Aluguéis na Copa passam de R$ 50 mil e beiram a loucura



Tem gente anunciando apartamento de 2 quartos em Itaquera, em SP, por R$ 60 mil; no Rio, alugar uma casa próxima ao Maracanã pode sair por R$ 90 mil

Beatriz Souza, de  
São Paulo - O que você faria se tivesse R$ 90 mil para passar uma temporada de um mês em algum lugar do mundo? Hotéis de luxo e mansões com vista para o mar, no Brasil ou no exterior, estariam entre as primeiras opções de muita gente. Mas o preço não seria barato.

Pois alugar imóveis em regiões periféricas de grandes cidades brasileiras na Copa pode sair bem mais caro.
Existem brasileiros anunciando a própria casa nas regiões próximas às arenas que vão receber jogos por quantias acima de R$ 50 mil, valor que deixa muito hotel cinco estrelas parecendo pechincha.
No site Alugue Temporada, é possível encontrar uma casa nas redondezas do Maracanã, palco de sete jogos do Mundial, incluindo a final, por R$ 3 mil por noite, com uma estadia mínima de 15 dias (veja imagens acima).

Se o hóspede escolher ficar os 30 dias, precisará desembolsar nada menos que R$ 90 mil. Segundo o anunciante, a casa abriga confortavelmente 12 pessoas e está a apenas 400 metros do estádio. 
Em Itaquera, bairro da zona leste de São Paulo que abriga o estádio da abertura da Copa, a situação é parecida. Um apartamento de 2 quartos e 1 banheiro, que acomoda até 5 pessoas, está anunciado no site Airbnb por R$ 61 mil reais por 30 dias.

A descrição ainda diz que o apartamento oferece fácil acesso ao estádio e às "demais localidades turísticas". No entanto, para se chegar do apartamento à Praça da Sé, por exemplo, é preciso percorrer um trajeto de mais de 22 km de carro ou enfrentar mais de 1 hora em transporte público.

"Esses anúncios estão completamente fora da realidade", diz Roseli Hernandes, diretora de imóveis usados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e diretora comercial da imobiliária Lello. 
A comparação com as tarifas de um hotel cinco estrelas em São Paulo, comprova que os preços destes aluguéis estão realmente fora da realidade. Uma noite no Hotel Renaissance, um dos mais bem conceituados da capital, localizado na região da Avenida Paulista, no período da Copa, sairia por R$ 1.021 - ou R$ 30,6 mil pelos 30 dias.  

"Quem vem para a Copa do Mundo, não vem só para assistir a um jogo no Itaquerão. A pessoa vai vir pra assistir um jogo lá e pode até voltar pra cidade se quiser assistir outro jogo que vai acontecer no estádio, mas não vai ficar um mês lá em Itaquera para esperar todos os jogos que vão acontecer lá", afirma Hernandes. 
Os preços parecem ainda mais surreais quando comparados com outros lugares do mundo conhecidos peloa preços salgados e pelo câmbio desfavorável.

Em Nova York, por exemplo, um apartamento para 6 pessoas em Manhattan, a 10 minutos do Central Park, sai por R$ 15,8 mil por uma temporada de 30 dias. 
Em Paris, maior destino turístico do mundo, R$ 16,5 mil pagam uma estadia para 5 pessoas em um apartamento num dos bairros mais centrais da cidade, com acesso à pé ao museu do Pompidou, à igreja Notre Dame e ao Louvre.

"Seria muito bom se tivesse estrutura na região dos estádios, como hotéis para receber esses turistas que vem para a Copa. O Brasil está recebendo gente do mundo inteiro e também de outros estados do pais. Temos que fazer um papel bonito como anfitriões, e isso inclui ser coerente na negociação de preço", critica Roseli Hernandes. 

Bradesco recorre à igreja evangélica para lançar cartão de crédito religioso


Segundo anúncio do banco, parte da anuidade vai para a Igreja Nacional da Graça de Deus
Patrícia Basilio - iG São Paulo

 Reprodução
A renda mínima exigida para adquirir o cartão é o salário-mínimo vigente (R$ 724)

Para atrair fiéis à cartela de clientes, o Bradesco Corporate, para empreendedores, oferece um cartão exclusivo da Igreja Nacional da Graça de Deus, fundada por Romildo Ribeiro Soares, conhecido como R. R. Soares.

Segundo anúncio no site do banco, parte da anuidade do cartão, de R$ 105,60, é destinada à igreja. A renda mínima exigida é o salário-mínimo vigente (R$ 724).
Para adquirir o cartão, é necessário apresentar cópia de CPF, RG, comprovante de renda e de residência.
Procurado para mais informações, o Bradesco ainda não se manifestou.

