A gente não quer só comida - Governo Zombie !!




TERÇA-FEIRA, ABRIL 15, 2014  ALEX  5 COMENTÁRIOS

Tenho ouvido frequentemente a seguinte pergunta: “por que se preocupar tanto com o crescimento se há pleno-emprego”? Na mesma linha apareceu nova afirmação: “ninguém come PIB”. Em comum tratam de reduzir o peso atribuído ao crescimento econômico em troca de variáveis mais facilmente observáveis, como emprego ou o consumo de alimentos.

Como deve ser claro, exceto talvez por quem que tenha caído de paraquedas no meio do debate, trata-se de um caso clássico de uvas verdes. Os mesmos que hoje relativizam a importância do crescimento há pouco alardeavam a aceleração da economia no período 2003-2010, quando a expansão média se situou em torno de 4% ao ano, implicando aumento do PIB per capita da ordem de 2,8% ao ano. Independente disto, porém, é bom deixar claro porque a preocupação com crescimento é, sim, válida e porque vai bem além da questão do emprego e da comida.

Não há dúvida que tê-los é uma fonte de satisfação para todos nós, assim como o foi o fim da hiperinflação. O reconhecimento desta garantiu duas eleições a Fernando Henrique Cardoso, ambas com vitória em primeiro turno. Aquelas, por sua vez, se traduziram em votações expressivas para Lula em 2006 e Dilma em 2010.

A verdade, porém, é que queremos sempre mais. Fôssemos uma espécie acomodada, não teríamos saído das savanas para nos espalhar mundo afora e a história humana é, em boa parte, a crônica da luta incessante para melhorar as condições de vida. Isto dito, não escapa a ninguém a melhora extraordinária observada nos últimos 250 anos, quando arenda per capita mundial decuplicou, saindo de valores próximos a US$ 600 para algo como US$ 6.000.

Em contraste, estimativas sugerem que no ano zero a renda per capita equivalia a cerca de US$ 450, valor que permaneceu praticamente inalterado por mil anos, crescendo lentamente para os valores ao redor US$ 600 observados no final do século XVIII. As condições de vida que hoje observamos são reflexo direto da dramática aceleração do crescimento.

De volta ao Brasil, ao ritmo observado entre 2003 e 2010 nossa renda per capita dobraria a cada 25 anos; no ritmo registrado de 2011 a 2013 (ou 2014), contudo, seriam necessários 65 anos para obtermos o mesmo resultado. A equação do crescimento é, portanto, simples: queremos dobrar nosso padrão médio de vida para nossos filhos ou teremos que esperar até depois de nossos netos? A insatisfação que aos poucos transparece na sociedade brasileira sugere que a resposta não está na segunda alternativa.

Adicionalmente, tomando emprestada a saudável obsessão do meu coautor no livroComplacência, Fabio Giambiagi, com temas previdenciários, há promessas (feitas à minha geração e a outras) que não poderão ser cumpridas sem crescimento mais vigoroso que o atual.

Não se trata de um problema para hoje, bem entendido, mas considerando que o país já gasta com aposentadorias e pensões o equivalente ao que gastam países com uma proporção de idosos na população 3 vezes maior que a nossa, parece claro que, sem a aceleração da nossa taxa de crescimento sustentável, teremos um encontro marcado com um problema sério daqui a 15 ou 20 anos.

O argumento, portanto, que crescimento é secundário para a satisfação numa economia em pleno-emprego é apenas uma justificativa (ruim) para o fracasso da “nova matriz macroeconômica” que (lembram-se?) nos levaria onde neoliberal algum jamais esteve.

Sem uma mudança dramática de ênfase na política econômica, que passe a privilegiar investimento sobre consumo, produtividade sobre favores governamentais e forças de mercado sobre as intervenções desastradas que marcam a atual administração, o crescimento não se acelerará.


E, mais cedo ou mais tarde, os apologistas de plantão aprenderão que a gente não quer só comida, mas diversão e arte e, principalmente, uma saída para qualquer parte (salve Titãs!).

ESTADÃO: INSPEÇÃO VEICULAR SERÁ RETOMADA EM SP SEM TAXA





São Paulo, 17/04/2014 - São Paulo vai retomar o programa de inspeção veicular com uma novidade: a partir deste ano, apenas os motoristas que tiverem os veículos reprovados na vistoria pagarão pelo serviço. Segundo informações da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, a taxa será transformada em uma espécie de multa. Nesse caso, o valor máximo será de R$ 40,86.

Com dois meses de atraso, foi lançado ontem o edital da nova inspeção veicular. A ordem de início da licitação foi publicada anteontem no Diário Oficial da Cidade. A Prefeitura vai escolher quatro empresas para assumir o serviço, conforme anunciado em janeiro pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Cada uma ficará responsável por uma região da cidade: norte, sul, centro-oeste e zona leste.

Se o cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente for obedecido, o resultado da licitação será conhecido em maio, mas a volta da inspeção é prevista apenas para o segundo semestre. Na análise mais otimista, isso deve ocorrer entre agosto e setembro. Isso porque o edital prevê que as vencedoras comecem a oferecer a vistoria de forma gradual 90 dias após a assinatura do contrato. Depois, ao longo de 180 meses, todos os centros devem estar em completo funcionamento.

Cada vencedora terá de montar ao menos quatro centros de inspeção por lote - os antigos já foram desativados pela Controlar. Única empresa que ofereceu o teste na capital, a Controlar suspendeu suas atividades em 31 de janeiro, depois de a gestão Haddad ter considerado o contrato extinto. Desde então, o serviço está suspenso.

Os novos centros terão de funcionar de segunda a sábado, das 7h às 19h. O edital prevê que as empresas vencedoras realizem o serviço em, no máximo, 30 minutos. O calendário, porém, ainda não está definido pela secretaria. O início do agendamento vai depender do cronograma de operação dos novos centros de inspeção. A marcação será feita pela internet e sem qualquer tipo de custo.

Regras. Segundo legislação aprovada pela Câmara Municipal no ano passado, o teste passa a ser exigido apenas de veículos com mais de 3 anos de uso, e de forma bianual. Ou seja: dos quatro aos nove anos de uso, a vistoria será exigida a cada dois anos e, somente a partir do 10.º ano, volta a ser anual. Veículos movidos a diesel são exceção. Caminhões, ônibus e vans continuam obrigados a passar pela inspeção todos os anos.

No edital publicado ontem não está claro, no entanto, se o licenciamento dos veículos emplacados na capital voltará a ser condicionado à realização do teste ambiental. Até o ano passado, a inspeção era exigência tanto da Prefeitura quanto do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) para circular na cidade.

Nos cálculos da Prefeitura, 2,9 milhões de veículos devem ser submetidos à inspeção ainda neste ano, a um custo estimado de R$ 120,6 milhões. A previsão é de que esse número aumente gradualmente nos anos posteriores, até alcançar 3,3 milhões em 2018. O subsídio necessário ao pagamento do serviço já foi reservado no orçamento municipal, mas vai depender da adesão dos motoristas ao novo programa.

Empresas estrangeiras poderão participar da concorrência, desde que comprovem capital inicial mínimo de R$ 10 milhões. Os contratos terão validade de 5 anos e, diferentemente do acordo firmado com a Controlar, não terão caráter de concessão. No início de cada ano, o valor da taxa será reajustado segundo a inflação. (Adriana Ferraz)

Por que Imposto sobre aeronaves é uma má ideia?



Economistas Xs by Sergio Almeida  


O Professor Vladimir Safatle, colunista da Folha, publicou um (...) interessante artigo hoje sobre o fato de que helicópteros, jatos e iates não pagam IPVA (o artigo pode ser visto aqui). Coloco abaixo dois trechos:
No entanto, a verdade é uma só: helicópteros, jatos particulares e iates não pagam IPVA porque, no Brasil, os ricos definem as leis que protegerão seus rendimentos e desejos de ostentação. Bem-vindo àquilo que economistas como o francês Thomas Piketty chamam de “capitalismo patrimonial”: um capitalismo construído para quem ganha mais continuar a ganhar mais, a não precisar devolver nada para a sociedade, enquanto quem ganha menos é continuamente espoliado e recebe cada vez menos serviços do Estado.
Se os 20 mil jatos particulares e os 2.000 helicópteros que voam livremente no Brasil pagassem IPVA, teríamos algo em torno de mais R$ 8 bilhões. Esse valor é o equivalente a, por exemplo, dois orçamentos da USP. Ou seja, se aqueles que têm mais capacidade de contribuição simplesmente pagassem para ter seu singelo helicóptero o mesmo que você paga para ter seu carro, poderíamos financiar mais duas universidades com 90 mil alunos estudando gratuitamente.

