Não para

Quando não está na GOL, o gerente de processos Victor Sardinha toca bateria em duas bandas de rock pesado e se dedica à escrita


Tédio é algo que o colaborador da GOL Victor Sardinha, 31 anos, não sente há tempos. Quando não está na sede da companhia, no aeroporto de Congonhas, onde atua como gerente de processos, de projetos e do Centro de Documentação e Memória (Cedoc), o paulista pega as baquetas para tocar bateria em duas bandas, NFN e Sonora Artificial. "Em uma fazemos cover de bandas de heavy metal, como Metallica e Black Sabbath, e na outra tocamos nossas próprias músicas", diz ele, que começou a se interessar pelo assunto quando tinha 16 anos e não parou mais. "Já montei vários grupos desde então."

Formado em ciência da computação, com MBA em gestão de projetos, Victor entrou na Gol há sete meses e atualmente lidera uma equipe de 30 pessoas. Entre suas funções, estão o gerenciamento dos documentos da empresa e a implantação de sistemas para otimizar processos. "Tenho reuniões de duas a três vezes por dia", conta Victor, que, mesmo com a rotina puxada, sempre arranja tempo para tocar.

Além de fazer aulas de bateria às segundas-feiras, as noites de sexta também são dedicadas ao instrumento. "Toco das 22 horas até a meia-noite", conta ele, que mora com a esposa, Vanessa, a enteada e o filho. "Minha família incentiva bastante meu trabalho e minha música."



Fotografia de Fernanda Souza
Os três, assim como colegas da GOL, marcam presença nos shows que Victor faz os fins de semana em bares da capital e do interior. "Quem não vai depois assiste aos vídeos pela internet", diz ele, que não pensa nas bandas como uma forma de ganhar dinheiro. O disco da Sonora Artificial, inclusive, está disponível para download gratuito na internet (soundcloud.com/sonora-artificial). "Pra mim, a música é uma forma de me expressar, de divertir as pessoas", diz.

Entre o trabalho, a família e as bandas, Victor ainda arranja tempo para se dedicar a outro interesse: a escrita. Em conjunto com André Ferreira e Celso Ludgero, seu primeiro livro, Corporate Zombies, parte de uma trilogia sobre o meio corporativo, será publicado ainda este ano e ele já trabalha na sequência. "Aproveito os horários de almoço e as madrugadas para escrever", conta. Com ele, não há tempo perdido.

Reportagem de Luiza Terpins
Editora TRIP Editora.

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