Nunca pensei em pedir desculpas, diz lobo de Wall Street


Durante entrevista à CNN, Jordan Belfort foi bombardeado por perguntas que o colocaram em situações delicadas


O lobo de Wall Street disse que se sente mal sobre o que aconteceu no passado e que ele está ativamente tentando corrigir seus erros

São Paulo - Com o filme O Lobo de Wall Street fazendo sucesso em diversos países - no Brasil ele estreia nesta sexta-feira (24) - as câmeras de todo o mundo se voltaram para Jordan Belfort, representado por Leonardo Dicaprio na obra de Martin Scorcese que está concorrendo ao Oscar de Melhor Filme em 2014.
Durante entrevista ao programa Piers Morgan Live, da CNN, nesta semana, Belfort - o verdadeiro lobo de Wall Street - foi bombardeado por perguntas que o colocaram em situações delicadas.

Em meio à conversa, Morgan, apresentador do talk show, leu uma relação de nomes de pessoas que perderam entre 130 mil e 250 mil dólares, após se tornarem vítimas dos esquemas fraudulentos de Belfort no mercado de ações. O programa mostrou ainda os relatos de pessoas que perderam todas suas economias.
"Eu não conheço ninguém que perdeu todas suas economias conquistadas ao longo da vida com os meus negócios. Não estou dizendo que minhas atitudes foram corretas no passado, mas vamos ser precisos aqui”, se defendeu Jordan.

Perguntado como ele se sentia em relação a estas pessoas que tiveram a vida financeira devastada por sua causa, Jordan disse apenas que acha uma situação “terrível”.

“Mas você nunca quis conhecer nenhuma de suas vítimas pessoalmente para pedir desculpas ou algo do gênero?”, perguntou Morgan.
Belfort respondeu dizendo que não acha uma postura apropriada, deixando sua relação com seus credores apenas nas mãos das autoridades (ele já cumpriu 22 meses na prisão federal e também foi condenado a pagar 110 milhões dólares para as vítimas).

"Eu nunca considerei procurar estas pessoas e pedir desculpas. Eu acho que a melhor coisa que posso fazer agora é continuar o que estou fazendo (dando palestras motivacionais). Eu acho que atitudes valem mais do que palavras. Fazendo o que eu faço atualmente, estou gerando 100% de lucros, com a coisa mais verdadeira que posso fazer”, completou Belfort.
O lobo de Wall Street disse que se sente mal sobre o que aconteceu no passado e que ele está ativamente tentando corrigir seus erros.

Pura ficção
O Lobo de Wall Street detalha a trajetória de Belfort pelo mundo das finanças nos Estados Unidos, sua vida regada a drogas e excessos e seus esquemas fraudulentos.
A história contada nas telonas tem recebido uma série de críticas das vítimas do golpe, por glorificar Belfort, ao invés de se concentrar sobre as pessoas que perderam dinheiro com a Stratton Oakmont, sua corretora de valores.

"A representação neste filme é irritante e preocupante, pois torna Belfort uma figura mítica e ignora a realidade. Muitas pessoas se prejudicaram e o filme não mostra o mal que ele fez às pessoas”, disse ao The Telegraph, Bob Shearin, uma das vítimas de Belfort.

Pesquisa da Oxfam expõe desigualdade escandalosa no planeta



Segundo a Oxfam, cerca de 3,5 bilhões de pessoas ganham, somadas as suas rendas, o mesmo que as 85 pessoas mais ricas do mundo.
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Marcelo Justo


Londres - A desigualdade mundial é tão acentuada que até a Cúpula dos Ricos de Davos, que começou na quarta-feira, a citou como uma das grandes ameaças para a economia global. Um informe da organização humanitária Oxfam difundido segunda-feira ilustrou essa realidade com uma comparação que revela os extremos do desequilíbrio social em pleno século XXI. Segundo os cálculos da Oxfam, a metade da população mundial – cerca de 3,5 bilhões de pessoas – ganham, somadas as suas rendas, o mesmo que as 85 pessoas mais ricas do planeta. Esta aparente confluência no diagnóstico entre uma ONG que luta contra a pobreza global e o Fórum Econômico Mundial, organizador de Davos, termina com a identificação do problema.

Em uma pesquisa da empresa de consultoria internacional PricewaterhouseCoopers, publicada quarta-feira, ficava claro que as mil multinacionais que financiam o Fórum de Davos defendem que a desregulação e a redução do déficit fiscal são fundamentais para lidar com os problemas econômicos globais. No caminho oposto, a Oxfam pretende terminar com os paraísos fiscais, promover um sistema tributário progressista e salários dignos, todas soluções rechaçadas pelas multinacionais. A Carta Maior conversou com o chefe de pesquisa da Oxfam, Ricardo Fuentes-Nieva sobre os desafios de promover uma maior igualdade em um mundo  globalizado.

A Oxfam está participando em Davos e coincidiu com a avaliação do Fórum Econômico Mundial sobre os perigos colocados pela desigualdade. Mas as coincidências param por aí, não?