É uma pena que o Professor Safatle seja, com todo respeito, um total analfabeto em economia -- e como ele muitos, centenas de outros, inclusive, pasmem, muita gente graduada ou prestes a se graduar em economia! 

Qualquer curso introdutório de economia nos ensina duas coisas fundamentais sobre esse assunto. 

Primeiro, que não importa de quem você cobra (se consumidor ou produtor), o ônus de qualquer imposto sempre é compartilhado por consumidores e produtores. Segundo, que a divisão desse ônus depende de características (estruturais se quiser) do mercado. Se a demanda for elástica e a oferta for inelástica (caso provável desse mercado de aeronaves), o ônus do imposto extra que Safatle e outros desejam vai recair em grande medida sobre os fornecedores, ferrando em última instância os trabalhadores do setor que não são ricos. Ou seja: mais um exemplo em economia onde as boas intenções, levadas a cabo, se transformarão em ônus para o grupo que os do-gooders querem supostamente proteger.    

Foi exatamente isso que aconteceu nos EUA quando o Congresso, provavelmente alimentado pela sanha esquerdista bem-intencionada de taxar os ricos, resolveu criar um imposto novo para aviões, iates e outros bens de luxo. Viram a meleca que fizeram (imposto em geral leva a níveis menores de atividade, e não deu outra: desemprego...porque afinal das contas não existe almoço grátis!) e em seguida, já em 1993, o Congresso voltou atrás e reduziu/removeu a maior parte desses impostos.

É uma pena, e em certo sentido deprimente, que um sujeito que sabe patavinas de economia se meta a sobre ela falar sem se educar minimamente sobre o assunto (é por isso que esse blog não fala de ballet, porque aqui ninguém entende ou sabe dançar isso, imagino). Isso resulta em artigos deseducadores como esse, que triste e invariavelmente acabam fazendo sucesso no meio de adolescentes de bom coração mas analfabetos econômicos como ele.

Infelizmente, os esquerdinhas -- eu já fui um na adolescência, confesso, por um semestre acho -- não se convenceram ainda de que pra fazer o bem é preciso mais do que boas intenções; é preciso, antes de tudo, entender e respeitar as leis da economia... 

Do mesmo jeito que você não joga um ovo do alto de um prédio esperando coletá-lo inteiro no chão, você também não sai modificando, via imposto, os preços dos mercados como se isso fosse um atalho para a prosperidade. Não é.

Post Scriptum: Para quem quiser se alfabetizar em economia (já mandei uma cópia para o Professor Vladimir), sugiro que comprem Basic Economics: A Common Sense Guide to the Economy de Thomas Sowell. É baratinho: menos de R$ 50 (nada de baixar PDF de algum site obscuro ou donde for hein, porque depois vai ficar estranho se você reclamar que seus políticos são desonestos...).

Feliz Pascoa !! Vejam o Preço do Mesmo ovo exportado para o Japão... Estamos todos infectados !!


Após um mês no Brasil, Forever 21 continua cheia; dica é ir pela manhã



Camila Saipp
Do UOL, em São Paulo
18/04/2014 08h21


Manequins no interior da primeira Forever 21 brasileira, localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo
Com a sedutora promessa de oferecer roupas baratas, de boa qualidade e dentro das últimas tendências, a Forever 21 chegou ao Brasil há pouco mais de um mês, completados no dia 15 de abril, causando alvoroço entre as mulheres. Após a histeria inicial, a procura continua alta em sua primeira loja no país, localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, com reposição diária para dar conta da voracidade das brasileiras. A marca abriu também uma filial no Rio de Janeiro uma semana após a chegada à capital paulista.

Para quem quer ver araras mais cheias, a dica das vendedoras em São Paulo, é visitar a loja pela manhã. Os fins de semana também devem ser evitados: em alguns casos, todo o estoque separado para atender à demanda de dois dias acaba no domingo antes do sol se pôr. A reposição é feita quando a loja fecha suas portas.

A rede, que tem sede em Los Angeles e conta com filiais em cidades como Nova York, Londres, Berlin, Viena, Paris e até nas vizinhas Santiago e Bogotá, é conhecida mundialmente pelos preços baixos e pela enorme quantidade de produtos. Uma regata nos Estados Unidos, por exemplo, pode ser comprada por US$ 4 dólares, um vestido, por U$ 8 e uma calça jeans, por U$ 7.

Atraídas por esse apelo tentador, brasileiras de todos os cantos da cidade formaram uma fila de, em média, três horas só para entrar na loja em seu primeiro dia de funcionamento. Nas duas semanas seguintes, a histeria continuou e as filas não paravam de aumentar. No sábado posterior à inauguração, as pessoas esperaram até seis horas para conseguir entrar na Forever 21.

Estoque não deu conta
Como prometido, as roupas vieram com preços mais baixos do que as concorrentes do mercado de fast-fashion, oferecendo regatas básicas a R$ 8,90, calças jeans a R$ 35, vestidos a R$ 44,90 e saias a R$ 21,90. Nos primeiros 15 dias, as peças também foram repostas com a rapidez necessária, mantendo as araras cheias e com várias opções de cores e tamanhos.

Porém, a partir do final da terceira semana de vendas, a loja começou a sofrer com o seu próprio sucesso. A reportagem do UOL esteve no Shopping Morumbi na quinta-feira passada (10) e pôde conferir que as araras, antes repletas de vestidinhos e saias floridas, camisetas com estampas divertidas e calças com lavagens diferentes, já não contavam mais com a mesma oferta de produtos. O que havia sobrado eram justamente as peças mais caras do estoque.

"Eu vim porque minhas amigas estiveram aqui há uma semana e compraram peças lindas e superbaratas. Cheguei procurando os vestidinhos floridos que elas disseram que tinham visto e não encontrei nada que me atraísse. As araras parecem vazias, as opções de cores e modelos não são muitas e quase tudo o que sobrou está acima de R$ 80", disse a estudante Maria Carolina Silveira, que pretende voltar à loja assim que as roupas forem repostas.

"A loja trouxe um estoque para durar três meses em São Paulo, mas ele acabou bem mais rápido do que o esperado e agora nós temos que aguardar a próxima remessa de roupas chegar", explicou uma vendedora.
Segundo outra cliente, a comerciante Mariana Costa, que esteve na loja no dia da inauguração e na semana passada, o que ela viu foram duas Forever 21 diferentes. "Na primeira vez em que eu vim, cheguei às 6h da manhã e consegui comprar muita coisa. Encontrei camisetas com várias estampas diferentes, moletons, vestidos, calças jeans, etc. tudo por, no máximo, R$ 60 cada peça. Hoje tudo o que vi foi mais caro do que isso. Se na primeira vez queria comprar várias coisas, hoje gostei de pouquíssimas, não achei quase nada bonito", disse.

Contatada pelo UOL, a relações públicas da marca, Rimma Kronfeld, disse que o grupo "sentia muito ter causado inconvenientes ou decepção aos clientes brasileiros", mas afirmou que novas roupas estão chegando. "Estamos muito felizes com a resposta que recebemos de nossos fãs brasileiros com a abertura de nossas lojas. Recentemente fomos informados de que nosso estoque está quase no fim em nossa loja no Shopping Morumbi, por isso, pedimos desculpas aos consumidores e garantimos que uma nova remessa de mercadorias já foi liberada e está a caminho do Brasil". A marca, no entanto, não quis comentar a possibilidade de produzir suas peças localmente para ganhar agilidade nem quais são os itens mais vendidos.

Nova coleção foca inverno
Para verificar se as araras receberam uma nova remessa de roupas, a reportagem voltou à loja na noite desta quarta-feira (16). As peças leves e estampadas foram substituídas por looks mais sóbrios e pesados para o inverno.

A maior oferta é de malhas e tricôs, com valores entre R$ 50 e R$ 111. As parcas saem por R$ 120 a R$ 180. Para quem ainda quer aproveitar peças para os dias quentes, as opções estão restritas a vestidos por R$ 40 ou tops cropped, a R$ 25.

