Interessante Carta da Igreja Zombie.


Dívida dos brasileiros é alerta para outros países emergentes. Infected we are.




Por Loretta Chao e John Lyons | The Wall Street Journal, de São Paulo
Como milhões de pessoas pobres fizeram durante o boom de dez anos da economia brasileira, Odete Meira da Silva tomou empréstimos para acelerar a sua ascensão à classe média. Mãe solteira, ela comprou um computador, uma TV de tela plana e começou a construir uma casa num bairro violento da periferia de São Paulo.

Mas a farra dos gastos acabou. Essa pequena comerciante de 56 anos de idade está agora preocupada com um lado menos charmoso da vida da classe média: as dívidas. Depois que suas contas de cartão de crédito ultrapassaram o valor que conseguia pagar, Silva reduziu todas as despesas e interrompeu a construção da casa. Recentemente, via-se na sua casa uma escada rústica de cimento se erguendo da sala de estar até um segundo andar inacabado. É uma imagem da sua própria escalada na economia brasileira: só até a metade.
"Ainda pretendo terminar a casa, mas isso vai ter que ser feito pouco a pouco, talvez em mais três anos", disse ela.

Os problemas de Odete Silva com suas dívidas ajudam a explicar por que o crescimento brasileiro, antes impressionante, vem perdendo fôlego e não deve se recuperar tão cedo. Muitos estrangeiros imaginam que o Brasil, um dos maiores produtores mundiais de soja e minério de ferro, seja um país pobre que depende da venda de commodities para sobreviver. Mas são os novos consumidores como Odete Silva que alimentaram boa parte da recente expansão econômica do país, enquanto o crédito ao consumidor mais que dobrou, para cerca de US$ 600 bilhões em cinco anos.

Agora, muitos desses novos compradores estão sofrendo com o uso excessivo do cartão de crédito. Alguns estão atrasando os pagamentos dos cartões, que chegam a cobrar 80% de juros anuais ou mais. Diante da inadimplência crescente, os bancos agora hesitam em emprestar.

Como resultado, o índice de aumento do consumo é o menor desde 2004. Isso está se juntando a outros problemas, incluindo exportações mais fracas para a China e uma queda na produção industrial causada pela valorização do real, fatores que já estavam desacelerando a economia brasileira. Com a confiança do consumidor em declínio, o PIB brasileiro deve crescer 2,4% este ano, após atingir 7,5% em 2010.

Para complicar as coisas, a explosão do consumo no Brasil provocou uma inflação de 6% ao ano, com a demanda pelos bens superando a capacidade da economia de fornecê-los. Isso colocou o Banco Central na incômoda posição de ter que aumentar os juros para controlar a inflação em meio a uma economia já lenta - iniciativa que pode desacelerar ainda mais o crescimento. Os economistas esperam que o BC eleve a taxa de juros básica, a Selic, que já está em elevados 9% ao ano, em meio ponto percentual na reunião de hoje.
Os problemas do Brasil representam um alerta a outros mercados emergentes envolvidos numa das mais fascinantes narrativas econômicas dos últimos dez anos: a ascensão dos consumidores à classe média nos países em desenvolvimento.

Do Brasil à Indonésia e à África do Sul, o crescimento mais rápido tirou milhões da pobreza nos últimos dez anos, trazendo mais pessoas para a classe média e iniciando muitas delas no crédito. Mas enquanto os economistas em geral veem essa expansão do crédito como um fato positivo, o caso brasileiro mostra como o crescimento da classe média também pode sair dos trilhos devido a dívidas em excesso.
Na Tailândia, a dívida das famílias aumentou 88% entre 2007 e 2012, em parte devido aos programas governamentais de estímulo às vendas de automóveis. Na África do Sul, os empréstimos ao consumidor chegaram a quase 40% do PIB, mais que o dobro da média de outros países em desenvolvimento. Os consumidores russos gastaram quase 80 % a mais nos seus cartões de crédito em 2012 do que no ano anterior.

Por outro lado, na China, onde os trabalhadores são conhecidos pelo hábito de poupar, não de tomar empréstimos, o governo agora tenta incentivar a população a consumir mais para prolongar sua expansão econômica.
Mas os problemas do Brasil com o crédito ao consumidor se destacam entre as grandes economias em desenvolvimento. O crédito à pessoa física cresceu a uma taxa média anual de 25% nos quatro anos após a crise financeira mundial de 2008. Em junho de 2013, cerca de 5% dos empréstimos a pessoas físicas estavam com 90 dias de atraso, o dobro da taxa da Índia e maior que a do México, África do Sul e Rússia, segundo a Fitch Ratings.

"Todas essas pessoas estão gastando mais do que têm, criando uma ilusão de crescimento econômico", disse Vera Pereira, diretora executiva do Procon de São Paulo.
Parte do problema, dizem alguns economistas, é que o Brasil se concentrou demais em políticas destinadas a aumentar o consumo em vez de construir portos e estradas que beneficiem a produção econômica no longo prazo. Os brasileiros compraram muitas TVs de tela plana durante o boom, mas os portos do país continuam tão congestionados que alguns navios dão meia volta e vão embora em vez de esperar.
"O endividamento externo do Brasil foi gasto em viagens para a Disneilândia e malas cheias de compras vindas diretamente de Nova York ou Miami", disse Paulo Leme, que dirige os negócios do Goldman Sachs no Brasil. "Isso terá consequências no futuro."

As autoridades brasileiras dizem que pôr a culpa dos recentes problemas econômicos do país em políticas equivocadas é é absurdo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outros dizem que a economia brasileira simplesmente foi apanhada numa desaceleração mundial e que a situação estaria ainda pior sem os incentivos ao consumo.
Não se espera que os problemas de crédito do Brasil façam o país voltar a uma crise como as que destruíram a classe média em gerações passadas, dizem os economistas. O total de empréstimos bancários pendentes no Brasil, incluindo as dívidas comerciais e de consumo, chega a cerca de 55% do PIB, índice baixo pelos padrões internacionais.

Além disso, os bancos brasileiros têm grandes reservas de capital, o que deve ajudar o país a enfrentar uma crise mais profunda. As reservas do Banco Central, de US$ 372 bilhões, são dez vezes maiores que há dez anos.

Mesmo assim, as preocupações com as dívidas dos consumidores levaram muitos a repensar até onde a nova classe média brasileira vai crescer e com qual rapidez. O percentual da renda familiar destinada a pagar dívidas é extraordinariamente alto: no Brasil, chega a mais de 20% da renda familiar, segundo dados do banco central, em comparação com 10% nos EUA, de acordo com o banco central americano.
Isso acontece, em grande parte, porque as taxas de empréstimos no Brasil são altíssimas, uma herança de muitas crises econômicas. Os juros de um empréstimo típico é de 37% ao ano.

Além disso, o perfil da dívida brasileira não é tão saudável como em países como os Estados Unidos. Grande parte do endividamento nos EUA consiste em hipotecas, algo visto como economicamente mais saudável, já que o preço dos imóveis pode subir. Mas no Brasil o mercado de hipotecas habitacionais é muito pequeno. O consumidor brasileiro se endividou, em grande parte, para comprar carros e eletrodomésticos - bens que se desvalorizam.

As vendas de automóveis mostram bem o que ocorreu com a explosão do crédito. Os empréstimos para compra de veículos mais que triplicaram entre 2004 e 2010, para cerca de US$ 70 bilhões por ano, à medida que consumidores ansiavam por ter um carro - um dos principais símbolos da vida de classe média. Os bancos estavam financiando carros sem entrada, prática antes impensável no país.

No ano passado foram emplacados 2,9 milhões de carros novos no Brasil, um aumento de 130% em relação a dez anos atrás.
O governo se esforçou para expandir o consumo na esperança de reduzir a diferença, historicamente muito grande, entre ricos e pobres no Brasil. A estratégia ajudou a elevar o padrão de vida e estimulou o crescimento.

Mas o governo não acompanhou suas iniciativas favoráveis ao consumo com medidas para melhorar a produtividade e o crescimento de longo prazo, segundo muitos economistas.
Resultado: o consumo continuou crescendo, mesmo quando o restante da economia dava sinais de fraqueza devido ao declínio nos preços das commodities e à supervalorização da moeda. Em 2012, os turistas brasileiros, muitos viajando para o exterior pela primeira vez, foram dos que mais gastaram entre todos os turistas estrangeiros em Nova York, segundo autoridades da cidade. No Brasil, porém, a produção industrial encolheu, com as empresas perdendo terreno para concorrentes globais.
Esse descompasso entre a demanda dos consumidores e a produção econômica alimentou a inflação, dizem economistas.