Ricardo Fuentes-Nieva: Em nosso informe nos vimos que em 24 dos 26 países mundiais que têm informações estatísticas dos últimos 30 anos a desigualdade aumentou. Colocado de outra maneira, sete de cada dez pessoas do mundo vivem em um lugar mais desigual que há 30 anos. Uma segunda conclusão de nosso informe é que os ricos têm uma crescente influência nos processos políticos, o que coloca sérios problemas de legitimidade. Por último, pensamos que não razões para que essa situação siga sendo assim. É um tema que pode ser corrigido com políticas públicas concretas.

Precisamente, mas o caminho que vocês apontam é o oposto daquele que ´r promovido em Davos.

RFN: Nós acreditamos que deve haver um combate global contra a evasão fiscal e os paraísos fiscais. O estouro financeiro de 2008 aprofundou a desigualdade com os programas de austeridade aplicados para solucionar uma crise que teve sua origem nos mais ricos do mundo e sua especulação financeira. Os paraísos fiscais foram fundamentais nesta especulação e constituem uma das chaves do desfinanciamento dos estados porque distorcem a política governamental. Por um lado, forçam políticas de redução fiscal para os mais ricos para que não recorram à evasão e à fuga de capital. Por outro, impedem políticas sociais e econômicas que reduziriam a desigualdade pela queda da arrecadação fiscal.

Desde a década de 70, a carga tributária diminuiu para os ricos em 29 dos 30 países onde existem dados disponíveis. Esta é uma política impulsionada pelo crescente poder político dos ricos e pelo desequilíbrio em favor das corporações na distribuição dos lucros econômicos entre trabalhadores e o capital.

O argumento mais citado em favor de salários baixos e vantagens tributárias é a competitividade das empresas em um mundo globalizado. Sem questionar a globalização atual, não parece haver solução para o problema da desigualdade.

RFN: É um ponto muito importante. Parte desta concentração de renda está vinculada à globalização que, ao mesmo tempo, teve aspectos positivos ajudando a que milhões de pessoas saíssem da pobreza. Mas o certo é que o salário real médio decresceu em muitos países. Não se pode afirmar que este fenômeno se deva pura e exclusivamente à globalização. É certo que os avanços tecnológicos que acompanharam a globalização foram enormes e geraram uma redistribuição econômica para grupos com maior nível de educação. Mas, ao mesmo tempo, a concentração de renda que temos visto nos últimos dois anos não pode ser explicada por este fator porque a globalização é um processo em curso há muito tempo.

A América Latina foi um dos lugares mais desiguais do planeta por muito tempo. Como avalia a situação da região nos últimos dez anos?

RFN: Acreditamos que ocorreram grandes progressos que demonstram que é possível melhorar as coisas se existe vontade política. Programas sociais como o Bolsa Família no Brasil, o Trabalhar na Argentina, o Chile Solidário, e Oportunidades no México, colocaram a América Latina na vanguarda de políticas inovadoras de intervenção estatal para lidar com a desigualdade. Mas é certo que isso não foi suficiente. Os protestos no Chile ou no Brasil são sinais de que resta muito por fazer. Ainda assim, a tendência é animadora na América Latina e muito melhor do que em outras partes do mundo.

O que pode ocorrer se não se modificar este panorama de crescente desigualdade global?

RFN: Estamos diante de um perigo de ruptura do contrato social e de dissolução da ideia de cidadania. Se os governos não refletem a vontade de grande parte da população, começam a perder legitimidade, dinamismo e colocam em perigo a democracia, os direitos humanos e outras conquistas. Neste sentido, para além de se a avaliação que Davos faz da desigualdade como uma das ameaças da economia mundial é um mero exercício de relações públicas, creio que não é em interesse das mesmas empresas de Davos que essa situação se desdobra. Esse desdobre não vai passar de um ano, mas há um perigo que a sociedade se torne esclerosada com um impacto concreto econômico e com um risco crescente de explosão social porque, agora, a desigualdade está afetando ao conjunto da sociedade de muitos países, incluindo as classes médias, que foram uma das grandes perdedoras da crise de 2008.


Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

ANUIDADE DE CARTÃO DE CRÉDITO SOBE ATÉ 937%



VICTOR MARTINS

Os consumidores que receberam as faturas de cartão de crédito neste início de ano levaram um susto. Sem qualquer explicação plausível, os bancos e as administradoras desse meio de pagamento aumentaram as tarifas de anuidade entre 14,6% e 937%, provocando uma reação irada da clientela. Como não há um teto para as tarifas e uma regulação mais severa para o segmento, as instituições financeiras e as empresas se sentem confortáveis para avançar sobre o bolso dos usuários de cartões.

