o BC esteja parado. O regulador do sistema financeiro tem se esforçado para pôr ordem na venda de pacotes de serviços bancários e recentemente determinou que o pagamento mínimo do rotativo subisse de 15% para 20% do valor da fatura. Na área de crédito, divulga diariamente as taxas médias praticadas por diferentes bancos, na esperança de que isso estimule a competição.

Mas talvez uma ideia seja fazer os bancos assumirem alguma responsabilidade no momento da oferta de produtos, tanto em termos de "suitability" - e nesse caso eles correm o risco de não encontrar um perfil adequado para alguns dos serviços vendidos - como com a inclusão de alertas sobre riscos e aspectos negativos dos serviços no material publicitário.

Da maneira como as coisas funcionam hoje, a pessoa que quer ganhar dinheiro investindo em ações de empresas sólidas precisa passar por várias barreiras. Mas se a "meta" for perder dinheiro atolado em dívidas no cartão de crédito, a porta está escancarada.