"O governo insiste em incentivar as pessoas a consumir, mas por outro lado a oferta, as indústrias, as empresas, não vêm produzindo tanto assim", disse Samy Dana, professor da Fundação Getúlio Vargas.
E o governo já sinalizou planos para continuar estimulando o consumo. A presidente anunciou há pouco um aumento do salário mínimo e um plano para fornecer mais US$ 8 bilhões em crédito para famílias de baixa renda.

O BNDES informou que o montante dos seus empréstimos vai subir 22% este ano, depois de aumentar 12,3% em 2012.

A presidente Dilma Rousseff anunciou em setembro que o governo emprestou cerca de US$ 500 milhões ao longo de três meses para que os beneficiários do programa "Minha Casa, Minha Vida", de moradia subsidiada, pudessem comprar também seus eletrodomésticos.

Mesmo assim, pessoas como Odete Silva têm que encontrar maneiras de cortar os gastos. Para construir a casa, ela acumulou dívidas em três cartões de crédito, comprando aparelhos domésticos e materiais de construção. Com as altas taxas de juros, essa dívida aumentou de R$ 11.000 para R$ 25.000.
Ela agora fez acordos com seus credores, que concordaram em reduzir seus pagamentos e baixar as dívidas. Ela diz que não está preocupada. "Acho que as coisas estão melhorando."

Pare de jogar dinheiro fora - Zombie System



Os brasileiros deixam milhões de reais nos cofres públicos em benefícios não resgatados. Conheça seus direitos e saiba como sacar esses recursos
Felipe èroni, da  VOCE SA
São Paulo - Todos os anos, os brasileiros deixam de resgatar milhões de reais a que têm direito, referentes a uma série de benefícios,como abono salarial, devolução de notas fiscais ou inspeção veicular.

Só de abono salarial, destinado a trabalhadores com registro em carteira que recebem até dois salários mínimos, no ano passado foram cancelados 413 milhões de reais por falta de resgate. Quando não é retirado a tempo, o recurso retorna para o Fundo de Amparo ao Trabalhador e não pode ser recuperado.
No caso da Nota Fiscal Paulista, programa do governo de São Paulo que devolve até 30% do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) aos consumidores que pedem o registro do CPF nas notas fiscais, há pessoas que, mesmo inscritas, não sacam seus créditos.

O programa, que tem congêneres em diversos estados brasileiros, já liberou 8,3 bilhões de reais, entre créditos devolvidos e prêmios de sorteios. Do total liberado, 3,9 bilhões de reais não foram resgatados pelos consumidores. O crédito tem até cinco anos para ser retirado, sendo que, em abril, foram cancelados 325.000 reais, esquecidos pelos contribuintes.

O advogado paulistano Fábio Florentino, de 40 anos, conhece de perto o sistema de impostos. Ele nunca deixa de pedir a inclusão do CPF na nota fiscal. Neste ano, Fábio resgatou 500 reais na Nota Fiscal Paulista. desde que se cadastrou no programa, já ganhou 1.500 reais em reembolsos. 
Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, além do aspecto financeiro, a participação nesse tipo de programa contribui para que os estabelecimentos declarem impostos. Portanto, além de engordar o saldo, é um exercício de cidadania.

Sem medo 
No Distrito Federal, além dos 30% do ICMS, o governo devolve o ISS cobrado em todos os bens e serviços (em São Paulo, o ISS é municipal e usado na Nota Fiscal Paulistana). Na capital federal, o programa Nota Legal distribuiu, em quatro anos de existência, 439 milhões de reais em créditos para 3,2 milhões de consumidores. 

A gestora de projetos Francine Vaurof, de 33 anos, resgatou no ano passado 754 reais, descontados no valor do IPVA. "O benefício cobriu quase todo o valor do imposto", afirma. 
Especialistas notam que muitos deixam de pedir a nota fiscal eletrônica por medo de que o governo fiscalize seus passos. "Não precisa ter medo disso, até porque muitas contas não passam pela nota eletrônica, como aluguel ou mensalidade escolar", diz o educador financeiro Mauro Calil. 

A inspeção veicular é um exemplo de reembolso que, por ser de valor relativamente baixo, muitos contribuintes deixam para trás. Em São Paulo, a prefeitura realiza inspeções em veículos, e, caso o carro esteja em ordem, são devolvidos os 47,44 reais pagos. "As pessoas normalmente controlam valores grandes, como aluguel e mensalidade escolar, mas se esquecem de resgatar valores menores", diz Reinaldo.
Esse dinheiro é seu

Como se cadastrar para resgatar alguns benefícios
Seguro DPVAT
Motoristas e pedestres que sofreram acidente de trânsito são indenizados por despesas médicas, hospitalares e farmacêuticas (até 2.700 reais), invalidez permanente (até 13.500 reais) ou morte de familiares (13.500 reais). O prazo para o pedido é de três anos. 
Como requerer: a documentação inclui boletim de ocorrência, documentos pessoais da vítima e dos beneficiários, laudo do Instituto Médico Legal e atestado de óbito (se for o caso), e deve ser entregue em uma agência dos Correios habilitada pela seguradora.

Inspeção veicular
Veículos registrados na cidade de São Paulo devem passar pela Inspeção Veicular Ambiental, que visa controlar a emissão de poluentes por automóveis. Proprietários de veículos aprovados na inspeção têm direito à devolução da taxa, de 47,44 reais, se o licenciamento estiver em dia e não constarem dívidas de IPVA ou multas. 
Como se cadastrar e receber: é preciso cadastrar a devolução no site da prefeitura. O reembolso é feito por depósito em conta corrente.

Abono salarial
O benefício é para trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, são cadastrados no PIS há mais de cinco anos e tenham trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2012. O pagamento teve início em agosto.
Como verificar e receber: para saber se tem direito, deve-se acessar, na página da Caixa na internet, a opção Consulta de Pagamentos, ou entrar em contato pelo 0800-726-0207. É necessário ter em mãos o número do PIS. O pagamento é feito em agências da Caixa.

Seguro-desemprego
Destina-se a trabalhadores registrados que são demitidos sem justa causa, tendo trabalhado por, no mínimo, seis meses. O benefício é pago por três a cinco meses, conforme o período trabalhado. O valor mensal é de 678 a 1.235 reais. 
Como solicitar e receber: um formulário de requerimento do seguro-desemprego e uma série de documentos — detalhada no site do Ministério do Trabalho e Emprego — devem ser entregues na Delegacia Regional do Trabalho ou nas agências credenciadas da Caixa Econômica. Após 30 dias, o trabalhador começa a receber o benefício.

Notas fiscais estaduais
São programas estaduais e municipais que devolvem parte do imposto recolhido nas compras de mercadorias e serviços. O percentual devolvido varia de acordo com o estabelecimento. 
Como se cadastrar e receber: o cadastro é feito por meio do site do programa em cada estado. Em São Paulo e no Distrito Federal, o resgate pode ser feito por depósito em conta. Neste ano, o advogado paulistano Fábio Florentino, de 40 anos, resgatou na Nota Fiscal
Paulista 500 reais, dinheiro que usa para jantar em bons restaurantes

Viajar aos EUA para comprar PS4 sai mais barato que console no Brasil - Zombie Brazil !!



Viajar aos EUA para comprar PS4 sai mais barato que console no Brasil

Pedro Henrique Lutti Lippe

Bate e volta nos EUA para comprar o PlayStation 4 é mais barato que o console brasileiro
A Sony revelou nesta quinta-feira (17) que o preço oficial do PlayStation 4 no Brasil será R$ 3.999. Com esse anúncio, veio à tona um questionamento intrigante: é mais barato comprar o console em território nacional, ou então viajar e trazê-lo de outro país?

Nos EUA, o console da próxima geração chegará às lojas por US$ 400 - quantia que equivale a cerca de R$ 865 consideradas as taxas cambiais do dia da publicação desta nota. Essa discrepância nos preços faz com que, ao menos em termos de gastos totais, valha a pena pegar um avião e adquirir o PS4 na terra de Obama.
Passagem mais barata de ida e volta para Miami no Decolar.com custa R$ 2.668
Passagens de ida e volta entre São Paulo e Miami marcadas para meados de novembro, quando o console será lançado nos EUA, estão avaliadas em cerca de R$ 2.668 nos principais sites de agendamento de voos. Ao preço do PlayStation 4, somam-se os 7% dos impostos de venda cobrados em Miami. A quantia total paga pelo console é R$ 925.

Cálculo final: um bate e volta para Miami só para comprar o PlayStation 4 sai por R$ 3.593. E como o console é avaliado em US$ 400, não há o risco de problemas com taxas na alfândega na volta, já que a quantia está dentro da faixa de importação permitida pela Receita Federal.

Acrescentados à lista de compras um jogo e um controle extra, a um custo de R$ 275 com os impostos já considerados, o roteiro de viagem ainda compensa. O total seria de R$ 3.868 - menos que os R$ 3.999 cobrados pelo console sozinho aqui no Brasil.