A bolsa não é tão difícil assim... é só fazer o "óbvio", diz Luiz Barsi



Um dos maiores investidores da Bovespa, Barsi é simples: procure boas empresas com fundamentos atraentes e evite projetos fantasiosos 
Por Felipe Moreno

SÃO PAULO - Luiz Barsi é um dos melhores investidores que a bolsa brasileira já teve: um homem que montou uma considerável fortuna - estimada em R$ 1 bilhão - partindo praticamente do zero, em 45 anos no mercado de ações. Para ele, a trajetória de sucesso não é assim tão difícil: basta fazer o "óbvio". O difícil, no entanto, não é fazer o que parece trivial, mas sim respeitar essa escolha.

"Para você ser vitorioso, é muito importante que você respeite o óbvio, sob todos os aspectos. O bom investidor é aquele que é o vencedor", avisa o investidor. Mas o que é óbvio? Procurar boas empresas com fundamentos atraentes - e não embarcar em fantasias desnecessárias, sonhos de algo que está se passando. 
Mas é importante que o investidor tenha em mente o que fazer, tenha um plano para que não embarque em uma furada - como muitas pessoas acreditam que é a natureza do mercado de ações. "As ações têm essa conotação: se você entrar mal, comprar mal, for mal direcionado, dificilmente conseguirá um bom resultado", alerta. 

Para Barsi, quem investe em ações não está necessariamente entrando em um terreno complicado. "[A Bolsa] não é assim tão difícil, desde que a pessoa se conscientize que ele tenha que examinar os fundamentos, que devem ser apreciados, para você executar uma boa aplicação", diz. 

Busque sempre o essencial
Mas o que olhar então? Barsi reforça sua tese simplista de avaliação: antes de tudo, o investidor precisa conhecer o estatuto social da empresa para evitar qualquer surpresa em situações mais "polêmicas", como mudança de controlador, alteração na política de dividendos, entre outros fatores. Além disso, o acompanhamento do histórico passado de resultados e de distribuição de dividendos é essencial para projetar o que será do investimento nesta companhia ao longo dos anos.

Antes mesmo de conhecer o estatuto e o histórico de resultados e dividendos, Barsi sugere que o investidor opte por empresas que estejam em um segmento de atuação que faça sentido existir ainda por muitos anos - muito em linha com o que é adotado pelo lendário investidor Warren Buffett, o 4º homem mais rico do mundo e que montou sua fortuna na bolsa norte-americana. "Invista em uma empresa que esteja em uma atividade perene, que não seja uma construtora da vida. Você tem múltiplos fatores que acabam te revelando o que é um bom investimento", destaca.

Ao invés disso, o bilionário acredita que o mercado tem se apegado a questões secundárias durante o processo de avaliação de empresas. "Hoje se fazem algumas análises que são um tanto supérfluas. Coisa que o banco que faz, desnecessário", diz Barsi. 

Menos especulador, mais investidor
Alinhado ao processo de avaliação do ativo, o bilionário brasileiro fala sobre a importância de se ter um objetivo específico com a ação que pretende encarteirar - ou seja, se é um investimento esperando uma valorização de curto prazo, de um prazo mais longo ou mesmo objetivando retorno em dividendos. "Você será sempre um bom aplicador se respeitar as regras do investimento. Se você não respeitar essas regras, você acaba naufragando na especulação. E isso só beneficia a Bolsa e as corretoras", diz. 

Barsi cita como exemplo de "combustível" para esse movimento especulativo o preço-alvo projetado por bancos e corretoras. Na sua opinião, ao montar modelos de avaliação para diversas companhias e atualizar constantemente esses cálculos à medida que novas notícias aparecem no mercado, essas instituições fazem dos seus relatórios de análise um fator mais especulativo do que um elemento que colabora para a decisão de investimento.

"Em suma, eles querem projetar o que seria o preço da ação na ideia deles e, embora essa projeção possa divergir dos demais players do mercado, acabam induzindo o investidor", acredita.

Saiba quem ouvir
Para ele, o ideal é fugir do "gerente de banco", que seria a figura de uma pessoa que, embora esteja lá para te ajudar a tomar as melhores decisões de investimento, possui como objetivo principal otimizar o resultado de sua própria empresa para assim ter um "bônus" mais gordo. "O investidor nato tem que procurar uma orientação competente, que quase nunca está nos bancos. Os bancos têm uma visão para que você faça algo bom para o banco", diz. 

Então, onde buscar conselhos na hora de investir? Barsi mais uma vez é simplista na recomendação: vá atrás de alguém que ganhou dinheiro investindo na Bolsa. "Se você procurar um advogado que nunca foi ao fórum, você provavelmente será condenado. Então quando você for tentar direcionar seus recursos, tem que procurar alguém que possa produzir uma orientação competente, que tenha ações, que estude o mercado e que projete números sem ser fantasiosos", conclui o bilionário.

FAZENDA DEMITE TÉCNICO DA PREVIDÊNCIA



A dificuldade do governo para lidar com números que o desagradam e podem criar algum tipo de problema para a reeleição da presidente Dilma Rousseff atingiu níveis alarmantes. A mais nova vítima dessa postura arrogante é Leonardo José Rolim. Ele foi exonerado do cargo de secretário de Políticas de Previdência Social em 3 de abril. Motivo: ter confrontado a projeção de deficit para a Previdência neste ano feita pelo Ministério da Fazenda. 

Rolim, que estava na mais importante secretaria do Ministério da Previdência desde o início do governo Dilma, em 2011, é um técnico competente e um conhecedor profundo do sistema previdenciário brasileiro. Na avaliação dele, não há a menor possibilidade de o rombo no caixa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fechar este ano em R$ 40,1 bilhões se, em 2013, o buraco havia atingido R$ 49,9 bilhões. Ou seja, nas palavras dele, a conta avalizada pelo ministro Guido Mantega estava subestimada. Era irreal. 
Na melhor da hipóteses, calculou Rolim, o rombo teria de repetir o número de 2013. Quer dizer: R$ 49,9 bilhões. Isso, supondo que nenhum brasileiro se aposentasse ao longo deste ano e não fosse concedido nenhum reajuste aos beneficiários do INSS. Mas não só milhares de trabalhadores vão se aposentar este ano, como o sistema de pensão será ampliado. 

E mais: o próprio Ministério da Fazenda ratificou aumento de 6,78% para salário mínimo em 2014, a R$ 724. Dados da Previdência mostram que 70% dos benefícios pagos pelo INSS estão atrelados ao piso salarial do país. Os 30% restantes tiveram os rendimentos reajustados pela inflação do ano passado, de 5,91%. Também o governo não se empenhou em fazer nenhum tipo de reforma no sistema. 
Portanto, não há como o buraco no regime geral previdenciário encolher R$ 9,8 bilhões de um ano para outro. A não ser que a Fazenda queira que a pasta comandada por Garibaldi Alves recorra a expedientes muito comuns no Tesouro Nacional, onde o secretário Arno Augustin, adorado no Palácio do Planalto, transforma dívidas em receitas para inflar o superavit primário e mostrar uma saúde que as contas públicas não têm. 

Especialista em previdência, Renato Folador diz que, ao demitir Rolim, o governo dá sinais de miopia. Para ele, o ex-secretário de Políticas de Previdência está corretíssimo. O deficit deste ano será maior que o do ano passado, assim como o de 2015 superará o de 2014. E uma das justificativas para o crescimento do rombo do INSS foi dada ontem pelo próprio ministro da Fazenda. Ele informou que o governo está prevendo reajuste de 7,7% para o salário mínimo no ano que vem. 

Buraco de mais de R$ 60 bilhões 
A situação de caixa da Petrobras é alarmante e vem se agravando desde 2007. O buraco já passa de R$ 60 bilhões. Além da defasagem nos preços dos combustíveis, a empresa está pagando uma fortuna em juros, devido ao endividamento que caminha rápido para R$ 250 bilhões. Não será surpresa se a estatal, logo após as eleições, começar a defender a privatização de parte do pré-sal, cujos investimentos está sendo obrigada a bancar sozinha. 

Alta do IOF: venda de moeda estrangeira no cartão pré-pago despenca 76%


Por Taís Laporta - iG São Paulo

Nem descontos e facilidades impediram a migração de clientes para o dinheiro em espécie com o imposto a 6,38%

Volume carregado de moeda estrangeira no pré-pago caiu de R$ 278 milhões para R$ 65 milhões
As casas de câmbio passaram a oferecer vantagens na compra de moeda estrangeira com cartão pré-pago. Mas nem assim conseguiram conter a fuga de clientes para o papel-moeda. Dois meses após o governo anunciar o aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para 6,38%, em dezembro, o volume carregado despencou 76%.

