Dólar no cartão pré-pago pode ser mais barato que dinheiro; compare. Zombie Dollars.



Sophia Camargo
Do UOL, em São Paulo

Vai viajar para o exterior? Com o aumento de 14,13% do dólar no ano (até novembro), é bom pesquisar bastante antes de comprar a moeda em espécie ou abastecer o cartão pré-pago.
Ranking do Banco Central com dados de outubro mostra que corretoras e bancos trabalham com valores bem diferentes na hora de vender a moeda.

O ranking avalia o valor efetivo total (VET), que representa o custo de uma operação para comprar moeda estrangeira, englobando a taxa de câmbio, as tarifas e tributos incidentes sobre essa operação.
Em geral, comprar moedas estrangeiras em dinheiro é mais caro do que abastecer o cartão pré-pago no caso dos maiores bancos. As exceções foram Itaú e HSBC, que cobraram mais barato de quem compra o dólar em papel na pesquisa divulgada pelo Banco Central com dados de outubro.
O critério utilizado no levantamento realizado pelo UOL foi feito com base na compra de US$ 1.000 em cartão pré-pago e dinheiro.

A posição ocupada pelas instituições pode mudar de acordo com os valores desejados. Foram selecionados os grandes bancos e as instituições que apareceram na primeira e última posição do ranking ao inserir o valor de US$ 1.000.

BANCO/CORRETORA
DINHEIRO (EM REAIS)
CARTÃO PRÉ-PAGO (EM REAIS)
CREDIT SUISSE
2.195,00
NÃO TEM
SANTANDER
2.274,00
NÃO TEM
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
2.285,00
NÃO TEM
HSBC
2.287,00
2.295,00
AGK CORRETORA
2.297,00
2.257,00
BANCO DO BRASIL
2.306,00
2.286,00
ITAÚ
2.307,00
2.314,00
CITIBANK
2.311,00
2.295,00
BRADESCO
2.341,00
2.295,00
LÚMINA CORRETORA
2.352,00
2.349,00
SAFRA
2.374,00
2.316,00
CHLOE DISTRIBUIDORA
2.378,00
2.333,00

FONTE: BANCO CENTRAL (DADOS DE OUTUBRO/2013)


Diferença de centavos pesa no bolso
Para se ter uma ideia da importância dos centavos, quem quisesse comprar US$ 1.000 em dinheiro vivo teria feito a melhor escolha se tivesse optado pelo Credit Suisse: pagaria R$ 2.195.

Entre os grandes bancos, o Santander ofereceu a melhor cotação em outubro e o consumidor teria pago R$ 2.274, já contabilizados todos os custos, segundo a pesquisa do Banco Central.

Já se o consumidor tivesse escolhido a Chloe Distribuidora, que ocupou a 91ª posição do ranking, teria desembolsado R$ 2.378 pelos mesmos US$ 1.000. É o custo mais alto de todo o ranking, um gasto 8,3% superior ao valor pago no Credit Suisse.

Corretora teve preço mais camarada no cartão
Para abastecer o cartão pré-pago, o preço mais camarada estava na corretora AGK que cobrava R$ 2.257 por US$ 1.000. Já a Lúmina Corretora de Câmbio, 72ª e última posição do ranking no critério do cartão pré-pago, cobrava R$ 2.349 pelos mesmos dólares. Uma diferença de 4,1%.

Entre os grandes bancos, o Banco do Brasil cobrou o menor preço para abastecer o pré-pago com US$ 1.000: R$ 2.286. O Itaú cobrou R$ 2.314; o Safra, R$ 2.316  e Citibank, Bradesco e HSBC tiveram a mesma cotação: R$ 2.295. Caixa Econômica Federal, Santander e o Banco de Investimentos Credit Suisse não trabalham com cartão pré-pago.

Itaú e HSBC foram os únicos grandes bancos que cobraram menos de quem comprou dólar em dinheiro. No Itaú, quem comprou dinheiro vivo pagou R$ 2.306 ante R$ 2.314 no cartão. E no HSBC US$ 1.000 em dinheiro saíram por R$ 2.287 ante R$ 2.295 no cartão.
Todos os outros bancos  que trabalham com venda de moeda em espécie e cartão pré-pago tiveram custos menores para o cartão.

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