LISTA DE COMPRAS
Pacote Preço
PlayStation 4 no Brasil R$ 3.999
Viagem para Miami e PlayStation 4 americano R$ 3.593
Viagem para Miami, PlayStation 4 americano, jogo e controle extra R$ 3.868
Xbox One e PlayStation 3 brasileiros R$ 3.298

É importante mencionar que, para viajar aos EUA, brasileiros precisam de um visto. A burocracia para agendar entrevistas no consulado norte-americano acabaria acrescentando ao valor total da viagem.
Jogadores que abrirem mão de comprar um PlayStation 4 terão a opção de comprar um Xbox One e um PlayStation 3 em redes varejistas brasileiras e ainda economizar cerca de R$ 700 em relação ao preço do novo console da Sony, que podem ser gastos em jogos e acessórios para essas plataformas.

Você sabe se comportar no trabalho? Veja dicas para se destacar na empresa



Alguns profissionais esquecem das regras básicas de convivência em um escritório, como o cumprimento, organização e simpatia. Veja como inverter essa situação
Por Luiza Belloni Veronesi 

SÃO PAULO - Poucos profissionais dão atenção correta à etiqueta empresarial e deixam a formalidade fora do escritório. Mas, segundo o diretor executivo da Innovia Training e Consulting, Ricardo Barbosa, o impacto da implantação desse tipo de ação é fundamental para a manutenção do emprego e garantir o crescimento profissional dentro da empresa.

Para Barbosa, a má educação, a falta de ética profissional e o comportamento inadequado explicam porque pessoas altamente profissionais e competentes no que fazem acabam sendo demitidas  e outras – nem tão competentes assim - permanecem, atingindo promoções e melhores oportunidades de carreira.

“Essa preocupação deve abranger todo o contexto da empresa, desde o office-boy até o presidente, todos devem ter uma imagem coesa de etiqueta empresarial”, explica Barbosa. O diretor-executivo também deu algumas dicas para uma postura profissional exemplar, confira:

1. Seja pontual
Pontualidade deve ser ponto de honra no ambiente empresarial. Assumindo um compromisso, este se torna sua responsabilidade, principalmente o horário. Organize-se para chegar na hora todos os dias e para cumprir com os prazos propostos. Caso perceba que não será possível cumprir com o compromisso no horário, ligue ou peça para ligarem informando sobre o atraso.

2. Use roupas adequadas
A vestimenta diz muito para as outras pessoas assim é recomendável roupas discretas, sem modismos. Decotes e cores berrantes, dentre outros erros devem ser evitados, sob pena de perder a seriedade. Tome cuidados com higiene pessoal.

3. Impressione pela simpatia
O ditado: "a primeira impressão é a que fica", deve ser levado a sério. Assim, sempre seja cordial e prestativo já em um primeiro contato, saiba ouvir e falar na hora certa e tenha sempre cartões profissionais disponíveis.

4. Não se esqueça das regras básicas de educação
Sempre ao entrar em um local peça licença, busque cumprimentar todas as pessoas que estiverem no local, mas só estenda a mão se o interlocutor o fizer primeiro, e só se sente se for convidado por ele.

5. Estabeleça contato visual
Se comunique corretamente com as pessoas, busque olhar nos olhos, demonstre atenção no que estão falando, não se distraia durante a conversa e busque estabelecer um diálogo.

6. Postura correta
Mantenha uma postura correta, não cruze os braços, evite se sentar de qualquer jeito, jogando o corpo na cadeira, como também não se sente na beirada da cadeira. É importante uma boa acomodação, porém ereto e de forma adequada.

7. Conheça o código de ética da empresa
A maioria das corporações tem um código de ética e de conduta a ser seguido. Procure se informar no lugar em que você trabalha onde pode encontrá-lo e leia com atenção.

8. Se organize
Seja organizado e demonstre isso. Planeje adequadamente seu tempo e sua mesa, mantenha os papéis e arquivos de computador nos devidos lugares, onde não só você, mas qualquer membro da empresa consiga localizar quando necessário.

9. Respeite todos do escritório
Respeite os colegas e o espaço de trabalho. Não precisa ficar mudo durante o expediente, mas evite ao máximo assuntos que exponham o seu lado pessoal ou o de alguma outra pessoa. Fofocas nunca combinaram com o ambiente profissional. Além disso, adeque a altura da sua voz ao ambiente.

10. Não exagere nas ligações pessoais
Cuidado com a utilização de celulares no trabalho, evite ligações pessoais e caso estas ocorram, busque ir para um local privado. Não fale demasiadamente alto e muito menos utilize termos de baixo calão. Cuidado com o toque do celular, o correto é deixá-lo no modo silencioso.

11. Tome cuidado com as redes sociais
Além do celular, também é necessário cuidados com outras ferramentas tecnológicas e principalmente com as redes sociais. As empresas antenadas possuem políticas para utilização destas, por isso busque saber os limites.

12. Diferencie amigos de colegas
Amizades no ambiente de trabalho é um tema delicado. É importante diferenciar amigos de colegas de trabalho, principalmente no ambiente da empresa. Esse limite pode ser útil quando for necessário realizar uma cobrança ou fazer um feedback.

13. Seja bem humorado
Bom humor é uma necessidade nas empresas. Quando estiver tendo um dia difícil, reflita se alguém do trabalho tem a obrigação de compartilhar as dificuldades com você. Contudo, cuidado com as brincadeiras. Um ambiente de trabalho descontraído é positivo desde que sejam feitas apenas brincadeiras saudáveis, que promovam um ambiente alegre e equilibrado.

14. Tenha “jogo de cintura”
Busque ter “jogo de cintura” na hora de imprevistos e ouça a opinião dos outros, pois muitas vezes de opiniões divergentes se chega a um ponto em comum correto. É preciso saber argumentar e também ceder.

Arrecadação federal alcança R$ 84,2 bilhões em setembro



Por Edna Simão e Ribamar Oliveira

BRASÍLIA  -  A arrecadação federal de impostos totalizou R$ 84,212 bilhões em setembro, uma alta real de 1,71% na comparação com mesmo mês de 2012. Os números foram divulgados pela Receita Federal do Brasil.
No ano, a arrecadação somou R$ 806,446 bilhões, aumento real de 0,89% sobre igual período do ano passado.  
Sem correção inflacionária, a receita com impostos e contribuições teve alta de 7,67% no nono mês de 2013, ante mesmo período do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 78,215 bilhões.
As receitas administradas pela Receita mostraram alta real de 1,62%, para R$ 82,266 bilhões, na comparação com setembro do ano passado. O aumento nominal ficou em 7,58%. No ano, essas receitas somam R$ 778,687 bilhões. Esse valor representa uma alta real de 1,19% em relação a igual período de 2012.
Já a receita própria de outros órgãos federais totalizou R$ 1,946 bilhão no mês passado, com alta em termos reais de 5,55% perante mesmo mês de 2012. No acumulado do ano, a arrecadação é de R$ 27,759 bilhões, baixa real de 7,05% no comparativo anual.
Em termos nominais, as receitas próprias de outros órgãos subiram 11,73% em setembro, em relação ao mesmo mês do calendário anterior.
(Edna Simão e Ribamar Oliveira | Valor)

Brasil Pais Zumbificado pelo Sistema. Somos Tolos


PS4 Preço Zumbi !!!


Zombie são mais espertos que os vivos as vezes.


|Zombie Society. Licitação superfaturada é suspensa, e Renan fica sem comida em casa.


Segundo assessoria, família do presidente do Senado está comendo em restaurantes desde o início da semana
Maria Lima

BRASÍLIA - Acabou a comida na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A suspensão de uma licitação superfaturada para abastecer a residência oficial com uma quantidade de comida suficiente para alimentar um batalhão, no dia 2 deste mês, vem obrigando Renan, a mulher Verônica Calheiros e os dois filhos a comer fora ou na casa de amigos desde o início da semana. A licitação preparada pelo setor ligado à Diretoria Geral da Casa previa, entre outros itens da boa gastronomia, 25 quilos de camarão vermelho grande, 20 quilos de frutos do mar, 1,7 tonelada de 33 tipos diferentes de carnes, sendo 100 quilos de filé mignon, além do trivial arroz e feijão. Por seis meses, a licitação tinha um custo orçado em R$ 98 mil.

Mesmo assumindo que a licitação estava superfaturada pela assessoria de Renan, os R$ 98 mil por seis meses ainda está muito abaixo dos R$ 290 mil pagos pelo Senado no ano passado para abastecer a residência quando estava lá o ex-presidente José Sarney. Com residência própria em Brasília, Sarney nem ocupava permanentemente a residência oficial .