Os dados de fevereiro são os mais recentes disponibilizados pelo Banco Central (BC) até o momento. No período, o valor total em moeda estrangeira colocado como crédito no pré-pago caiu de R$ 278 milhões (em dezembro, mês anterior a alta do IOF) para R$ 65 milhões. Em fevereiro de 2013, esse volume havia sido de R$ 564 milhões – uma diferença de 88%.

Por outro lado, a venda de moeda em espécie cresceu 10% um mês após a alta do imposto, movimentando R$ 772 milhões. Já o uso do cartão de crédito no exterior – tanto à vista quanto parcelado – subiu 9% no mesmo período, mesmo com a alíquota de IOF idêntica ao pré-pago, de 6,38%.

Thais Gonzales, de 28 anos: ainda prefere o pré-pago por questão de segurança
A relações públicas Natália Araújo Pila, de 28 anos, abandonou o hábito de gastar com cartão no exterior. Com viagem marcada para os Estados Unidos, ela trocou o pré-pago por notas de dólar, que pretende guardar em um cofre do hotel.

“Acho um abuso a cobrança de IOF e só carregaria no cartão de novo se houvesse um desconto que compensasse o imposto. Não vale a pena nem pela segurança”, conta.
Já a empresária Thais Gonzales, de 28 anos, diz que ainda prefere o pré-pago, mesmo com a alta do IOF. Ela e o marido vão viajar para a Costa Oeste dos EUA e pretendem levar 85% do dinheiro no cartão e o restante em espécie.

“Vamos usar o pré-pago por causa da segurança. E quando digo segurança, é no Brasil mesmo. Temos medo de assalto antes de chegar ao aeroporto”, comenta.
Vantagens não impedem queda na procura

Na Tov Corretora, o câmbio cerca de R$ 0,02 mais barato para o dólar carregado no pré-pago não impediu uma queda em torno de 70% no volume diário vendido no cartão.
“Por mais que se ofereçam algumas vantagens, o cliente prefere correr o risco de ser roubado [com dinheiro em espécie] ou sofrer a variação cambial [do cartão de crédito] do que carregar no pré-pago”, diz o gerente de câmbio da empresa, Jair Bueno.

Na distribuidora de câmbio Cotação, do Banco Rendimento, a proporção de vendas com pré-pago e dinheiro vivo passou de 50% para 30% e 70%, respectivamente, após o aumento do imposto. Para aumentar a atratividade do produto, o desconto que antes era de 0,5% sobre o valor carregado no cartão subiu para 1%. A corretora também agilizou o carregamento em no máximo 20 minutos, de qualquer parte do mundo.

Mas somente as empresas que pagam viagens de funcionários e pais de estudantes mantiveram a fidelidade com o pré-pago, ao contrário do turista que viaja a lazer, como conta o diretor da Cotação, Alexandre Fialho.

“Antes nem precisávamos fazer muito esforço para vender o cartão pré-pago. Agora, temos que enfatizar os benefícios embutidos, como a segurança e praticidade”, diz o executivo.
O custo maior da moeda em espécie para as corretoras também pressiona a margem de lucro, na medida em que aumenta a demanda por dinheiro vivo. Na Cotação, que possui 63 lojas em vários Estados, os custos com logística cresceram, assim como a necessidade de estoque.

A Confidence Câmbio relatou uma queda em torno de 20% na procura pelo pré-pago após a alta do IOF. O diretor da empresa, Juvenal Marcelo dos Santos, assegura no entanto que houve uma sensível recuperação da demanda pelo produto na segunda metade de março.
“Ainda vai levar algum tempo para o turista assimilar esse aumento e perceber que está pagando mais por um recurso com segurança e conforto que a moeda em espécie não oferece”, diz.


Cartão x dinheiro: faça as contas e compare

Meio de pagamento   Imposto a cada R$ 1 mil        IOF      Vantagem    Desvantagem
Pré-pago                         R$ 63,80                             6,38%   Segurança   Custo
Moeda                         R$ 3,80                             0,38%   Custo      Segurança


Bolha imobiliária está se espalhando e vai estourar após a Copa, diz Sr. Dinheiro




Pensando em investir em imóveis? Melhor pensar duas vezes, de acordo com Luis Carlos Ewald, economista conhecido como Sr. Dinheiro

Por Arthur Ordones |9h45 | 15-04-2014 
SÃO PAULO – Pensando em investir em imóveis? Luis Carlos Ewald, economista conhecido como Sr. Dinheiro, acha melhor não. Depois de afirmar em dezembro de 2013 que a bolha imobiliária ia estourar no primeiro semestre deste ano, ele alertou os investidores (e também aqueles que querem comprar o primeiro imóvel) que a bolha está em formação e seu ápice irá ocorrer depois da Copa do Mundo, em julho. “A bolha imobiliária é como um câncer. Ela vai aumentando e corroendo aos poucos. Até que vem a metástase, que espalha e mata”, disse, em entrevista ao InfoMoney.

De acordo com o especialista, na crise de 2008 do subprime, nos Estados Unidos, também foi assim. “Aquela bolha começou em 2006, foi crescendo, crescendo e a metástase aconteceu em 2008. A nossa [bolha] já vem se formando há muito tempo e agora está chegando a hora  [de estourar]”, explicou.
Segundo ele, após a Copa, o cenário irá mudar e deve haver uma queda brutal nos preços dos imóveis que foram lançados. Enquanto isso, aquelas pessoas que já compraram vão ficar esperando e quem precisar de dinheiro vai ter que baixar o preço “Isso é uma bolha”, disse. “Com a Selic a 11% ao ano, se o imóvel ficar com preço parado, o dono vai perder este percentual anualmente, vivendo de IPTU e condomínio. Sem falar que a taxa de juros ainda vai subir mais”, completou.

O ciclo de aperto monetário, que prejudicou o setor imobiliário, começou no ano passado e, em um ano, levou a Selic de 7,25% ao ano, menor taxa histórica, para os atuais 11%. 
“Os mais espertos vão se dar bem”

Luis Carlos disse ainda que quem souber aproveitar esta oportunidade pode se dar bem. Segundo ele, algumas construtoras, como a Even (EVEN3), já estão lançando imóveis com preços muito mais baixos, já prevendo o que vai ocorrer. “Os mais espertos vão se dar bem”, disse. “A Even, por exemplo, colocou 40% de desconto em todos os seus lançamentos. Tem que saber aproveitar”, completou.
Ewald lembrou também que um dos principais estudiosos do mundo sobre preços de ativos e bolhas, Robert Shiller, Nobel de Economia, já alertou sobre isso. “Ele previu bolhas da Nasdaq e a do subprime. Vocês vão ouvir quem? Tem que dar ouvidos aos mais experientes. E Shiller disse que não nada justifica a magnitude da recente alta dos preços dos imóveis no Brasil”, finalizou.
Brasileiro aposta em valorização

Por outro lado, a Pesquisa Global de Opinião dos Investidores 2014, da Franklin Templeton, mostrou que 23% dos investidores brasileiros acham que os imóveis serão a melhor aplicação dos próximos 10 anos, o que prova que, de modo geral as pessoas não estão esperando uma bolha imobiliária.
Ainda na pesquisa, em relação às expectativas para 2014, os brasileiros também apostam no investimento em imóveis. Segundo o levantamento, 26% acham que esta classe de ativos trará melhores retornos do que as outras neste ano.

A pesquisa ouviu, no Brasil, 509 investidores com mais de R$ 50 mil em recursos disponíveis para realizar aplicações financeiras, e foi realizada entre os dias 2 e 15 de janeiro.

Opniões contrárias
Apesar de o Sr. Dinheiro, assim como outros economistas renomados, como Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central), Luciano Rostagno (economista do Banco Mizuho) e Nouriel Roubini (economista que previu bolha) acreditarem que a bolha está crescendo e vai estourar, outros grandes nomes discordam veementemente.

Para Gustavo Borges, da área de análise da XP Investimentos, há diferenças significativas entre o Brasil e o cenário pré-bolha de alguns países como Estados Unidos, Portugal, Espanha e Irlanda. "O cenário brasileiro é bem diferente dos países que tiveram o estouro da bolha", destacou.

