É tudo por dinheiro e poder nas empresas - Corporate Zombies !!




Jeffrey Pfeffer, o crítico do mundo corporativo da Universidade Stanford, investiga em seu novo livro os jogos de poder, a atuação subserviente dos líderes e como os jovens entram desavisados nesse esquema

Dalen Jacomino
Jeffrey Pfeffer, professor de comportamento organizacional na Escola de Negócios da Universidade Stanford

Jeffrey Pfeffer, professor de comportamento organizacional na Escola de Negócios da Universidade Stanford, é autor e coautor de 13 livros, entre eles Poder – Por Que Alguns Têm (Ed. Best Business) e A Verdade dos Fatos (Ed. Campus/Elsevier)
São Paulo - O americano Jeffrey Pfeffer é um estudioso dos temas liderança e relações de poder. Segundo ele, a ideia de que as empresas estão mais dinâmicas e horizontais é ilusão. “O sistema de comando e controle é o mesmo. O que muda é o discurso persuasivo dos líderes”, diz.

Pfeffer concluiu, em maio, seu novo livro, Leadership B.S: Why Workplaces and Careers Suffer — And What to Do About It (“Bacharelado em liderança: por que ambientes de trabalho e carreiras sofrem — e o que fazer sobre isso”), que deve ser lançado nos Estados Unidos no fim do ano. O título tem um trocadilho, já que “B.S” em inglês também é uma abreviação de bullshit (“besteira”).

Pfeffer não confirma, mas também não desmente o duplo sentido e afirma que apenas expõe a atitude subserviente dos líderes e mostra como lidar com isso. 

Há quem defenda que as organizações estão mais dinâmicas e menos verticais. Trata-se de uma percepção equivocada?

Jeffery Pfeffer - Acredito que sim. As empresas ainda têm apenas um presidente. E frequentemente, como sabemos, o CEO é um homem. Mark Zuckerberg, líder e fundador do Facebook, vai dizer que está tentando mudar isso, mas não tem sido bem-sucedido. Os maiores salários das organizações ainda vão para o pessoal de cima da pirâmide organizacional, e os menores, para o pessoal de baixo.

As pessoas ainda estão lutando e tentando subir na hierarquia organizacional, como sempre fizeram. Há mais conversa sobre mudanças nos sistemas de hierarquia do que evidências de que essas mudanças realmente aconteceram.

Por que ainda prevalece esse sistema hierárquico tradicional? Não existem novos modelos?

Jeffery Pfeffer - Há pesquisas que confirmam que, apesar do que as pessoas dizem, quando damos uma opção de fato, elas preferem a hierarquia, inclusive as pessoas na linha de frente das empresas. Se damos uma tarefa ou uma meta às pessoas, elas imediatamente se organizam de forma hierárquica. Portanto, continuamos num sistema fortemente baseado na hierarquia porque as pessoas, no fundo, preferem assim.

Mas não é mais uma questão de hábito do que de escolha?

Jeffery Pfeffer - Desde criança vivemos em sistemas hierárquicos. A família tem uma estrutura: avó, avô, pais, filhos. Há muitas pesquisas que confirmam que preferimos aquilo que nos é familiar, conhecido.

Falando de novos modelos organizacionais, a holocracia, por exemplo, tem uma proposta de maior divisão de poderes. Não é verdade?

Jeffery Pfeffer - Antes de tudo, a holocracia não é algo novo. A ideia de ter uma organização mais plana ou com maior distribuição de poder é antiga. Você pode, sim, experimentar certas estruturas por um período de tempo. Quando ouço essas propostas, minha primeira sugestão é: vamos observar e ver quanto tempo vai durar. Em geral, é algo passageiro.

E as propostas de gestão, em tese, novas de Google e Facebook?

Jeffery Pfeffer - Se você der uma olhada atenta aos movimentos do Google e do Facebook, verá que os fundadores das duas empresas acabaram de estruturar uma classe especial de ações para garantir que eles [Sergey Brin e Larry Page, no caso do Google, e Mark Zuckerberg, no caso do Facebook] não possam ser destituídos do comando da companhia que criaram. Mark Zuckerberg, em particular, acredito que deve ter aprendido com o exemplo de Steve Jobs, que foi destituído, anos atrás, da direção da Apple pelos acionistas.

Então, essas são companhias muito hierárquicas. Seus fundadores tomaram todas as medidas para que permaneçam no controle. Posso dizer que, ao conversar com profissionais que trabalharam ou trabalham para esses empresas, as políticas internas são agressivas. São companhias que fazem Maquiavel parecer ingênuo.

Existem empresas inovadoras na forma como lidam com o poder e as estruturas de comando?