- Renan está almoçando no restaurante do Senado, pagando do próprio bolso. Sua esposa também está comendo fora. A licitação vai ser redimensionada para eliminar itens superfaturados e supérfluos. Também vai haver corte na quantidade de camarão e outros itens. A ideia é cortar mais da metade do custo antes previsto e adequar as quantidades apenas para o presidente e sua esposa. Os servidores não mais farão suas refeições no local, porque recebem ticket alimentação - informou a assessoria de Renan.

Em nota divulgada no final da tarde desta quinta-feira, a assessoria de imprensa do gabinete de Renan negou que falte alimentos na casa do presidente do Senado. Porém, no texto, a assessoria de imprensa confirma que a licitação anterior foi suspensa e diz que “uma nova licitação já está prevista para ocorrer”, sem explicar como ocorre o suprimento de alimentos nesse intervalo entre as licitações.
No pregão suspenso, a previsão era que a família Renan e convidados pudessem fazer muitos churrascos na residência oficial: 50 quilos de picanha, 54 quilos de linguiça, 50 quilos de carvão, 160 quilos de pão francês, além de 20 quilos de salmão e 55 quilos de queijos variados.

Embora reconhecidamente faturados, os gastos para abastecimento da residência oficial de Renan são modestos se comparados com os gastos contratados pelo governador do Ceará, Cid Gomes, para esse ano. De acordo com matéria publicada pelo GLOBO, o chamado “caviargate” de Cid foi mantido e prevê a contratação de um buffet, no valor de R$ 3,4 milhões, para abastecer a cozinha da residência oficial e o gabinete do governador com iguarias que incluem centenas de quilos do que há de mais fino na culinária internacional.

O edital publicado dia 1º de agosto diz que o contrato — que prevê também decoração e fornecimento de taças de cristal, arranjos com orquídeas, 700 garçons, 500 garçonetes e 15 chefs de cozinha — tem validade de um ano.

Depois da publicação da matéria, Cid reclamou e disse que cortaria do cardápio todos os pratos com nome de iguarias sofisticadas, mas isso não implicaria na redução do valor contratado. 

O cardápio previsto no edital para a contratação dos serviços prevê até 495 pratos diferentes, e se apresenta com uma variação de receitas preparadas com caviar, escargots, bacalhau, salmão, presunto de Parma, funghi, vieiras, frutos do mar, pães exóticos, croissants, toucinho do céu ou trufas. Ingredientes indispensáveis nas cozinhas dos grandes chefs.

Menos de 1% da população detém 40% de toda a riqueza mundial



Segundo relatório do Credit Suisse sobre a riqueza global, o Brasil tem 315 mil pessoas entre os 1% mais ricos do mundo

Beatriz Souza, de  
São Paulo - Atualmente 32 milhões de milionários – que representam menos de 1% da população adulta mundial – detém 41% de toda a riqueza do mundo. Os dados são edição de 2013 do “Relatório da Riqueza Global”, lançado pelo banco suíço Credit Suisse.

Mas para estar entre os 10% mais ricos do mundo, não é preciso nem ser milionário, basta ter um patrimônio líquido superior a 100 mil dólares – situação de 393 milhões de adultos ou de 8% da população mundial. Juntos, eles têm 101,8 trilhões de dólares – ou 42.3% da fortuna mundial.
Dentro deste grupo, estima-se que 98,7 mil pessoas tenham mais do que 50 milhões de dólares como fortuna pessoal e que outros 33,9 tenham mais de 100 milhões de dólares.

Os Estados Unidos são, com folga, o país com o maior número de milionários: são 13,2 milhões de pessoas que representam 42% do total mundial.

O Brasil ainda está bem atrás nesse ranking da riqueza, com 221 mil milionários e 315 mil adultos entre os 1% mais ricos do mundo. Mas a notícia boa é que a riqueza média do brasileiro triplicou desde 2000, saltando de 7,9 mil dólares por adulto para 23,3 mil dólares.

Por outro lado, na base da pirâmide da riqueza mundial, 3,2 bilhões de pessoas - que representam mais de 60% da população adulta - tem patrimônio menor que de 10 mil dólares. 
Embora os 60% mais pobres estejam espalhados por todas as regiões do mundo, na África e na Índia sua participação é desproporcionalmente alta, enquanto na Europa e na América do Norte eles representam uma parcela mínima da população - o inverso do que ocorre com os milionários do mundo.

Segundo o relatório, nos países desenvolvidos apenas 30% da população se enquadra na categoria mais baixa da pirâmide. Além disso, para a maioria destas pessoas, trata-se de uma situação transitória associada à juventude, velhice ou períodos de desemprego,
Na Índia e na África, acontece o extremo oposto: mais de 90% da população tem patrimônio menor que 10 mil dólares. Em alguns países africanos de baixa renda, o percentual da população nesta faixa de riqueza chega quase a 100%. 

Poder de um Noise Zombie


Dívida dos brasileiros é alerta para outros países emergentes. Zombies !!!!


Por Loretta Chao e John Lyons | The Wall Street Journal, de São Paulo
Como milhões de pessoas pobres fizeram durante o boom de dez anos da economia brasileira, Odete Meira da Silva tomou empréstimos para acelerar a sua ascensão à classe média. Mãe solteira, ela comprou um computador, uma TV de tela plana e começou a construir uma casa num bairro violento da periferia de São Paulo.

Mas a farra dos gastos acabou. Essa pequena comerciante de 56 anos de idade está agora preocupada com um lado menos charmoso da vida da classe média: as dívidas. Depois que suas contas de cartão de crédito ultrapassaram o valor que conseguia pagar, Silva reduziu todas as despesas e interrompeu a construção da casa. Recentemente, via-se na sua casa uma escada rústica de cimento se erguendo da sala de estar até um segundo andar inacabado. É uma imagem da sua própria escalada na economia brasileira: só até a metade.
"Ainda pretendo terminar a casa, mas isso vai ter que ser feito pouco a pouco, talvez em mais três anos", disse ela.

Os problemas de Odete Silva com suas dívidas ajudam a explicar por que o crescimento brasileiro, antes impressionante, vem perdendo fôlego e não deve se recuperar tão cedo. Muitos estrangeiros imaginam que o Brasil, um dos maiores produtores mundiais de soja e minério de ferro, seja um país pobre que depende da venda de commodities para sobreviver. Mas são os novos consumidores como Odete Silva que alimentaram boa parte da recente expansão econômica do país, enquanto o crédito ao consumidor mais que dobrou, para cerca de US$ 600 bilhões em cinco anos.

Agora, muitos desses novos compradores estão sofrendo com o uso excessivo do cartão de crédito. Alguns estão atrasando os pagamentos dos cartões, que chegam a cobrar 80% de juros anuais ou mais. Diante da inadimplência crescente, os bancos agora hesitam em emprestar.

Como resultado, o índice de aumento do consumo é o menor desde 2004. Isso está se juntando a outros problemas, incluindo exportações mais fracas para a China e uma queda na produção industrial causada pela valorização do real, fatores que já estavam desacelerando a economia brasileira. Com a confiança do consumidor em declínio, o PIB brasileiro deve crescer 2,4% este ano, após atingir 7,5% em 2010.
Para complicar as coisas, a explosão do consumo no Brasil provocou uma inflação de 6% ao ano, com a demanda pelos bens superando a capacidade da economia de fornecê-los. Isso colocou o Banco Central na incômoda posição de ter que aumentar os juros para controlar a inflação em meio a uma economia já lenta - iniciativa que pode desacelerar ainda mais o crescimento. Os economistas esperam que o BC eleve a taxa de juros básica, a Selic, que já está em elevados 9% ao ano, em meio ponto percentual na reunião de hoje.
Os problemas do Brasil representam um alerta a outros mercados emergentes envolvidos numa das mais fascinantes narrativas econômicas dos últimos dez anos: a ascensão dos consumidores à classe média nos países em desenvolvimento.

Do Brasil à Indonésia e à África do Sul, o crescimento mais rápido tirou milhões da pobreza nos últimos dez anos, trazendo mais pessoas para a classe média e iniciando muitas delas no crédito. Mas enquanto os economistas em geral veem essa expansão do crédito como um fato positivo, o caso brasileiro mostra como o crescimento da classe média também pode sair dos trilhos devido a dívidas em excesso.
Na Tailândia, a dívida das famílias aumentou 88% entre 2007 e 2012, em parte devido aos programas governamentais de estímulo às vendas de automóveis. Na África do Sul, os empréstimos ao consumidor chegaram a quase 40% do PIB, mais que o dobro da média de outros países em desenvolvimento. Os consumidores russos gastaram quase 80 % a mais nos seus cartões de crédito em 2012 do que no ano anterior.

Por outro lado, na China, onde os trabalhadores são conhecidos pelo hábito de poupar, não de tomar empréstimos, o governo agora tenta incentivar a população a consumir mais para prolongar sua expansão econômica.