Enquanto isso, Felipe Miranda, analista da Empiricus Research, acredita que existe uma grande desaceleração no mercado imobiliário, mas também acha que isso não garante um cenário de bolha.
Assim como Rubens Menin, presidente da MRV Engenharia, que vê o mercado desanimado em alguns setores, mas aquecido em outros. "Como regra geral, acredito que o segmento dos imóveis econômicos continuará aquecido, inclusive pela existência de uma demanda reprimida por novas moradias", finalizou.

Amazon paga até U$ 5 mil para quem quiser se demitir - Boa Técnica para eliminar Corporate Zombies...




Em carta enviada a seus investidores, Jeff Bezos, CEO da companhia, afirmou que a ideia é que só os que realmente quiserem permaneçam trabalhando na empresa
Julia Carvalho

Jeff Bezos, da Amazon: "um empregado ficar em um lugar que ele não queira estar não é saudável, para ele ou para a empresa"

São Paulo -- Jeff Bezos não quer ninguém trabalhando sem vontade na Amazon. Em sua carta anual aos investidores, publicada nesta quinta-feira, ele explicou como faz para garantir isso.
Já há alguns anos, os centros de armazenamento da Amazon têm um programa chamado Pay To Quit, que oferece dinheiro às pessoas para elas se demitirem. 
No primeiro ano, são oferecidos 2.000 dólares e o valor sobe 1.000 dólares a cada ano seguinte, podendo chegar até 5.000.

"A primeira coisa que dizemos é 'Por favor, não aceite essa oferta'. Nós esperamos que eles não aceitem, nós queremos que eles fiquem. Porque fazemos essa proposta? O objetivo é encorajar as pessoas a pensarem no que realmente querem. No longo prazo, um empregado ficar em um lugar que ele não queira estar não é saudável, para ele ou para a empresa", escreveu Bezos.

Ideia roubada
A ideia veio da Zappos, a loja de sapatos online que foi comprada pela Amazon em 2009. Inicialmente, a oferta era feita apenas uma vez, pouco tempo depois que os funcionários começavam a trabalhar, mas hoje ela é feita até quatro anos depois que eles entram na empresa.
Na mesma linha, a Amazon também paga, para quem se interessar, 95% da matrícula de cursos de alta demanda de funcionários, como mecânica aeronáutica ou enfermagem, mesmo que essas áreas não tenham nada a ver com a Amazon.

"O objetivo é permitir a escolha. Nós sabemos que para alguns dos nossos funcionários, a Amazon vai ser uma carreira. Para outros, a Amazon pode ser apenas um degrau no caminho de um outro emprego - um emprego que pode exigir novas habilidades. Se o treinamento correto pode fazer a diferença, nós queremos ajudar", diz a carta.

A Amazon também está investindo cada vez mais em home office. Ela afirma que o número de funcionários que trabalham em casa já cresce mais rápido que o de pessoas que trabalham em instalações físicas. A ideia é dar ao empregado as condições que ele quer ou precisa para fazer um bom trabalho.

5 táticas radicais de cortar a fofoca pela raiz no trabalho - Anti - Noise Zombies


Confira algumas ações para fugir dos fofoqueiros de plantão e não ser um agente difusor de informações não confirmadas na sua empresa

Camila Pati

Boca fechada: não seja você o difusor de uma informação que pode se transformar no “zum-zum-zum” do dia, recomenda especialista

São Paulo – Elas podem até parecer inofensivas, mas fofocas comprometem a imagem profissional em níveis maiores do que muita gente imagina, além de tornar tóxico o ambiente de trabalho.

O casal que se formou no trabalho, o novo chefe que vai chegar, a vida pessoal de um colaborador que vai mal, o próximo na lista de demissões, os motivos escusos que levaram o analista da sala ao lado ao posto de gerente.

Se o seu passatempo preferido no trabalho é espalhar informações não oficiais sobre a empresa e a vida alheia, atenção! Você já pode estar taxado como o fofoqueiro do escritório. E isso não é nada bom para a sua carreira.

“Todo mundo sabe quem é o fofoqueiro. E essas pessoas não são bem vistas e perdem a credibilidade”, diz a consultora Marisol Camarinha, do Great Group.

Para quem quer fugir deste tipo de comportamento, a consultora recomenda 5 atitudes bem radicais, diga-se de passagem. Confira e faça os ajustes que considerar necessários na sua postura profissional:

1 Não ouvir

Controle a curiosidade em ouvir a mais recente fofoca que começa a circular no escritório. “Quando ouvimos algo ficamos logo tentados a passar adiante, nem que seja para dizer que não concordamos”, diz Marisol.

Segundo a consultora, ao menor sinal da frase clássica “está sabendo da última” seja objetivo. “Use seu melhor sorriso e responda que não quer saber”, recomenda.

Radical demais? Para quem não se sente à vontade, o coach Homero Reis recomenda um comportamento mais brando.

“Toda ação radical pode até resolver um problema, mas pode criar problemas maiores. Nesse caso corta-se a fofoca, mas perde-se a amizade”, diz.

“Se o ouvinte é capaz de fazer perguntas poderosas que indiquem que o que o colega está falando não se sustenta, ela vai contribuir para o desenvolvimento desta pessoa”, diz.

Portanto, se a pessoa que vem transmitir a fofoca é alguém com que você quer manter o bom relacionamento, ouça, mas tente mostrar - a partir de perguntas - que trata-se menos de uma verdade e mais uma impressão, recomenda Reis.

2 Não revele

Optou por ouvir o fofoqueiro?. Quebre o ciclo e não retransmita a fofoca para os outros colegas. As 3 peneiras (cuja a ideia é atribuída ao filósofo grego Sócrates) são ótimos balizadores na hora de decidir se vale ou não repassar uma informação, segundo Marisol.

“Só fale ao outro aquilo que for bom, útil e necessário. Se o assunto não passa por estas peneiras, guarde para você”, recomenda.

3 Não seja o difusor de informações que podem virar fofoca

Muitas vezes, em razão da sua posição na empresa, as notícias chegam. Não seja você o difusor de uma informação que pode se transformar no “zum-zum-zum” do dia. O mesmo vale quando se é testemunha de um fato. Não conte o que viu, não crie terreno fértil para a fofoca.

4 Não se omita

Nem sempre isso é possível. E é preciso coragem e ousadia para não ser omisso e esclarecer a fofoca diretamente com o seu alvo. “Procure a pessoa e abra o jogo, com respeito”, diz a consultora.

Não é preciso revelar ao alvo quem é o fofoqueiro de plantão, mas ao contar que ficou sabendo de uma fofoca que a envolvia e que gostaria de esclarecer o fato, a chance é grande de ganhar um novo aliado.

5 Não se comprometa

A tática radical recomendada por Marisol é responder a perguntas com outras perguntas. Ao ser inquirido sobre o que aconteceu em uma reunião que já está sendo tema das fofocas de corredor, pergunte: “Por que você quer saber?”.

Se ele responder, “por nada", então lhe diga, "então, não há porque saber". Se o fato de já haver comentários for o motivo do interesse a melhor resposta, diz Marisol, é responder: “um bom motivo para ficarmos calados, pois comentários não são bons para a reputação de ninguém

Corporate Zombies na Revista Veja - Edição 2369 16 de Abril de 2014. Nós Somos a Resistência !!


Corporate Zombie Attack



Amanha será um dia em que a resistência CZ ficará mais forte. Será um momento em que milhões serão convocados para a luta.

Porém mesmo assim somente alguns sobreviverão ao sistema corporativo, será que você estará entre os sobreviventes ?

Nós somos a resistência somos os Corporate Zombies.

Cade quer oferecer quatro "noivas" para competir com líderes do setor - Zombies do Cimento




Por Juliano Basile | De Brasília

A maioria dos integrantes do órgão antitruste concluiu que a estrutura de cartel no setor do cimento só será rompida com a venda de quatro grandes pacotes de ativos da Votorantim, da Camargo Corrêa, da Itabira e da Holcim para outras empresas do setor. Os ativos sairiam das mãos dessas companhias que foram consideradas as líderes do cartel e iriam para empresas que, com as aquisições, teriam maior força para competir com elas e, por isso, estão sendo chamadas informalmente de "as quatro noivas" do setor de cimento.