Além dos reajustes abusivos, uma vez que a inflação de 2013 foi de 5,91%, muitos clientes se queixam de promessas não cumpridas. É comum, na aquisição do dinheiro de plástico, que a instituição dê garantias de taxas reduzidas ou mesmo nulas. Com o passar do tempo, porém, as cobranças das anuidades são inseridas nas faturas, sempre em parcelas que passam despercebidas pelos consumidores, mas que representam um gasto elevado ao longo de um ano. Pior, se as compras não forem pagas integralmente, há ainda a incidência de juros, que, em média, chegam a 200% anuais.

Para o Banco Central e o Ministério da Justiça, não é possível definir um valor máximo às tarifas, mesmo os excessos sendo explícitos. Os encargos são determinados pelo mercado e o consumidor deve ficar atento na hora de decidir se permanece ou não cliente da empresa que ultrapassa o limite do bom senso. “Não há controle sobre o valor das tarifas em cartões de crédito. Circulares do BC e resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) determinam transparência e que as tarifas correspondam a prestação de um serviço. É importante ressaltar que os reajustes devem ser informados com clareza aos consumidores”, disse Juliana Pereira, secretária Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon). Na maioria dos casos, contudo, o aumento é omitido.

O economista Giancarlo Gil Soares, 50 anos, queixa-se de problemas com o Citibank. Depois de promessas de que o cartão emitido pelo banco seria isento da taxa de anuidade, após o primeiro ano de uso foi cobrada uma tarifa de R$ 24. Inconformado, ele entrou em contato com a instituição para entender o porquê da mudança no acordo, mas o máximo que conseguiu foi dividir o valor em três prestações de R$ 8. “Quando ameacei cancelar o cartão me ofereceram o parcelamento”, explicou Soares. Entre 2012 e 2013, no entanto, a anuidade subiu para R$ 249 — um aumento de 937,5% frente à primeira anuidade. “Eu me recusei a pagar esse valor”, disse.

Multas

Diante da negativa, o Citibank, segundo Soares, passou a cobrar juros e multa sobre o valor. Com a virada do ano, a tarifa apresentou nova alta. Passou para R$ 315, um salto de 26,5%, quase cinco vezes mais que a inflação oficial de 2013. “Essa conta veio rolando e hoje está em R$ 1.110,63”, calculou. “É uma dívida que não se refere a consumo nem a qualquer financiamento concedido pelo banco. Refere-se a um valor que a instituição acha que devo de anuidade”, queixou-se.

Soares recorreu ao Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), mas, até o momento, foi informado apenas de que receberá esclarecimentos pelos Correios. “As promessas, antes de enviarem o cartão, são as melhores do mundo. Mas o tempo passa e começam os problemas. O Citibank perdeu um bom cliente”, lamentou. Por meio de nota, o Citi informou que deu descontos ao cliente e que está à disposição para mais esclarecimentos.

Problemas semelhantes foram detectados em outras instituições. No Bradesco, clientes relataram aumentos de 14,6%, com a anuidade passando de R$ 348 para R$ 399. Na bandeira American Express, a tarifa passou de R$ 960 para R$ 1.200 — mais de 25%. No Itaú Unibanco, os ajustes foram ao redor de 30%. O Bradesco, que controla a American, destacou que informações de reajustes, em valores elevados, são improcedentes. O Itaú Unibanco ressaltou que segue a regulamentação do BC, que determina que a anuidade do cartão de crédito só pode ser alterada a cada 365 dias e o reajuste leva em consideração a inflação do período, a dinâmica do mercado e características de cada produto.

“Isso é um abuso”

Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), afirmou que o pesado reajuste da taxa de anuidade dos cartões de crédito não é um problema isolado. Segundo ela, depois da redução dos spreads (diferença entre o que os bancos pagam para captar e o que cobram para emprestar,) as instituições tentaram recuperar as perdas com ganhos nas tarifas. “Reajustes exorbitantes, de 400% ou 900%, são abusivos. O consumidor tem de questionar os valores”, defendeu. Ela explicou que a legislação proíbe determinar limites para as tarifas, mas os excessos podem ser punidos pelo Procon.

Desempregados no mundo somam 202 milhões de pessoas



Brasil Econômico - As informações são da Agência Brasil

No ano passado, a maior parte do aumento do desemprego mundial foi registrada nas regiões da Ásia Oriental e da Ásia Meridional.

Brasília - Relatório divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que, em 2013, o número de desempregados no mundo aumentou 5 milhões. Com isso, o número de pessoas sem emprego é cerca de 202 milhões, o que representa uma taxa de desemprego mundial de 6%. Segundo o relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014, a fraca recuperação da economia mundial não foi capaz de levar a uma melhora no mercado de trabalho.