Mas os problemas do Brasil com o crédito ao consumidor se destacam entre as grandes economias em desenvolvimento. O crédito à pessoa física cresceu a uma taxa média anual de 25% nos quatro anos após a crise financeira mundial de 2008. Em junho de 2013, cerca de 5% dos empréstimos a pessoas físicas estavam com 90 dias de atraso, o dobro da taxa da Índia e maior que a do México, África do Sul e Rússia, segundo a Fitch Ratings.

"Todas essas pessoas estão gastando mais do que têm, criando uma ilusão de crescimento econômico", disse Vera Pereira, diretora executiva do Procon de São Paulo.
Parte do problema, dizem alguns economistas, é que o Brasil se concentrou demais em políticas destinadas a aumentar o consumo em vez de construir portos e estradas que beneficiem a produção econômica no longo prazo. Os brasileiros compraram muitas TVs de tela plana durante o boom, mas os portos do país continuam tão congestionados que alguns navios dão meia volta e vão embora em vez de esperar.
"O endividamento externo do Brasil foi gasto em viagens para a Disneilândia e malas cheias de compras vindas diretamente de Nova York ou Miami", disse Paulo Leme, que dirige os negócios do Goldman Sachs no Brasil. "Isso terá consequências no futuro."

As autoridades brasileiras dizem que pôr a culpa dos recentes problemas econômicos do país em políticas equivocadas é é absurdo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outros dizem que a economia brasileira simplesmente foi apanhada numa desaceleração mundial e que a situação estaria ainda pior sem os incentivos ao consumo.

Não se espera que os problemas de crédito do Brasil façam o país voltar a uma crise como as que destruíram a classe média em gerações passadas, dizem os economistas. O total de empréstimos bancários pendentes no Brasil, incluindo as dívidas comerciais e de consumo, chega a cerca de 55% do PIB, índice baixo pelos padrões internacionais.

Além disso, os bancos brasileiros têm grandes reservas de capital, o que deve ajudar o país a enfrentar uma crise mais profunda. As reservas do Banco Central, de US$ 372 bilhões, são dez vezes maiores que há dez anos.
Mesmo assim, as preocupações com as dívidas dos consumidores levaram muitos a repensar até onde a nova classe média brasileira vai crescer e com qual rapidez. O percentual da renda familiar destinada a pagar dívidas é extraordinariamente alto: no Brasil, chega a mais de 20% da renda familiar, segundo dados do banco central, em comparação com 10% nos EUA, de acordo com o banco central americano.
Isso acontece, em grande parte, porque as taxas de empréstimos no Brasil são altíssimas, uma herança de muitas crises econômicas. Os juros de um empréstimo típico é de 37% ao ano.
Além disso, o perfil da dívida brasileira não é tão saudável como em países como os Estados Unidos. Grande parte do endividamento nos EUA consiste em hipotecas, algo visto como economicamente mais saudável, já que o preço dos imóveis pode subir. Mas no Brasil o mercado de hipotecas habitacionais é muito pequeno. O consumidor brasileiro se endividou, em grande parte, para comprar carros e eletrodomésticos - bens que se desvalorizam.

As vendas de automóveis mostram bem o que ocorreu com a explosão do crédito. Os empréstimos para compra de veículos mais que triplicaram entre 2004 e 2010, para cerca de US$ 70 bilhões por ano, à medida que consumidores ansiavam por ter um carro - um dos principais símbolos da vida de classe média. Os bancos estavam financiando carros sem entrada, prática antes impensável no país.
No ano passado foram emplacados 2,9 milhões de carros novos no Brasil, um aumento de 130% em relação a dez anos atrás.

O governo se esforçou para expandir o consumo na esperança de reduzir a diferença, historicamente muito grande, entre ricos e pobres no Brasil. A estratégia ajudou a elevar o padrão de vida e estimulou o crescimento.

Mas o governo não acompanhou suas iniciativas favoráveis ao consumo com medidas para melhorar a produtividade e o crescimento de longo prazo, segundo muitos economistas.
Resultado: o consumo continuou crescendo, mesmo quando o restante da economia dava sinais de fraqueza devido ao declínio nos preços das commodities e à supervalorização da moeda. Em 2012, os turistas brasileiros, muitos viajando para o exterior pela primeira vez, foram dos que mais gastaram entre todos os turistas estrangeiros em Nova York, segundo autoridades da cidade. No Brasil, porém, a produção industrial encolheu, com as empresas perdendo terreno para concorrentes globais.
Esse descompasso entre a demanda dos consumidores e a produção econômica alimentou a inflação, dizem economistas.

"O governo insiste em incentivar as pessoas a consumir, mas por outro lado a oferta, as indústrias, as empresas, não vêm produzindo tanto assim", disse Samy Dana, professor da Fundação Getúlio Vargas.
E o governo já sinalizou planos para continuar estimulando o consumo. A presidente anunciou há pouco um aumento do salário mínimo e um plano para fornecer mais US$ 8 bilhões em crédito para famílias de baixa renda.

O BNDES informou que o montante dos seus empréstimos vai subir 22% este ano, depois de aumentar 12,3% em 2012.

A presidente Dilma Rousseff anunciou em setembro que o governo emprestou cerca de US$ 500 milhões ao longo de três meses para que os beneficiários do programa "Minha Casa, Minha Vida", de moradia subsidiada, pudessem comprar também seus eletrodomésticos.
Mesmo assim, pessoas como Odete Silva têm que encontrar maneiras de cortar os gastos. Para construir a casa, ela acumulou dívidas em três cartões de crédito, comprando aparelhos domésticos e materiais de construção. Com as altas taxas de juros, essa dívida aumentou de R$ 11.000 para R$ 25.000.
Ela agora fez acordos com seus credores, que concordaram em reduzir seus pagamentos e baixar as dívidas. Ela diz que não está preocupada. "Acho que as coisas estão melhorando."

Welcome Back Rick !!!


Eike Corporate Zombie - 2010 e 2013. Como perder R$35 Bilhões.


Resistência Corporate Zombies



Meio bicicleta, meio carro, movido a energia solar ou humana.

 É o Elf, que está nas manchetes da mídia norte-americana como a nova sensação do transporte alternativo.
O Elf é um velomóvel elétrico, um minicarro movido a pedal e/ou bateria recarregável. Com o típico design do triciclo, segue a linha de alguns veículos muito populares no Norte da Europa, onde a preocupação com o meio ambiente é prioridade. O apelo à saúde é importante: "Chegue ao serviço tranquilamente, sem esforço, e volte para casa pedalando, dispensando a academia", como diz o marketing. Mas ele também oferece atrativos raros nesse tipo de transporte:

- Escolha o tipo de propulsão: 100% pedal, 100% motor ou qualquer combinação entre os dois, transição feita suavemente com o veículo em movimento
- O motor é ativado por um acelerador manual semelhante ao de uma motocicleta
- A bateria de lítio de 750 Watt pode recarregar em menos de 1 hora numa tomada ou em cerca de 7 horas por painéis solares no teto
- Com a energia equivalente a um galão de gasolina (3,78 litros), o Elf pode percorrer 2.900 quilômetros
- Autonomia de até 80 quilômetros com uma única carga
- "Concha" em policarbonato para proteção do ocupante
- Estrutura em alumínio reforçado
- Bagageiro com capacidade para 158 kg
- Freios a disco
- Faróis, luzes de ré, indicadores de direção
- Como a velocidade máxima é de 32 km/h, a maioria dos países permite sua utilização em ciclovias e trilhas, além de estradas
- Oito opções de personalização (incluindo banco retrátil extra na parte traseira)
- Custo base: US$ 5.000,00

O número de pedidos é bem maior que a produção (semiartesanal), e há casos como o de um professor universitário de Massachussets de 65 anos de idade que foi buscar o seu na fábrica (Carolina do Norte) para não desembolsar os US$ 1.000,00 de custo de remessa. Ele está fazendo o percurso de 1.200km de volta para casa no próprio veículo.

http://www.organictransit.com













LIÇÕES DE LIDERANÇA COM "O PODEROSO CHEFÃO"



O QUE A VIDA DE UM CEO TEM EM COMUM COM A DE UM MAFIOSO? SEGUNDO O EMPREENDEDOR JUSTIN MOORE, AS SEMELHANÇAS NÃO SÃO POUCAS


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Filme O Poderoso Chefão (Foto: Reprodução)
FILME O PODEROSO CHEFÃO (FOTO: REPRODUÇÃO)


O que a vida de um CEO tem em comum com a de Vito Corleone, o personagem central do romance e filme “O Poderoso Chefão”? Segundo o empreendedor norte-americano Justin Moore, muito. 