A expressão "noiva" foi utilizada pelos integrantes do Cade, em 2011, para explicar a compradora dos ativos da BRF - empresa resultante da compra da Sadia pela Perdigão. Como a Sadia e a Perdigão eram líderes em vários mercados, a saída que o órgão antitruste arranjou no julgamento daquela aquisição foi a de criar um pacote de ativos com centros de produção e de distribuição de produtos e determinar a venda para um concorrente, que acabou sendo a Marfrig.

A diferença é que, agora, o Cade não está propondo a venda de uma "noiva" como fez no caso BRF. São quatro. Para completar, a solução não está sendo negociada. Ao contrário da BRF, que aceitou fazer longas reuniões com os conselheiros para aprovar a compra da Sadia pela Perdigão, as cimenteiras não se dispuseram a conversar. 

O resultado é que a venda das quatro "noivas" está sendo imposta unilateralmente. Dos cinco conselheiros que votam a questão, quatro - Alessandro Octaviani, Ana Frazão, Ricardo Ruiz e Eduardo Pontual - já se manifestaram pela venda. Só não explicitaram quais, pois a divulgação pode fazer com que as unidades de produção sejam deteriorados até a decisão. O único voto que resta é do conselheiro Márcio de Oliveira Júnior. Ele pediu vista do processo em janeiro e tem a tarefa de retomar o julgamento.

A primeira "noiva" proposta equivale a 35% da capacidade instalada da Votorantim, ou 15% do mercado. A segunda soma 25% da capacidade da InterCement, empresa formada por ativos de Camargo Corrêa e Cimpor. É 4% do mercado. A terceira "noiva" sairia de 22% da capacidade instalada da Itabira, ou 3% do mercado. Por fim, a quarta "noiva" equivale a 22% da capacidade instalada da Holcim, ou 2% do total no país.
Há regras para quem quiser comprar essas empresas. Quem ficar com a "noiva um" não pode comprar outra. Já as "noivas" dois, três e quatro podem ser compradas tanto por três empresas distintas quanto por uma só.

A obrigação de vender as quatro "noivas" gerou críticas duríssimas ao Cade, já que a maioria dos conselheiros também votou por imposição de multa de R$ 3,1 bilhões. Advogados das empresas já estão preparando recursos à Justiça, pois nunca o Cade baixou multas tão altas e, ao mesmo tempo, impôs a venda de tantos ativos num mesmo processo.

Mas, na visão dos conselheiros que já votaram, a venda é necessária para recompor a concorrência. A primeira avaliação do Cade foi a de que o cartel trouxe prejuízos de R$ 1,4 bilhão anuais ao mercado. Como o esquema de fixação de preços, de volumes de venda e de criar barreiras a concorrentes durou pelo menos dez anos, retirou, no mínimo, R$ 14 bilhões da economia. Assim, multar as empresas em R$ 3,1 bilhões parece troco. O valor equivale a pouco mais de dois anos dos prejuízos do cartel.

A venda das "noivas" foi também a saída encontrada para mexer num mercado estático. A maioria dos conselheiros concluiu que, em todas as regiões do Brasil há o domínio da Votorantim seguida pelo mesmo "pool" de empresas - João Santos, Cimpor, Lafarge e Holcim. Todas as líderes foram acusadas de cartel e apenas a Lafarge se livrou de punições, pois assinou, em 2007, um acordo em pagou R$ 43 milhões ao Cade em troca do arquivamento das acusações contra ela. Por essa razão, a Lafarge também não sofreu pedido de reparação do Ministério Público Federal, onde as demais empresas são cobradas a indenizar os cofres públicos em R$ 5,6 bilhões.

O objetivo da venda das "noivas" é fazer com que as empresas que concorrem com as líderes acusadas de cartel tenham como competir. Para tanto, a maioria do Cade concluiu que as competidoras devem ter a possibilidade de comprar 24% da capacidade instalada do setor no país. Essa maioria não acha que o percentual é excessivo, pois considera que as acusadas de cartel controlam 90% da produção nacional. Seria, portanto, medida dura, mas tida como necessária pelo órgão antitruste para romper com o domínio no mercado.

Os integrantes também não acham que estão inovando ao mandar vender ativos num processo em que já estão propondo multas bilionárias. O voto de Octaviani, o relator, lembrou que esse tipo de condenação com multas e venda de ativos é praticada há mais de cem anos por autoridades antitruste, desde que os Estados Unidos dividiram a Standard Oil, em 1911. Octaviani citou ainda outros casos em que isso ocorreu, como na divisão da AT&T, na década de 1980, na imposição da venda de ativos à British Gas, na década de 1990, e da empresa de energia italiana Enel, nos anos 2000.
Para o Cade, a punição a cartéis pode incluir tanto multas bilionárias quanto a obrigatoriedade de venda de ativos, pois, mesmo se isso for novo no Brasil, é prática centenária em outras agências antitruste do mundo.

Lançamento do Livro Corporate Zombies em Joinville


PF faz buscas na sede da Petrobras em operação contra lavagem de dinheiro. Petrobras Zombie...



MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO
11/04/2014  10h38 - Atualizado às 14h02

Com buscas na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) a segunda fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões, com ramificações políticas e na petroleira estatal.

As buscas na sede da Petrobras começaram às 10h. A PF também entregou intimações no local. Além da própria Petrobras, é alvo dessa nova etapa da operação a empresa Ecoglobal Ambiental, de Macaé (RJ), e sua filial nos Estados Unidos, a EcoGlobal Overseas.

Por meio de convite, ambas assinaram em 2013 um contrato com a Petrobras no valor de R$ 443,8 milhões, segundo a PF. Na mesma época da assinatura do contrato, a empresa negociava a venda de 75% de suas ações para uma empresa controlada pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A documentação aponta que o doleiro e o ex-diretor da Petrobras eram sócios em alguns negócios.

A compra estava condicionada "à efetivação do contrato da EcoGlobal com a Petrobras", segundo mandado expedido pela Justiça Federal do Paraná. A proposta de compra por R$ 18 milhões está registrada numa carta-proposta confidencial assinada por Youssef, Paulo Roberto e uma terceira empresa, a Tino Real Participações.

A Tino estaria ligada a "crimes relacionados a fundos de pensão", segundo despacho da Justiça, na qual o juiz manifesta sua "estranheza" que uma empresa que obteve contrato de R$ 443,8 milhões tenha 75% de suas cotas negociadas por apenas R$ 18 milhões.
Youssef e Paulo Roberto foram presos na primeira fase da Operação Lava Jato, por manter relações suspeitas com políticos do PT, PMDB, PP.

A empresa investigada no Rio de Janeiro teve pelo menos dois contratos no valor total de R$ 14,31 milhões com a Petrobras entre 2009 e 2011 para prestar serviços de tratamento de água e recuperação de rios. Com sede em Macaé (RJ), a empresa é fornecedora antiga da Petrobras.
Uma das suspeitas apuradas é que a Ecoglobal teria participado da distribuição de propina em contratos da Petrobras, num esquema coordenado por Paulo Roberto da Costa. Ele foi preso no último dia 19, sob acusação de tentar destruir provas buscadas pela PF. O ex-diretor da Petrobras recebeu um jipe Land Rover Evoque de Youssef, no valor de R$ 250 mil.

Costa alega que o Land Rover Evoque foi pagamento por consultorias prestadas, mas a PF tem dúvidas sobre essa alegação.

Até as 12h, a PF havia prendido em São Paulo um doleiro ligado à doleira Nelma Kodama. Ela foi presa no último dia 19 quando tentava deixar o país com 200 mil euros escondidos na calcinha. Kodama e Youssef já tiveram negócios associados, mas tudo indica que operam em redes separadas atualmente.
Ao todo, os policiais cumprem 24 mandados, sendo dois de prisões temporárias, seis conduções coercitivas -quando o investigado é procurado e obrigado a depor- e 16 de buscas em São Paulo, Campinas, Macaé, Niterói e Rio de Janeiro. Originalmente, eram 24 mandados, mas houve duas conduções coercitivas e uma busca a mais.

"O material arrecadado hoje contribuirá para os relatórios finais dos inquéritos em andamento", informou a PF.
Até a publicação da reportagem, a Folha não havia localizado ninguém da Petrobras e da Ecoglobal para falar sobre a operação.

Com colaboração de FERNANDA ODILLA, de Brasília, e OSNI ALVES, do Rio. 