No ano passado, a maior parte do aumento do desemprego mundial foi registrada nas regiões da Ásia Oriental e da Ásia Meridional que, juntas, representam 45% das pessoas em busca de emprego, seguidas da África Subsaariana e da Europa. Por outro lado, a América Latina contribuiu com menos de 50 mil desempregados para a cifra mundial do desemprego.

De acordo com a OIT, se a tendência atual se mantiver, o desemprego mundial continuará piorando e pode chegar a 215 milhões de pessoas em 2018. Nesse período, serão criados cerca de 40 milhões de novos empregos por ano, que representa um número menor do que os 42,6 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente.

É tão fácil assim um golpe destes? Caixa é vítima de fraude de mais de R$ 70 milhões com falsa Mega-Sena 384




Luiza Calegari
Do UOL, em São Paulo
18/01/201411h23 > Atualizada 18/01/201415h45

A Polícia Federal deu início na manhã deste sábado (18) à operação Éskhara, que ocorre simultaneamente em três Estados para tentar desarticular uma organização criminosa que praticou uma fraude milionária contra a Caixa Econômica Federal (CEF) no final do ano passado.
Segundo informações fornecidas pela Caixa à polícia, essa é a maior fraude já sofrida pela instituição em toda a sua história.

Segundo o delegado regional executivo da superintendência da Polícia Federal em Tocantins, Almir Clementino Soares, os criminosos forjaram um bilhete da Mega-Sena com um prêmio no valor de R$ 73 milhões.

Nem o sorteio nem o prêmio eram reais. Eles abriram uma conta-corrente em nome de um ganhador fictício em dezembro do ano passado.
O gerente da agência liberou o pagamento do prêmio, que é feito pela própria Caixa. Depois a quantia foi dividia em duas outras contas bancárias, uma em Goiás (R$ 33 milhões) e outra em São Paulo (R$ 40 milhões).

A administração da Caixa, percebendo as irregularidades, solicitou esclarecimentos ao gerente da agência em Tocantinópolis, mas ele estava em férias e não apresentou nenhum documento comprovando a legalidade do pagamento.

A Polícia Federal, então, foi chamada para investigar o caso e conseguiu a prisão preventiva do gerente.
Até agora, cerca de 70% do valor foi recuperado por meio do bloqueio das contas bancárias dos envolvidos. Quanto ao restante, o delegado afirmou que já foi realizado um levantamento dos bens dos envolvidos, para que um sequestro das propriedades ajude na recuperação da quantia total.

Com o bloqueio das contas, os suspeitos que ainda não foram detidos desconfiaram que uma investigação estava em andamento e, agora, já são considerados foragidos. "Eles já estão cientes da investigação, mas, enquanto estiverem sendo procurados pela polícia, serão considerados foragidos", afirmou Soares.
Há ainda indícios da participação de um suplente de deputado federal do Estado do Maranhão no crime, de acordo com a PF.

A operação está sendo cumprida ao mesmo tempo em Goiás, no Maranhão e em São Paulo. Ao todo, deverão ser cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, dez mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, receptação majorada, formação de quadrilha e da Lei 9.613/98 (lavagem de dinheiro). Somadas, as penas podem chegar a 29 anos de prisão --caso haja condenação.
Procurada, a Caixa Econômica Federal informou que não vai passar informações do caso à imprensa, apenas à polícia, para não atrapalhar o andamento das investigações.

Fortuna de Eike encolhe e suas ações valem R$ 2 bilhões na bolsa


Eike Batista iniciou 2014 assim como terminou 2013: vendendo participações em empresas para levantar recursos. Conforme as últimas notícias, em dezembro vendeu sua fatia na BRIX, bolsa de comercialização de energia; e, semana passada, deixou a SIX Semicondutores. A movimentação sinaliza que apesar de ter superado o momento agudo da crise em seu grupo, com soluções mais ou menos drásticas, o empresário ainda não conseguiu equacionar seu endividamento.

Continua não sendo possível precisar o tamanho das dívidas mas, aparentemente, o empresário continua vendendo ativos para pagar credores.
As informações de mercado são de que a dívida mais relevante no momento está na holding EBX e alcança US$ 1 bilhão - por conta da compra da mina de ouro AUX e de avais concedidos ao estaleiro OSX. O valor econômico das participações que restaram ao empresário nas companhias abertas OGX, OSX, MMX, CCX, Eneva (ex- MPX), e Prumo (ex- LLX) é próximo a R$ 2 bilhões.

No entanto, o Valor apurou que essas participações foram dadas em garantias a bancos credores. O mais provável é que Eike mantenha essas fatias até o vencimento das dívidas, apostando que as empresas vão sair da crise de confiança e terem suas ações valorizadas. Dessa forma, ele poderia pagar o que deve aos bancos e ainda ficar com algum lucro, sem ter de necessariamente entregar a eles as ações. As vendas de ações da OGX na bolsa no auge da crise da petroleira, por exemplo, teriam ido para o bolso de bancos credores - realizadas em 14 pregões e distribuídas por quatro meses de 2013, elas somaram cerca de R$ 308 milhões.
Com relação às empresas listadas, a única operação que resultou em entrada de recursos para o empresário foi a venda de participação na então MPX, hoje Eneva, para a sócia E.ON. Eike recebeu R$ 1,4 bilhão em maio - já devidamente utilizados para estancar seu endividamento.

