"Deixe o colar de ouro em casa", diz Bloomberg aos turistas que virão para o Copa - Zombie Brasil





Reportagem levanta os números alarmantes da criminalidade no Brasil 
Por Luiza Belloni Veronesi 

SÃO PAULO - O desafio de realizar a Copa do Mundo no Brasil voltou a ser questionado por tablóides internacionais. Além dos atrasos constantes para a finalização das obras para o mundial, os olhos dos estrangeiros estão voltados para um grave problema bem conhecido pelos brasileiros: a falta de segurança.
Uma reportagem publicada no site da norte-americana Bloomberg alertou seus leitores sobre os riscos dos turistas durante o mundial. Entitutlada “Indo para a Copa do Mundo? Deixe o colar de ouro em casa”, a matéria mostra um panorama do aumento da violência no País.

“O crime de rua está crescendo no Rio de Janeiro, maior destino turístico do Brasil”, enfatiza a publicação. “Os assaltos aumentaram 19%, pulando para 37.412 casos, de acordo com dados oficiais. Isso é o dobro da quantidade em Nova York e Cidade do México.”

Segundo a Bloomberg, os crimes cresceram 49% nas principais áreas turísticas da cidade que abrigará a final do evento, que inclui bairros como Copacabana, Flamengo e Ipanema, e lembra que as praias destas regiões sofrem frequentemente incidentes “conhecidos como ‘arrastões’”.

O título da reportagem, inclusive, remete a um exemplo recente da falta de segurança no País, quando uma brasileira perdeu seu colar de ouro para um ladrão durante uma reportagem para a rede Globo - que contava exatamente sobre a violência no País.

Para o mundial, o governo garantiu policiamento em torno dos estádios e em outras áreas turísticas. Estão previstos quase 7.000 policiais militares, incluindo mais 2.000 que tiveram suas férias adiadas. A publicação reconhece que a presença da polícia no Rio de Janeiro tem crescido nos preparativos para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos, em 2016.

Motivos para a criminalidade
A Bloomberg também levantou algumas questões que possam justificar o aumento da criminalidade no Brasil. Os motivos variam desde o uso de drogas, especialmente o crack, até corrupção, falta de emprego e pobreza.

“A desaceleração na economia contribuiu para um sentimento de que está desaparecendo oportunidades”, disse a diretora-executiva de um grupo de defesa que trabalha em comunidades, Theresa Williamson à Bloomberg. “Além de uma educação deficiente, o País ainda sofre com falta de saneamento básico, coleta de lixo e energia elétrica.”

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