Responsáveis por um terço das doações eleitorais são fornecedores da Petrobrás - Super Zombie Company.




Do total de doações nos pleitos de 2010 e 2012, 30% veio de fornecedores da estatal
JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO, DANIEL BRAMATTI, DIEGO RABATONE, LUCAS DE ABREU MAIA - O Estado de S.Paulo

De cada R$ 10 doados por empresas a candidatos e comitês nas eleições de 2010 e 2012, R$ 3 vieram de fornecedores da Petrobrás. Maior companhia brasileira, a estatal está no centro da mais ampla rede de financiamento privado de campanhas eleitorais no Brasil. Detentores de contratos com a companhia petrolífera desembolsaram ao menos R$ 1,4 bilhão em contribuições às campanhas de postulantes a presidente, governador, prefeito, deputado e senador.


Isso não implica que a Petrobrás tenha direcionado as doações - a legislação proíbe que empresas que tenham participação societária do Estado financiem campanhas eleitorais. Tampouco denota ilegalidade. Mostra, porém, o potencial de alcance político e econômico da estatal e ajuda a entender os temores de parte da classe política com a instalação de uma CPI da Petrobrás.
Levantamento conjunto do Estadão Dados e da Transparência Brasil revela que 4.792 candidatos e comitês partidários receberam recursos de empresas contratadas pela Petrobrás nos últimos quatro anos. Nas eleições parlamentares e para governos de 2010, 1.778 candidatos/comitês receberam desses fornecedores. Na disputa municipal de 2012, foram 3.014 os beneficiários. Os valores doados pelos fornecedores da Petrobrás constituem uma estimativa conservadora: o levantamento levou em consideração só os contratos assinados a partir de 2010.

Pontaria. Além de volumosa e extensa, a rede de doações é certeira. Dos 513 deputados federais eleitos em 2010, nada menos do que 330 contabilizaram doações de empresas privadas que mantêm contratos com a Petrobrás. Juntos, receberam pelo menos R$ 78 milhões para ajudar a bancar suas candidaturas. O valor pode ser ainda maior, porque não inclui as doações dessas empresas a comitês partidários, que podem beneficiar mais de um candidato.

A regra dos doadores é ter um pé em cada canoa partidária. Tornam-se, assim, centopeias político-ideológicas. O dinheiro foi doado indiscriminadamente tanto a partidos que apoiam o governo federal quanto a legendas que lhe fazem oposição. Nada menos que 24 siglas receberam recursos em 2010, e 26 em 2012.
Rateio. Nas eleições realizadas há quatro anos, candidatos e comitês do PT, que disputava o terceiro mandato presidencial consecutivo, receberam 25% do valor total doado pelos fornecedores da Petrobrás. Já o PSDB, principal partido da oposição e havia oito anos distante do Planalto, ficou com uma fatia levemente inferior: 24%.

Levando-se em conta as disputas pelos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, candidatos do PT receberam em 2010, em conjunto, R$ 224 milhões de empresas ligadas por contratos à Petrobrás. As doações para tucanos somaram R$ 210 milhões. 
O PMDB, que tem influência em diretorias da Petrobrás e é segundo maior partido da base governista, recebeu menos recursos do que o oposicionista PSDB em 2010: R$ 165 milhões, o equivalente a 19% do total.

Nas eleições de 2012, PT e PMDB ficaram com uma parcela maior dos recursos: 31% e 16%, respectivamente. Já o PSDB levou apenas 13%.
A lista dos fornecedores que fazem doações para campanhas tem 2.265 empresas. A maioria, porém, faz contribuições relativamente pequenas - apenas 117 empresas desembolsaram mais de R$ 100 mil. A concentração de poder no topo é alta: 81% dos recursos doados (mais de R$ 1,1 bilhão) saíram dos 50 maiores fornecedores.

Na lista dos maiores doadores estão as grandes empreiteiras do País, que têm outras fontes de recursos públicos e interesses em diversas áreas do governo, não apenas no setor do petróleo. Isso explica o fato de, em alguns casos, as doações eleitorais serem superiores aos valores dos contratos firmados com a Petrobrás.

Ganhar salário mínimo na Suíça garante 5 vezes a renda per capita do brasileiro.Isso que é produtividade!!!!!!!!!!!!




Nações ricas debatem a adoção de salário mínimo



Por Assis Moreira | De Genebra
A instauração de salário mínimo está voltando à moda em países desenvolvidos, para combater a crescente desigualdade de renda e também impulsionar o consumo. O governo da Alemanha, maior economia da Europa, aprovou ontem projeto para a criação do mínimo, pelo qual a hora de trabalho passa a ser de pelo menos € 8,50, comparada a quase € 10 na França e no Reino Unido.

A Suíça, um dos países mais ricos do mundo, vai colocar em votação em maio uma iniciativa popular propondo que a hora de trabalho seja fixada em pelo menos 22 francos suíços. Isso resulta num salário mensal de 4 mil francos (US$ 4.526,00) - o que significaria o maior salário mínimo do mundo.
Mesmo nos Estados Unidos, marcado pela flexibilidade no mercado de trabalho, alguns Estados e cidades como Nova York planejam introduzir um piso, e com isso aumentar a hora de trabalho para cerca de US$ 10, comparada a cerca de US$ 7 atualmente, na média.

O objetivo comum é combater a desigualdade crescente de salários e a multiplicação dos chamados "working poor", ou seja, pessoas que têm rendimentos abaixo do nível da pobreza mesmo trabalhando em tempo integral. Isso ocorre com mais frequência nos países anglo-saxões.

Empresários reagem, estimando que o salário mínimo obrigatório deverá se traduzir por menos postos de trabalho e, indiretamente, mais desemprego. Na Alemanha, 10% das empresas ameaçam demitir.
Mas para o Partido Socialista alemão, que fez da introdução do piso salarial o tema central de sua campanha eleitoral, o instrumento vai favorecer a demanda e diminuir a ajuda pública. Atualmente, 1,3 milhão de assalariados recebem ajuda do Estado porque não ganham o suficiente para viver corretamente. Isso custa € 11 bilhões por ano aos cofres públicos. Com o salário mínimo, a ideia é que parte dos assalariados não precise mais recorrer a complemento de renda.

Ao contrário do que as empresas desejavam, nenhum setor profissional será excluído e terá que respeitar o mínimo. Ficam de fora apenas duas categorias: os jovens com menos de 18 anos que não terminaram sua formação e, durante seis meses, desempregados de longa duração que conseguirem um posto de trabalho.
Na Suíça, o referendo será no dia 18 de maio e pesquisas mostram que a iniciativa poderá passar com 52% de "sim".

O setor privado avisa que, se isso ocorrer, trabalhos hoje ainda efetuados por pessoas poderão ser deslocados para o estrangeiro ou realizados por máquinas, se a iniciativa popular for aprovada. Os empresários alegam que a adoção pode também forçá-los a aumentar os preços e afetar sua competitividade. Os agricultores suíços, que pagam menos a seus trabalhadores, normalmente estrangeiros, também são contra o salário mínimo.

Na Europa, o valor do salário mínimo nos países onde é estabelecido na lei varia bastante. Na Romênia, pode representar apenas 25% do pagamento médio no país. Na Irlanda, chega a ser a metade, conforme sindicatos.

Formalmente, segundo a Comissão Europeia, o salário mínimo no bloco varia de € 159 na Bulgária a € 1.874 em Luxemburgo. Quando ajustado o diferencial de preços (em alguns países com salário pequeno, os preços também são baixos), a disparidade é reduzida de 1 para 12 a 1 para 5 em termos de poder de compra.

Em 2012, o nível do salário mínimo na Europa variava de 30% a 50% dos ganhos brutos na indústria da construção e serviços.

Brasil tem roupas mais caras do mundo, aponta ‘Índice Zara’ - Dale Brasil !!





Em média, produtos no País são 21,5% mais caros que nos EUA; valores dependem dos custos do país, diz rede 

Cley Scholz e Dayanne Sousa, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O excesso de impostos e de burocracia colocou o Brasil, de novo, na liderança de um ranking que compara o preço de produtos aqui e lá fora. Depois do índice ‘Big Mac’ e, mais recentemente, dos índices ‘iPhone’ e ‘Play Station’, agora foram as roupas da varejista espanhola Zara que levaram o País para a lista dos mais caros do mundo.