Em outras companhias, o empresário tem sido diluído, sem conseguir fazer caixa. No caso da LLX, hoje Prumo, a EIG entrou por meio de um aumento de capital, colocando recursos no caixa da companhia e não no bolso de Eike. Esse modelo já foi usado na venda do Porto Sudeste e deverá ser repetido nas negociações ainda em andamento na mineradora MMX, apurou o Valor. No caso da Óleo e Gás Participações, a antiga OGX, em recuperação judicial, a diluição será brutal, de 90%.

Nas negociações para a venda do Porto Sudeste, o empresário ainda precisou renegociar os títulos MMXM11. Esses papéis davam direito ao detentor de receber US$ 5 por tonelada embarcada no porto Sudeste. Na negociação com Impala e Mubadala foi definido que seriam trocados por outros papéis, o PORT11, que deixaria de estar vinculado à MMX e suas atividades de mineração e passando a estar diretamente ligado ao porto adquirido. Eike tinha 67% dos títulos, mas os novos sócios Mubadala e Impala diluíram a participação dele, de modo que cada um dos investidores ficou com a mesma fatia, de 22,3%, dos papéis.

Eike Batista teve de abrir mão da remuneração devida pelo título por um período de três anos. Mas o mercado também especula que esses título possam passar para mãos dos credores.
NA CCX, ainda está em aberto a venda de ativos na Colômbia por US$ 450 milhões para a turca Yildirim Holdings - a negociação tinha prazo até dezembro, mas ele foi estendido para abril.


Um grande alívio para as finanças de Eike, portanto, será não ter de colocar o R$ 1 bilhão na put (opção de venda) que concedeu para a OGX.

Após essa reestruturação das empresas, que buscou afastar Eike do comando, o empresário tem hoje o equivalente a 32% do valor de mercado das seis companhias criadas por ele e listadas até hoje em bolsa. Hoje, somadas, elas valem R$ 6,1 bilhões, o que garante ao empresário perto de R$ 2 bilhões em ações. Para efeito de comparação, somando o valor de cada uma das seis empresas na bolsa, antes delas entrarem em crise, elas juntas chegaram a valer R$ 70 bilhões. Quando alcançou o sétimo lugar na lista de mais ricos do mundo da revista "Forbes", a fortuna pessoal de Eike foi estimada em US$ 30 bilhões.
A passagem do empresário de controlador a minoritário tornou-se uma espécie de condição para que as empresas voltassem a ter credibilidade.

"Eike continua com participação importante, mas, no dia a dia da empresa, quem toma as decisões é o sócio controlador", disse o presidente e diretor de relações com investidores da Prumo, Eugênio Figueiredo, em reunião com analistas e investidores, em dezembro. Eike permanece no conselho de administração.

Com a venda de outros negócios não relacionados com as empresas que criou na bolsa, desde o estopim da crise, o empresário já levantou quantia razoável, ainda que longe de seu padrão bilionário e embora não seja possível precisar os valores. Isso porque, em alguns casos, os valores não são conhecidos. Do que é público, por exemplo, sabe-se que a venda de 14,77% do capital da Ideiasnet rendeu a ele R$ 28,5 milhões. Pela SIX, a Corporación America pagou à EBX valor ligeiramente inferior aos R$ 80 milhões que a holding já aportou na empresa de semicondutores. Há informações sobre a venda de barcos e aviões, e continua em negociação a venda do Hotel Glória e participação na IMX, empresa de entretenimento.
Mas é de onde está a maior dívida, de ativos diretor da EBX, que poderá vir a maior receita. A venda da mina de ouro AUX poderá movimentar perto de US$ 1 bilhão - embora meses atrás o empresário ainda acreditasse que conseguiria fazer muito mais dinheiro nessa operação.

A venda do Hotel Glória foi atrasada em função da entrada em recuperação judicial da OSX e da OGX. As negociações com o fundo suíço Acron e a rede Four Seasons se aproximam da conclusão, após quase quatro meses. A expectativa inicial era de que o negócio fosse fechado em dois meses. Entretanto, a Acron preferiu avaliar primeiro os possíveis impactos antes de fechar o negócio, que até agora não foi concretizado. A operação está avaliada em cerca de R$ 200 milhões.