Moore é o fundador e atual presidente da Axcient, companhia que fornece serviços de recuperação de arquivos para pequenas e médias empresas. Para ele, "O Poderoso Chefão" é o melhor filme de todos os tempos. Tanto que ele assistiu ao longa diversas vezes na última semana, quando foi transmitido em muitos canais para marcar o 40º aniversário de sua estréia. Uma década se passou desde que o presidente da Axcient conheceu Don Vito Corleone e, de lá para cá, sua visão sobre o mafioso também mudou. "Eu não apoio o crime ou a violência e não estou sugerindo que os negócios devem funcionar como a máfia, mas,como um CEO, me identifiquei com algumas situações do filme", diz ele.

Em entrevista ao site da revista Fast Company, Moore enumerou cinco lições de liderança que podem ser tiradas de "O Poderoso Chefão". Veja:

1. Crie uma network poderosa

“Algum dia, e esse dia pode nunca chegar, eu ligarei para pedir que você faça um serviço para mim”. As palavras de Vito Corleone ilustram a capacidade do fictício chefe da máfia norte-americana de criar uma comunidade leal ao seu redor, capaz de ajudá-lo. Moore destaca que Don Corleone montou uma rede de contatos influentes, ajudando as pessoas que vinham até ele e garantindo que elas lhes prestassem favores em troca. “Ter parceiros influentes permite que as companhias trabalhem em mercados desafiadores e possam alcançar o sucesso global. Como um CEO, é parte do meu trabalho ser uma pessoa com muitos contatos”.

2. Cobre resultados

O filme nos lembra também a importância de ser duro quando necessário. “Nos momentos em que Vito Corleone permitiu que algumas de suas fraquezas fossem notadas por inimigos, eles tentaram assassiná-lo. E isso aconteceu, principalmente, por causa de falhas de sua equipe”, observa Moore. Segundo o CEO da Axcient, para ter sucesso nos negócios você precisa ser agressivo e estar extremamente focado em atingir metas e resultados. Isso não significa que a paciência e a compreensão não devam ter lugar no escritório, mas tolerar baixas performances de pessoas ou produtos apenas tira o fôlego e o sucesso da companhia. “Você é o responsável por todos os seus empregados e investidores e isso significa tomar decisões difíceis rapidamente."

3. Não deixe que as emoções tomem conta de você.

Ao tentar convencer Sonny e Tom Hagen de que era preciso matar o policial Sollozo, Michael Corleone diz: “Não é pessoal, Sonny. São apenas negócios”. Segundo Moore, muitas pessoas não gostam de falar sobre isso, mas, nos negócios, existem vencedores e perdedores. “Se você não agarra aquela oportunidade para vender, fazer uma oferta, ou tirar seus concorrentes do mercado, eles é que irão te tirar. Não estou aconselhando ninguém a fazer nada fora dos limites da moral ou do que é correto. Estou apenas sugerindo que, quando as pessoas tomam decisões baseadas na emoção, elas tomam más decisões. Você precisa tirar o seu ego e o emocional da equação”.

4. Seja decidido

Assim como muitos fãs de O Poderoso Chefão, Moore diz que assiste ao filme com uma combinação de choque e respeito. “Choque porque [Vito Corleone] é tão cruel que é capaz de matar um membro de sua própria família e respeito porque ele sabe exatamente o que quer, executa de maneira decidida e comanda com respeito e com uma liderança inabalável”, opina. Ele aconselha que, quando você souber o que precisa fazer, faça. Saiba que sua equipe está tomando as decisões certas e confie nela para executarem-nas também. “A hesitação muitas vezes leva à perda de oportunidades”.

5. Passe tempo com a sua família

“Um homem que não passa tempo com sua família nunca poderá ser um homem de verdade”. Ao lembrar essa frase de Vito Corleone, Moore não está endossando o machismo do mafioso, mas fazendo uma crítica aos chamados “workaholics”. Ele destaca que, apesar de a dedicação ser muito importante na construção de um negócio, ela não deve acabar com outras partes da sua vida. “Um líder não é capaz de tomar boas decisões a não ser que esteja conectado a outras pessoas e tenha paixões que não sejam o trabalho. Eu acho que o tempo que passo com a minha família e com os meus amigos me dá a perspectiva de que preciso para construir relações e tomar decisões necessárias para o meu negócio”, diz Moore.

O Poderoso Chefão Corporativo (Foto: Divulgação)
"NUNCA FALE MAL DO CHEFE!"
Lições da Máfia

Para quem gosta do assunto, o ex-mafioso Louis Ferrante escreveu um livro que pode agradar. "O Poderoso Chefão Corporativo" (R$ 34, Editora Saraiva), mostra, como a matéria acima, o funcionamento da máfia como uma maneira de gerir os negócios - tudo legalmente e sem violência nenhuma, claro. Ferrante dá 88 dicas que garantiram sua sobrevivência no mundo do crime e que funcionam no mundo corporativo. Só para dar um gostinho, algumas delas são "As paredes tem ouvidos: nunca fale mal do chefe" e "Deixe a arma, leve a sobremesa... E cuidado com os excessos". Conselhos, no mínimo, interessantes. 

Não deixe de ver o Video Oficial da Corporate Zombie !!



Veja nosso vídeo oficial e deixe seu comentário!!

Nos não perdoamos, não esquecemos e sim nos adaptamos para sobreviver. 
Nós somos a resistência somos os Corporate Zombies

http://www.youtube.com/watch?v=JD5WQQ6Sutw&list=PLM4lePkaCU9a-FTwPJ2QJ5IhWndfZi0K_

Corporate Zombie se preparando para mais um dia.


Fundo para ir para o Céu. Evangélicos terão fundo de pensão bilionário com dinheiro de 170 mil fiéis



Meta é arrecadar R$ 1,1 bilhão ao longo de seis anos e atrair participantes de todas as faixas salariais, com aportes mensais a partir de R$ 50

Taís Laporta - iG São Paulo
      
Rodarte: meta é atrair todas as faixas salariais
Evangélicos de diferentes denominações terão, em breve, um fundo de pensão só para eles. A ideia é atrair 170 mil segurados de todas as faixas salariais, desde que tenham algum vínculo com a religião. Batizado de BemPrev, o produto deve passar a funcionar no início de 2014.

“Nossa meta é acumular um patrimônio de R$ 10 milhões no primeiro ano e evoluir para R$ 1,1 bilhão ao longo de seis anos”, explica João Rodarte, diretor-presidente da Rodarte Nogueira, empresa responsável pelo desenvolvimento técnico do fundo.

Se a previsão de Rodarte se confirmar, o BemPrev poderá ser o maior fundo de pensão do País em número de participantes ativos. Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) divulgados em junho, o fundo com maior número de participantes ativos é o Postalis (dos funcionários dos Correios), com 112.275 pessoas. Em seguida vem a Previ (ligado aos funcionários do Banco do Brasil), o maior do País em recursos administrados e o segundo em participantes ativos, com 101.531 associados. 

A partir de R$ 50 por mês, qualquer fiel ou pastor ligado à igreja poderá planejar sua aposentadoria por meio do plano de previdência complementar fechado, que cobrará taxa de administração de 1% sobre o patrimônio acumulado, e será isento de custo de carregamento.
“Queremos estender o plano ao trabalhador de baixa renda, e não apenas os que recebem acima do teto, como ocorre em outros produtos de previdência fechada”, afirma Rodarte.

A meta de reunir 170 mil participantes soa ousada. Mas o número corresponde a apenas 0,4% do total de evangélicos no País – que somava 42,3 milhões de pessoas, ou 22,2% da população, segundo o ultimo Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2010. O IBGE registrou um aumento de 61% no número de evangélicos entre 2000 e 2010.

Criado pela Ordem dos Ministros Evangélicos no Brasil e no Exterior, o fundo ainda está em fase de captação de parceiros e aguarda autorização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), vinculada ao Ministério da Previdência, para começar a operar. A autarquia tem 35 dias para avaliar a documentação apresentada pelos gestores na última sexta-feira (4). Nesse período, a Previc poderá pedir informações e modificações a BemPrev e terá outros 35 dias para dar a palavra final. A previsão é que a aprovação ocorra até janeiro, que a operação comece em março de 2014 e encerre seu primeiro ano com 12 mil associados.

O produto contará com três parcerias estratégicas: banco de varejo, responsável pela arrecadação e cobrança dos aportes; seguradora, que canalizará os benefícios de invalidez e morte aos segurados; bancos de investimentos, que farão a gestão dos recursos.

Os interessados deverão ser filiados à Ordem dos Ministros ou a uma entidade que congrega a comunidade evangélica, mas não será preciso comprovar o vínculo, segundo Rodarte. “A princípio, partiremos da premissa de que a pessoa está usando de boa fé”, finaliza.