O relatório, assinado por Fabio Monteiro e Thiago Andrade, levou em conta 14 itens diferentes vendidos na Zara, de blazers a sapatos. Por exemplo: um vestido que nos EUA custa US$ 79 e na Espanha, onde fica a matriz da rede, ele é vendido por US$ 55,1, está nas araras das lojas brasileiras por US$ 171,6. Na Suíça, segunda colocada do ranking, o cliente pagaria US$ 90,4.Pesquisa feita por analistas do banco BTG Pactual em 22 dos 87 países em que a grife está presente revela que o Brasil é o lugar onde os produtos da marca são os mais caros, em dólares. Em média, os preços da Zara no Brasil são 21,5% superiores aos das lojas americanas da marca, usadas como base de comparação.

Considerando-se a paridade por poder de compra, para descontar a influência cambial, o Brasil parece ainda mais caro, embora deixe de ser o líder do ranking, perdendo apenas para a Polônia. Neste caso, os produtos aqui são 49,4% mais caros que os dos EUA. Na lojas polonesas, o índice é de 54,2%. "Ainda assim, fica claro que vestuário no Brasil é muito mais caro do que no resto do mundo", afirmam Monteiro e Andrade.

Em nota, a Zara explicou que "estabelece seus preços de maneira independente para cada mercado, mantendo sempre o mesmo posicionamento comercial baseado na ofertas das últimas tendências da moda, em produtos de qualidade e em preços atrativos". Segundo a varejista, essa política leva em conta as características de cada mercado, seus níveis de preço e custos.

Concorrência. O preço a que as roupas são vendidas no Brasil voltou à tona no mês passado com a barulhenta estreia da rede americana Forever 21 em São Paulo e no Rio. Com preços baixos, a varejista atraiu milhares de clientes, que fizeram filas de até três horas para entrar na loja. O levantamento do BTG aproveitou essa discussão para identificar o custo do ambiente de negócios no Brasil. Segundo os analistas, entre as principais dificuldades do mercado brasileiro estão os pesados impostos de importação, a diferença climática em relação ao hemisfério norte e os entraves para se produzir no País.

"Hoje o produto têxtil que chega ao Brasil tem uma taxa de importação que beira os 35%. Há todos os impostos que vêm em cascata, que incidem sobre o valor aduaneiro e acabam elevando o preço do produto", afirma o presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil, José Luiz Cunha.
A pesquisa não surpreendeu empresários do varejo. "A carga tributária já ficou até em segundo plano, pela complexidade da regulamentação do nosso mercado e até pelo custo de se pagar impostos no Brasil", diz Flávio Rocha, presidente da Riachuelo.

Para o banco, a entrada de varejistas estrangeiras exigirá uma reação das empresas brasileiras, mas há tempo para isso. Os analistas dizem que é longo o período de aprendizado de redes internacionais no Brasil. "O número de lojas sendo abertas por Forever 21, GAP, Topshop e outras ainda é pequeno e elas estão concentradas em grandes cidades."/ COLABORARAM LUIS PHILIPE SOUZA E LETÍCIA AUTRAN, ESPECIAL PARA O ESTADO

Os 5 maiores inimigos do investidor que quer ficar rico na bolsa





O excesso de confiança é um dos inimigos dos investidores, explica um educador financeiro 
Por Leonardo Pires Uller

SÃO PAULO – Escolher as melhores ações, comprá-las em seu menor preço e vendê-las no mais alto, ganhar muito dinheiro mesmo em momentos de queda generalizada. Quem não deseja investir assim? No entanto, ser um grande investidor não é tão simples quanto parece e muitas pessoas acabam se perdendo no meio do caminho. O InfoMoney conversou com educadores financeiros que listaram os maiores inimigos do investidor de sucesso na bolsa.

Excesso de confiança
O educador financeiro André Massaro explica que “uma das piores coisas que pode acontecer é um investidor fazer um excelente negócio logo em seu primeiro trade na bolsa”. Ele destaca que, com muita confiança, os investidores acabam não fazendo a "lição de casa" direito e pesquisando como deveriam. Assim, a chance dos próximos investimentos darem errado aumenta bastante.

Preguiça
Outro inimigo relacionado ao excesso de confiança e falta de pesquisa é a preguiça. “Muitas vezes o investidor vai em fóruns buscar as sugestões de outros pequenos investidores, ao invés de tentar estudar por conta própria. Isso é preguiça”, comenta o educador financeiro Antonio de Julio. Ele afirma ainda que nem sempre as informações compartilhadas são confiáveis ou corretas, por isso o investidor deve ficar atento com o que lê na internet - o melhor é sempre buscar informações de analistas e profissionais que tenham experiência com este tipo de mercado.

Expectativas exageradas
Massaro comenta que as pessoas costumam entrar na bolsa esperando ter ganhos muito fora da realidade, e achando que sempre vão acertar. “O erro é inevitável e o principal problema de ter expectativas exageradas é que quando o erro chegar, a pessoa fica abalada psicologicamente e não investe mais”, descreve o especialista.

Ansiedade
Outro erro muito comum, que acontece principalmente com o investidor iniciante, é ser muito ansioso e confundir ociosidade com falta de produtividade, afirma Antonio de Julio. O educador exemplifica: “esse é o caso daquele investidor que vê o mercado inteiro caindo, mas mesmo assim decide que tem que fazer alguma coisa para tentar ganhar dinheiro. Na maioria das vezes isso vai dar errado e ele só vai perder”.

Falta de disciplina
“Para estreantes é importante não entrar com muito dinheiro, ter disciplina e começar aprendendo”, explica Antonio de Julio. O educador destaca que é importante ter a disciplina de esperar o melhor momento para investir e estudar bastante antes de realizar grandes movimentações no impulso. "A falta de disciplina pode levar a erros irreversíveis", alerta.

Prejuízo da OGX foi o maior de toda a Bolsa desde 1986; veja ranking - Maior Zombie da História,





Em 2013, petrolífera de Eike Batista mostrou prejuízo de R$ 17,4 bilhões; "top 10" das maiores perdedoras da história traz outro resultado do ano passado
Por Leonardo Silva |

SÃO PAULO - A temporada de resultados do último trimestre de 2013 está chegando ao fim, restando poucas empresas para divulgar o balanço anual, mas já podemos ver alguns recordes negativos. O principal deles ficou com a OGP Participações, a ex-OGX Petróleo (OGXP3), que mostrou prejuízo de R$ 17,43 bilhões no período, o maior da série histórica da consultoria Economatica, iniciada em 1986.

A temporada de 2013 também trouxe outra companhia para o "top 10" das perdedoras, mostra levantamento da Economatica: é a Eletrobras (ELET3, ELET6). Com resultado negativo de R$ 6,28 bilhões nos 12 meses, a estatal de energia elétrica ocupa o 5º lugar dentre as maiores perdas desde 1986.
Dos 10 maiores prejuízos apresentados, 4 são de empresas que não existem mais: Banco Nacional em 1995, Banestado em 1998, Savarg em 2002 e Aracruz em 2008 (veja a lista completa abaixo).


Maiores Prejuízos Anuais da Bovespa desde 1986
Posição Empresa Prejuízo Líquido
(em R$ bilhões) Ano do
Resultado
 1 OGX Petróleo 17,435 2013 
 2 Banco do Brasil 7,526 1996 
 3 Banco Nacional 7,325 1995 
 4 Eletrobras 6,879 2012 
 5 Eletrobras 6,287 2013 
 6 Banco do Brasil 4,253 1995 
 7 Aracruz 4,213 2008 
 8 Cesp 3,418 2002 
 9 Savarg 2,868 2002 
10 Banestado 2,861 1998 
Fonte: Economatica


Com o prejuízo da OGX, as empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, já somam prejuízo de R$ 20,55 bilhões nos resultados de 2013. MMX Mineração (MMXM3, prejuízo de R$ 2,057 bilhões em 2013), Eneva (ENEV3, R$ 942 milhões), que no ano passado deixou de se chamar MPX Energia, e Prumo Logística (LLXL3, R$ 116 milhões), a antiga LLX Logística, já divulgaram seus balanços, faltando apenas a CCX Carvão (CCXC3) e OSX Brasil (OSXB3). Elas soltarão seus números de 2013 nos dias 14 e 16 de abril, respectivamente

Sobre a Prumo, vale lembrar que a partir de sexta-feira as ações da companhia mudarão de código na Bovespa, abandonando o antigo LLXL3 para virar PRML3.