Já na IMX, a EBX tem direito a 50%. A outra metade pertence à IMG. A IMX é sócia da Rock World S.A, detentora da marca Rock in Rio, e do Cirque du Soleil, na América do Sul. Além disso, atua na gestão de imagem e carreira de atletas como Neymar e Thiago Silva. Junto com o grupo Odebrecht e AEG, também faz parte do Consórcio Maracanã S.A., responsável pela administração do Complexo do Maracanã nos próximos 35 anos.

Procurado pelo Valor, o Grupo EBX não respondeu aos questionamentos encaminhados nem ao menos confirmou quais as empresas que ainda estão sob o guarda-chuva da EBX. O site do grupo não está mais no ar.

A crise financeira e de credibilidade do grupo de Eike se acentuou em meados do ano passado. A petroleira OGX, em junho, revisou suas expectativas para um de seus campos e destituiu o então presidente, Paulo Mendonça, experiente geólogo oriundo da Petrobras. Em dois dias, a empresa, que era o coração do grupo, perdeu o equivalente a R$ 10,7 bilhões em valor de mercado e acabou afetando todo o grupo.

Maranhão cancela lagosta, mas compra whisky escocês 12 anos. Zombie Brasil.





Roseana Sarney cancelou leilão que abasteceria sua casa, mas abriu outra licitação para eventos que terão tapetes persas, lustres de cristal e outros itens de luxo

Marina Pinhoni, de  Exame.com


Whisky escocês 12 anos é um dos itens requisitados em edital para eventos realizados pelo governo do Maranhão
São Paulo – Após a repercussão negativa da compra de lagostas e outros alimentos refinados para abastecer as residências oficiais da governadora Roseana Sarney (PMDB) em plena crise carcerária no Maranhão, o governo decidiu adiar as duas licitações no valor total de R$1,1 milhão por tempo indeterminado.

Entretanto, após o site oficial de leilões ter ficado fora do ar durante a manhã desta quinta-feira, uma nova licitação foi incluída para 2014.

Com data marcada para 17 de janeiro, desta vez o edital é referente à contratação de empresa para realização de eventos de “interesse da Casa Civil em todo o estado do Maranhão”.

O valor da licitação é semelhante ao das duas anteriores: R$ 1,4 milhão. O que também chama a atenção é o fato de ser recheada de itens “de primeira qualidade”, como descreve o próprio edital.

Além dos já famigerados bacalhau, lagosta e camarão no serviço de buffet; o edital determina a compra de whisky escocês 12 anos, vinho importado de “primeira qualidade” e champanhe “extra brut-brut-sec-demisec”.

Para a decoração, tapetes persas, lustres de cristal, colunas em vidro e objetos de porcelana são algumas das exigências.
Vale lembrar que, apesar de questionáveis, gastos com itens luxuosos pelo governo não são ilegais, desde que sigam as regras estabelecidas para licitações públicas. Eles, tampouco, são incomuns.
A assessoria do governo do Maranhão não respondeu aos questionamentos sobre os pregões até a publicação desta matéria.

Sem pronunciamento oficial ou resposta à imprensa, apenas uma nota sucinta foi publicada no site oficial do governo justificando que as duas licitações anteriores foram adiadas “por motivos de ordem administrativa", "até ulterior deliberação”.

STF compra carros V6 de R$ 130 mil para ministros. Brazil Zombie



Corte empenhou R$ 914 mil para a compra de 7 modelos Hyundai Azera, veículos com motor de 250 cavalos

Marco Prates, de  exame.com


São Paulo – Parte dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal deverá circular por Brasília em novos veículos em 2014. A Corte empenhou no último dia do ano passado a quantia de 914,9 mil reais para a aquisição de sete modelos Hyundai Azera, com motor V6 de 250 cavalos. Cada um deles custou 130,7 mil reais. As informações são da ONG Contas Abertas.

O empenho da verba é uma espécie de reserva do setor público para o pagamento de produtos e serviços. Houve dispensa de licitação na concorrência vencida pelo grupo CAOA, que vende carros da marca no país.

O preço pago pelo governo é bem próximo ao da tabela Fipe, atualmente em R$ 130,2 mil.
Por esse valor, o Supremo deve levar a versão considerada completíssima do sedã médio grande, já que a de entrada é cerca de 15 mil reais mais barata.

Como extra, os veículos terão faróis de xenônio, som com 10 altos falantes e partida sem a necessidade de chave no painel. O modelo conta ainda com 9 airbags e cortina retrátil elétrica no banco traseiro.
O STF não retornou até o momento questionamento de EXAME.com sobre a frota atualmente usada pelos integrantes da Corte e que deve ser substituída pelos novos modelos.

Em nota enviada ao site Contas Abertas, porém, o Supremo defendeu que “quando os veículos atingem um determinado tempo de uso a manutenção fica mais cara e a renovação é alternativa mais eficiente”.