A previsão é que nos próximos meses uma equipe de 2 mil vendedores comece a procurar interessados no fundo de pensão em igrejas evangélicas de todo o País. 

Fábrica de Society Zombies.


Corporate Zombies atacam novamente: Rombo do banco Cruzeiro do Sul sobe para R$ 3,8 bilhões




Márcio Juliboni, de  Exame.com
São Paulo – Mesmo extinto pelo Banco Central em setembro do ano passado, o banco Cruzeiro do Sul ainda vê a sua dívida aumentar. Os responsáveis por administrar a massa falida da instituição divulgaram, nesta quarta-feira, que o rombo do Cruzeiro do Sul é agora de 3,797 bilhões de reais.

A informação consta em um documento enviado à Comissão de Valores Mobiliário (CVM) hoje, com as posições do banco até 30 de junho deste ano. Tecnicamente chamado de “passivo a descoberto”, o rombo é maior que o informado, quando o Banco Central decretou a intervenção no Cruzeiro do Sul, em junho de 2012.

Evolução
Quando a intervenção foi decretada, o rombo era estimado em 2,237 bilhões de reais e era composto por um patrimônio líquido ainda positivo de 874,115 milhões de reais, dos quais foram créditos irregulares e provisões reavaliados em 3,111 bilhões.

Em setembro do ano passado, após novos ajustes de 1,415 bilhão de reais, o passivo a descoberto do banco já chegava a 3,651 bilhões de reais. A cifra desceu um pouco no final de dezembro, para 3,330 bilhões, porque foi descontado um resto de resultado positivo dos últimos meses do ano.
Agora, a situação se inverteu. O Cruzeiro do Sul registrou resultado negativo de 403,380 milhões de reais no primeiro semestre deste ano. O ajuste patrimonial do período também ficou negativo em quase 64 milhões. Com isso, o rombo voltou a subir para 3,797 bilhões.

Créditos fictícios
A intervenção do BC no Cruzeiro do Sul ocorreu após uma fiscalização constatar irregularidades nas contas do banco, como a existência de pelo menos 300.000 empréstimos fictícios, segundo jornais noticiaram na época.

Com o avanço das investigações, os interventores constataram outras irregularidades. De acordo com uma reportagem da época, o BC chegou a classificar o Cruzeiro de Sul de ser “uma grande lavanderia”. O banco pertencia à família Índio da Costa.

Zombie Eike Batista já pode ter perdido tudo (mesmo), diz Bloomberg


Para o editor da revista americana, Matthew Miller, a fortuna do empresário - que chegou a UU$ 34,5 bilhões – já pode estar negativa

Paula Bezerra, de  Exame.com
São Paulo – O empresário Eike Batista ainda rende notícias – e piadas - no exterior. Além de ter estampado a capa da Bloomberg Businessweek na última quinta-feira (03), sua fortuna foi avaliada e comentada pelo editor Matthew Miller, responsável pelo ranking de bilionários criado pela rede americana, em um vídeo disponibilizado na internet.

Com a chamada “como Eike Batista perdeu seus 34,5 bilhões de dólares de sua fortuna em 18 meses e deixou o status de bilionário”, o editor comenta que o patrimônio do empresário já pode ter evaporado completamente. 

Segundo Miller, a medida usada por Eike nos últimos meses de vender ativos em uma companhia para saldar dívidas de outra, pode ter liquidado todos os seus recursos.

Atualmente, publicações da Bloomberg estimam que o empresário possua uma fortuna de 70 milhões de dólares. No entanto, Miller afirma que há grandes chances dele já estar com o patrimônio negativo, além do fato de que, com esse valor, ele não conseguirá fazer um aporte de um bilhão de dólares na OGX nos próximos meses, conforme a empresa exige.

Calote
Na terça-feira (1º), Eilke protagonizou um calote histórico de quase 45 milhões de dólares, em juros que deveriam ser pagos sobre títulos da OGX. A situação, porém, pode ser revertida, se até o final do mês ele saldar a dívida.

Reportagem Bloomberg
A reportagem de capa da Bloomberg Businessweek desta semana, assinada por Juan Pablo Spinetto, retrata a ascensão e queda do grande empreendedor brasileiro nos mínimos detalhes.
Cruel, o texto brinca com a atual situação do empresário: "Dizem que o papa Francisco planeja voltar ao Brasil em breve e visitar os pobres de novo - incluindo, dessa vez, Eike Batista".

O jornalista lembra a faraônica entrada em cena da OGX em 2007. O investimento de 1,3 bilhão de dólares em 21 blocos para exploração de petróleo assustou muita gente. Mas era só o começo.
Naqueles dias, Eike era mesmo um homem de sorte. A Bloomberg lembra que, em junho de 2008, o preço recorde de 145 dólares por barril de petróleo animou os investidores. Tudo dava certo demais para Eike. Bons tempos.

Minuto do celular no Brasil é o mais caro do mundo



O custo da chamada de celular no Brasil é o mais caro do mundo, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (7) pela ITU (União Internacional de Telecomunicações), da ONU. 
O minuto da ligação entre uma mesma operadora fora do horário de pico custa US$ 0,71 no país. Entre operadoras diferentes, a tarifa sobe para US$ 0,74. 

No caso das chamadas feitas por números da mesma operadora, a tarifa mais baixa encontrada foi de US$ 0,01 o minuto, em Hong Kong e na Índia. Nos Estados Unidos, por exemplo, o custo é de US$ 0,27. 
A tarifa no Brasil é mais que o dobro de outros países da América Latina, como Argentina e México, onde o minuto, em ambos, custa US$ 0,32. 

Em relação às ligações feitas entre operadoras diferentes, a menor tarifa encontrada foi de US$ 0,01, em Hong Kong. A segunda menor é de US$ 0,02, da Índia. Também considerando as chamadas feitas fora do horário de pico. 
O levantamento considerou 161 países e, no Brasil, utilizou as tarifas médias praticadas em São Paulo. 

INFRAESTRUTURA 
Os fatores que ajudam a explicar os altos custos da telefonia no Brasil, conforme explica Marcelo Knörich Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP, são, basicamente, três: baixo investimento em infraestrutura, alta demanda e alta incidência tributária. 

"Isso é uma tendência que vai ser muito difícil de se reverter nos próximos anos", avalia. 
O estudo ainda mostrou que, assim como o Brasil, países desenvolvidos, como Suíça e França, possuem altos custos de chamadas móveis. Por lá, no entanto, a realidade é outra. 
"Nesses países também há alta incidência tributária, mas a qualidade dos serviços é outra", diz Zuffo. 
"Não é possível comparar esses países com o Brasil em termos de infraestrutura. Em alguns horários na cidade de São Paulo você simplesmente não consegue fazer uma ligação." 

OS MAIS CAROS 
Ligação entre números da mesma operadora 
País Custo* do minuto em US$ 
Brasil 0,71 
Nova Zelândia 0,70 
Suíça 0,68 
Grécia 0,58 
França 0,56 
Reino Unido 0,56 
* fora do horário de pico 

Ligação entre números de operadoras diferentes 
País Custo* do minuto em US$ 
Brasil 0,74 
Nova Zelândia 0,70 
Suíça 0,68 
Argentina 0,63 
Grécia 0,58 
* fora do horário de pico 

OUTRO LADO 
Em nota, a Sinditelebrasil, entidade que representa o setor de telecomunicação, diz que o levantamento de preços da ITU considera planos que "não são praticados no mercado brasileiro, apenas são homologados no órgão regulador, como uma espécie de preço máximo". 
Por isso, explica a entidade, o resultado do relatório não reflete a realidade brasileira, formada por uma grande variedade de planos alternativos, com preços menores. 
"Se forem levados em conta todos os planos, verificamos que o preço médio do minuto no Brasil é de R$ 0,15, com impostos (US$ 0,068). E esse preço caiu pela metade nos últimos cinco anos." 

CONECTADOS 
Em relação à conectividade, o estudo mostrou que a proporção de domicílios com acesso à internet no Brasil subiu de 38% em 2011 para 45% em 2012. 
O destaque ficou com a banda larga móvel, cuja penetração subiu de 22% em 2011 para 37% em 2012. 
Ainda, o relatório diz que 88% da população brasileira, no fim do ano passado, já era coberta pelas redes de terceira geração (3G), que permitem conexão móvel em banda larga. 

TECNOLOGIA 
No resultado geral, apresentado pelo relatório, que revela o quanto os países estão preparados para usar as tecnologias de comunicações, o Brasil fica em 62º lugar, atrás de países como Grécia (32º), República Tcheca (34º), Arábia Saudita (50º) Argentina (53º) e Costa Rica (60º). 
Os primeiros colocados foram Coreia, Suécia e Islândia, nesta ordem. E os últimos foram Chade (155º), República Centro-Africana (156º) e Níger (157º). 