Jeffery Pfeffer - Certamente devem haver exemplos, mas eu não conheço. Seres humanos são seres humanos. Dê uma olhada nas religiões. A Igreja Católica, por exemplo, é extremamente hierárquica. Ou então nos times esportivos — eles são totalmente hierárquicos. Há exceções? Com certeza. No Brasil, Ricardo Semler é provavelmente uma exceção. Mas, no mundo prático, você olha a realidade empírica, e não as exceções.

Há pessoas que têm câncer e entram espontaneamente num processo de cura. Mas, se alguém tem câncer, eu não recomendaria que se sentasse e esperasse por uma cura espontânea, e sim que buscasse o tratamento necessário. 

Como o senhor avalia a relação entre poder e ética no mundo corporativo de hoje?

Jeffery Pfeffer - Vivemos num mundo em que as pessoas falam muito mais sobre ética do que praticam. Recentemente acompanhamos a história de empresas do Vale do Silício acusadas por funcionários de controlar os valores de salários do mercado, como um cartel. Steve Jobs e Eric Schmidt [do Google] estavam envolvidos. O fato é que, se você é um milionário, sempre é perdoado.

Como recentemente disse a uma pessoa — e que tenho certeza não me fará muito popular —, nos tempos antigos, há milhares de anos, se você fosse alguém de posses poderia ir à Igreja Católica e comprar sua indulgência. E a versão moderna para isso é: se você fez muito dinheiro, pode ir para a universidade, colocar seu nome num prédio e tudo será perdoado. Se você estiver atento ao que as pessoas fazem, e não ao que elas dizem, vai sacar que tudo gira em torno do dinheiro. Tal como sempre foi.

Se a hierarquia continua a ser a mesma, quais são as qualidades para ser bem-sucedido agora?

Jeffery Pfeffer - As qualidades necessárias para ser bem-sucedido estão ligadas a energia, resistência, persistência. Uma das características mais importantes é a resiliência, ser capaz de continuar e superar os obstáculos. 

O senhor diz, em suas aulas, que muitas vezes as pessoas decidem voluntariamente trabalhar com chefes difíceis. Por quê?

Jeffery Pfeffer - As pessoas querem estar associadas ao sucesso. Elas querem estar ligadas a uma organização bem-sucedida, a uma equipe bem-sucedida, então, para conseguir isso, são capazes também de trabalhar com chefes difíceis. 

Em um de seus textos o senhor escreve: “Teóricos do evolucionismo perceberam que o que é bom para a sobrevivência e o sucesso 
do indivíduo não é necessariamente bom para o grupo. O surpreendente é que há pouca literatura de gestão e liderança que discuta essa tensão na vida organizacional”. Por que se fala tão pouco desse assunto?

Jeffery Pfeffer - Acabei de escrever um livro sobre o tema. O título será Leadership B.S: Why Workplaces and Careers Suffer — And What to Do About It. É um ataque à indústria da liderança. O problema dessa indústria e o que me fez pensar em escrever o livro é que gostamos de contar a nós mesmos histórias com final feliz: pensar como o mundo deveria ser, como inspiração. E nada disso nos ajuda, porque no final das contas enviamos pessoas para o mercado de trabalho totalmente despreparadas para a realidade das organizações. Logo, elas perdem seu trabalho.

Pesquisas mostram que hoje os estudantes têm maior nível de narcisismo, principalmente quando se trata de alunos de MBA. O que explica isso?

Jeffery Pfeffer - Um dos problemas é ter ouvido por tanto tempo quão maravilhosos são. Outra questão é o fato de que acostumamos essa geração a receber um prêmio toda vez que fez algo bem-feito. A maioria dos jovens não teve a oportunidade de desenvolver as qualidades que mencionei — energia, resistência, persistência —, importantes para o sucesso. A única maneira de desenvolver resiliência é passando por reveses e sobrevivendo a eles.

O que é necessário para se tornar um bom gestor?

Jeffery Pfeffer - Acredito que o contato direto e pessoal ainda é muito importante. Então, quando você conversa com as pessoas, deveria olhar nos olhos delas e parar de ficar mexendo em seu aparelho eletrônico. Não há substituto para o contato direto.

Por que muitas empresas ainda cometem tantos erros — até quando são lideradas por profissionais empenhados, inteligentes, sérios, que se dedicam a fazer a coisa certa?

Jeffery Pfeffer - Uma das questões relacionadas à pergunta é o fato que o management [gestão] nunca se tornou uma profissão. Por exemplo, se você for ao médico num país decente, pode estar razoavelmente seguro de que o profissional frequentou uma escola de medicina, passou por um exame para obter licença de trabalho e tem um nível mínimo de conhecimento e habilidades. Já para ser um gestor, um líder, não é preciso saber nada, aprender nada. Talvez você tenha conhecimento e habilidades, talvez não. Não há barreiras de entrada, não há requisitos, não há exigências para que se mantenha atualizado com a literatura, por exemplo. Portanto, existem muitas pessoas que não sabem nada, ou são muito desatualizadas, e estão liderando organizações. Cedo ou tarde essa incompetência virá à tona.