Ainda de acordo com a ONG, a última compra de automóveis feita pelo STF foi em outubro de 2013. Na época, porém, o veículo mais caro adquirido era um Peugeot 408 Allure, de 60 mil reais, que não tinha a função de ser usado pelos ministros. A aquisição de 14 automóveis totalizou então 600 mil reais.

Zombie Coffee


O cara




Luciano Pires


Em 2010, preparando uma palestra para a Ford, pesquisei para saber a visão e missão da empresa. Encontrei isto: “Uma só equipe, um só plano, um só objetivo - um carro Ford - crescimento lucrativo para todos.” Um quase slogan, evidentemente criado por um time de redatores publicitários. Mas também encontrei o que seria a visão/missão que Henry Ford, o fundador da Ford Motor Company, escreveu 93 anos antes, em 1917:

“Vou construir um carro a motor para as multidões (…) será tão barato que qualquer homem que tiver um bom salário será capaz de ter um deles e aproveitar com sua família a dádiva das horas de lazer nos grandes espaços criados por Deus (…) daremos a um grande número de pessoas empregos bem remunerados.”

Agora volte ali atrás, releia a seca visão/missão da Ford em 2010 e compare com a romântica de 1917. Dá para entender a razão do sucesso de Henry Ford? Evidentemente os anti-capitalistas dirão que isso é conversa mole, que o que interessava era o dinheiro, etc e tal, mas me parece muito claro que Henry Ford não era só um industrial. Era um comunicador de primeira, que sabia como expressar suas ideias e mudou a história da humanidade em muitos campos, não apenas na indústria.

Mudou inclusive sua vida: você já parou pra pensar de onde veio a ideia de que devemos trabalhar oito horas por dia, cinco dias por semana? Quem terá inventado isso? 

Henry Ford.

Durante a revolução industrial, com a construção das fábricas (que protegiam os trabalhadores das mudanças meteorológicas) e chegada da luz elétrica, a carga de trabalho dos empregados girava em torno de 10 a 16 horas. Foi nos anos 1920 que Henry Ford desenvolveu o conceito das linhas de montagem e mudou a realidade ao estabelecer turnos de trabalho de oito horas, cinco dias por semana, com dois dias de descanso. Curiosos para conhecer as bases científicas que inspiraram Ford, os jornalistas da revista World´s Work ouviram atônitos ele dizer em 1926:

- O lazer é um ingrediente indispensável num mercado consumidor em crescimento, porque os trabalhadores precisam ter tempo livre suficiente para encontrar utilidade para os bens de consumo, incluindo automóveis.

Ford constatara que as pessoas precisavam ter tempo para gastar o dinheiro que ganhavam, comprando os produtos da indústria florescente. A razão de reduzir a carga de trabalho era uma questão de negócios. Você trabalha oito horas por dia, cinco dias por semana, porque 100 anos atrás Henry Ford decidiu que você precisava ter tempo para gastar seu salário. 

Você obedece a um ciclo criado 100 anos atrás por um visionário, num mundo radicalmente diferente daquele no qual você vive hoje.

E 100 anos depois, continuamos atrás de “construir um carro para as multidões, tão barato que qualquer homem que tiver um bom salário será capaz de ter um deles e aproveitar com sua família a dádiva das horas de lazer nos grandes espaços criados por Deus.”

100 anos.

Henry Ford era o cara. Ou nós é que somos acomodados.

Luciano Pires

Após 50 anos, primeiros carros com venda liberada em Cuba têm preços muito altos



Em Havana
03/01/201418h31

Adalberto Roque/AFP

Cubanos observam carros novos e usados à venda em uma concessionária em Havana
Pela primeira vez em meio século, os cubanos acordaram nesta sexta-feira (3) com o direito de comprar carros novos e usados do Estado sem precisar de permissão especial, mas aumentos de 400% ou mais rapidamente afastaram as esperanças da maioria das pessoas.
Na loja estatal da Peugeot em Havana, na manhã de hoje os preços variavam de US$ 91 mil para um modelo 206 de 2013 a US$ 262 mil para um 508, e as pessoas iam embora balançando a cabeça em sinal de desalento.

"Eu ganho 600 pesos cubanos por mês (aproximadamente US$ 30). Isso significa que em toda a minha vida não poderei comprar um desses. Vou morrer antes de poder comprar um carro novo", disse Roberto Gonzáles, motorista estatal, retornando para seu Plymouth dos anos 1950.


Pessoas observam carros usados à venda em concessionária que pertence ao governo
A média salarial é de US$ 20 em Cuba, onde quatro de cada cinco pessoas, de um total de 5 milhões de trabalhadores, trabalham para o Estado.

Depois de uma reforma iniciada dois anos atrás, os cubanos passaram a poder comprar e vender carros usados uns dos outros, mas até esta sexta-feira tinham de pedir autorização do governo para adquirir um veículo novo ou de segunda-mão, em geral de locadoras, das lojas estatais.