Brasil Infectado por Corporate Zombies ???


Segue nossa grande referencia perante o mundo mais um belo voo de Galinha.





Vida Padrão


Investidor brasileiro é preguiçoso e perde dinheiro com isso



Pelo menos 4,8 milhões de brasileiros estão pagando caro para investir. Outros são mal assessorados por gerentes e acabam fazendo aplicações que não têm nada a ver com seu perfil. Mudar isso não é tão complicado assim: basta querer
Maria Luíza Filgueiras, de  Exame.com

São Paulo - Se fosse preciso escolher um pecado para resumir o comportamento médio do investidor brasileiro, seria difícil decidir entre avareza e preguiça. Acostuma¬dos a décadas de retornos altos em investimentos seguros, os brasileiros poupam pouco e, quando poupam, aplicam mal seu dinheiro.
Funciona assim: quem recebe seu salário em determinado banco não pensa duas vezes e investe lá seu dinheiro. Não importa se as taxas cobradas por esse banco são altas, se os retornos são parcos, se há centenas de alternativas disponíveis.

O máximo que a preguiça permite é atender a ligação do gerente — muitos fogem de seus gerentes como criminosos —, ouvir sua “dica” e mudar de aplicação. Segundo a consultoria britânica Oliver Wyman, nada menos que 95% dos investidores brasileiros seguem, em linhas gerais, essa cartilha.
Nos Estados Unidos, só 4% dos poupadores aplicam no banco. É comum que os americanos procurem instituições especializadas em investimen¬tos para aplicar o que têm. Nem sempre dá certo, claro, porque esse é o espírito da coisa. Mas a preguiça do brasileiro adiciona uma certeza ao incerto mundo das finanças pessoais: quem não presta atenção nas taxas que paga empobrece. 

Como funciona essa indústria da preguiça? No último mês, EXAME entrevistou gerentes de bancos, assessores financeiros e pesquisou os rendimentos e as taxas dos principais fundos do mercado. Uma conclusão é que 4,8 milhões de investidores estão jogando dinheiro fora — ou melhor, jogando dinheiro no bolso dos gestores que administram seus recursos.

É quase metade do total de cotistas de fundos do país. Em suma, essa gente toda paga taxas de administração muito mais altas do que o que seria razoável. Os consultores ouvidos para esta reportagem só recomendam a seus clientes fundos que cobrem, no máximo, 2% de taxa, com alguma variável sobre o desempenho (se o rendimento ficar acima do projetado, o gestor recebe parte do extra).
Mas 4,8 milhões de brasileiros pagam a partir de 3% de taxas de administração, muitas vezes em fundos de renda fixa que deveriam cobrar menos de 1%. “Pagar 2% só se justifica em fundos mais sofisticados”, diz Paulo Colaferro, sócio da assessoria financeira Taler.

Há fundos DI e fundos de ações passivos, em que o trabalho do gestor é seguir o comportamento de um índice de mercado, em que as taxas passam de 5% ao ano. Por quê? A justificativa dos gestores é que, se a aplicação mínima é baixa, o percentual cobrado precisa ser mais alto para cobrir as despesas administrativas, como o envio de extratos. Pode até ser verdade; mas haja preguiça para investir num fundo desses. 

Taxa num boleto?
Para as instituições financeiras, o comportamento médio do investidor rende um dinheirão. O fundo DI mais caro do país é o Classic Referenciado, do banco Santander, que cobra 5% de taxa de administração. Em 12 meses, o fundo teve um rendimento líquido de apenas 2,4%, o que correspondeu a cerca de 4 milhões de reais, divididos entre 176 000 cotistas.
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Já o banco recebeu 161 milhões de reais, como resultado da aplicação da taxa de administração sobre o patrimônio. Há dezenas de fundos DI com aplicações mínimas inferiores a 20 000 reais e taxas de administração menores do que 1%, inclusive nos grandes bancos. Mas, claro, é preciso pesquisar.
Como a postura média do investidor é aplicar o dinheiro e esquecer, ninguém pensa em quanto paga por ano a seu banco. “Se a taxa de administração chegasse num boleto único no fim do ano para o investidor pagar, ele teria uma postura diferente”, diz o americano Dan Ariely, um dos maiores especialistas em finanças comportamentais e professor da Universidade Duke, na Carolina do Norte. 
Numa carteira de 300 000 reais, mudar de uma taxa de 2,5% para 2% significa economizar 1 500 reais ao ano.

Com a queda dos juros — e o fato de aplicações de maior risco, como ações e imóveis, estarem rendendo cada vez menos —, olhar o quanto se paga a bancos, gestoras e corretoras para investir é ainda mais importante. Se a bolsa valoriza mais de 40% num ano, como ocorreu em 2007, pagar 5% para uma corretora intermediar a compra dos papéis não faz tanta diferença.
Se a expectativa é ganhar pouco mais de 10%, esse custo se torna relevante. Quando a bolsa cai, então, vira questão de honra. A mesma coisa vale para os fundos DI: na época em que os juros estavam em 25% ao ano, muitos investidores nem percebiam que pagavam 5% de taxa de administração. Ainda sobrava um rendimento de cerca de 20%. Hoje, sobra menos que a inflação. 

Gerentes x consultores
Alguns gestores dizem que cobram caro porque investem melhor. Mas será mesmo? Segundo uma pesquisa da empresa de investimentos XP, todos os fundos mais caros do mercado renderam menos que a média de suas categorias nos últimos 12 meses. Um exemplo impressionante é o fundo de ações do banco Alfa, que cobra 8,5% de taxa de administração.

Por esse preço, era de esperar um desempenho à Warren Buffett. Mas o fundo do Alfa perdeu 18% em 12 meses, enquanto seus pares tiveram rendimento de 9% (procurado, o Alfa não comentou). Quem comprou cotas do fundo PIBB, que segue o índice IBrX e cobra mísero 0,06% de taxa, também perdeu, mas 4%.
O levantamento da XP também mostra que produtos caros não são exclusividade dos bancos. O segundo fundo de ações mais caro é da gestora gaúcha Pilla Invest, que cobra taxa de 6%. Na outra ponta, um multimercado de altíssimo desempenho, o fundo Verde, gerido por Luis Stuhlberger, cobra 1,5% de taxa e rendeu 15% em 12 meses — ou 7 821% desde que foi criado, em 1997.
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Há, por aí, muitos caminhos para enriquecer — mas não se tem notícia de alguém que tenha dado esse salto seguindo dicas de investimento de seu gerente de banco. O problema, certamente, não é de falta de alternativa. 

Hoje, há uma variedade de fundos e novas opções na renda fixa, como títulos ligados a infraestrutura e papéis do setor imobiliário, todos isentos de imposto de renda, que são pouco conhecidos pelos investidores. E são ignoradas pelos gerentes de grandes bancos.]

Em julho, EXAME visitou agências de Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa, os quatro maiores bancos do país, perguntando onde aplicar 300 000 reais por um prazo superior a cinco anos. Em linhas gerais, os gerentes consultados recomendaram colocar a maior parte do dinheiro em fundos de previdência, e o restante em fundos DI.

Nenhum falou de fundos multimercados que aplicam parte do patrimônio no exterior, uma categoria que está rendendo bem, ou de ações. Um gerente deu uma dica bizarra: aplicar tudo, os 300 000 reais, numa letra imobiliária que vence em dois anos e paga 88% do juro de mercado (CDI), o equivalente hoje a 6,4%.
Fazer isso é aproveitar mal esse dinheiro. Para quem está disposto a deixar o dinheiro aplicado por cinco anos, há outras opções na renda fixa que pagam muito mais. É o caso de um papel imobiliário lastreado no aluguel de um estaleiro da Petrobras, que rende 6,75% ao ano mais a inflação (em torno de 13% hoje).
O interessante é que, procurados oficialmente pela reportagem, os bancos tinham opiniões diferentes. 

Recomendaram investir em fundos DI, multimercados e de ações — e deixar só pequena parte em planos de previdência. Difícil é entender por que os gerentes não estão dando conselhos semelhantes. 
O que fazer? Não há saída a não ser pesquisar. Assessorias financeiras especializadas, como Apogeo, Claritas, Taler e XP, prometem fazer a pesquisa para os clientes, enviando e-mails ou telefonando a cada “oportunidade” que surge, como CDBs de ban¬cos médios ou títulos de renda fixa. Mas é claro que os consultores não são à prova de fogo.

Uma pesquisa da Universidade de Toronto mostrou que a maioria dos assessores recomenda com mais frequência fundos que remuneram melhor, e não necessariamente os que são mais adequados ao perfil do investidor (esses profissionais recebem comissão quando um cliente aplica no fundo recomendado). Ganhar dinheiro não é fácil. Mas, com preguiça, fica ainda mais complicado.