E como ficam as escolas de negócio nesse contexto. Não estão ensinando?

Jeffery Pfeffer - Não posso opinar sobre as escolas de negócios no Brasil, mas posso falar sobre as dos Estados Unidos, onde são mais uma ocasião para participar de festas, beber e se divertir. Tudo isso a um custo bem caro, diga-se.

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Como Lidar com chefes despreparado.



São Paulo - Chefes competentes não são sinônimo apenas de negócios bem-sucedidos. Eles também estão por trás da produtividade e da saúde de uma equipe.


No entanto, muita gente passa longe desses bons exemplos - e tem que conviver com chefes instáveis, confusos, inseguros ou ausentes.

Pessoas lideradas por maus gestores perdem motivação, produzem menos e, em casos extremos, podem até adoecer. Mas o que fazer se você está sofrendo em alguma medida sob uma gestão ineficaz?

Para responder a essa pergunta, EXAME.com conversou com Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos. Veja a seguir alguns conselhos do especialista para lidar com essa situação:

“Meu chefe muda constantemente de ideia e não consigo concluir nenhum projeto”
Se o gestor for despreparado apenas do ponto de vista técnico, a melhor alternativa é ajudá-lo a se desenvolver. “Em vez de lutar contra um chefe indeciso, é importante lembrá-lo sobre os objetivos originais da área”, orienta Rubens.

Já no caso de um problema de ordem emocional, a recomendação é se preparar para viver uma situação-limite. “Você deve ser paciente e lembrar que essa situação é temporária”, afirma o especialista. Mais cedo ou mais tarde, ou ele será deposto, ou você encontrará um emprego melhor.

“Não recebo orientação nenhuma para fazer o meu trabalho”
Organizar e gerenciar suas próprias entregas é uma boa ideia sempre - sobretudo se não há diretrizes claras por parte da liderança.

Se há silêncio por parte do chefe, o ideal é buscar o diálogo. “Você deve se comunicar, se ele não consegue, e precisa saber quais são as perguntas certas”, aconselha o especialista.

“Nossa equipe não tem apoio nenhum da liderança para resolver conflitos”
Se o seu gestor não ajuda a solucionar problemas de relacionamento entre colaboradores, o melhor a fazer é evitá-los. “Só brigue pelo que está relacionado ao objetivo do seu trabalho”, aconselha Rubens.

Segundo ele, disputas pessoais e “picuinhas” devem ser ignoradas. “Tudo o que não está ligado ao seu resultado não importa”, diz o sócio da Ynner.

“Meu chefe me interrompe o tempo todo”
Líderes ansiosos não deixam a equipe trabalhar em paz, fazendo perguntas constantes sobre o andamento do processo. O melhor a fazer, de acordo com Rubens, é buscar o autogerenciamento. “Se você tem claras as suas tarefas e os seus objetivos, fica bem mais fácil lidar com um chefe inseguro”, explica.

Para aplacar toda essa ansiedade, vale combinar prazos intermediários e finais com ele, comunicando os objetivos e as tarefas do dia. “Gerenciar o seu chefe contribui para ajustar expectativas a condições razoáveis”, conclui o especialista.

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Copa deixa você mais pobre. E mais feliz - Zombies Politics



Quando um país recebe o mundial, os ganhos não cobrem os gastos com estádios. Mas o grau de felicidade da população aumenta. E isso também pode ser medido em números

por Simon Kuper*

No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou: "A grana está vindo!" Eles estavam expressando algo que os brasileiros devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do Mundo, políticos tecem loas à "bonança econômica". Falam das hordas de turistas prontos para gastar os tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa. 

Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não vai deixar os sul-africanos pobres vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico. 

Tipicamente, um país prestes a receber um mundial paga para que economistas-fantoches publiquem estudos dizendo que a copa vai impulsionar a economia. Já a maioria dos economistas de verdade - pagos por universidades para escrever sobre o que realmente acreditam - pensa o inverso. E faz as perguntas que os promotores de novos estádios não gostam: de onde veem os trabalhadores temporários que vão participar dessas construções? Eles não tinham emprego antes? Isso não vai deixar outras áreas com menos trabalhadores experientes? E tem mais.

Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. Pior: estádios novos quase nunca produzem os benefícios prometidos. A maior parte acaba usada poucas vezes por ano. É preciso que fique claro o que significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência. Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes (que ganham arenas e reformas de graça) e os torcedores (que aproveitam as casas novas ou renovadas de seus times). Depois que o contribuinte pagou por estádios melhores, provavelmente mais pessoas vão querer ver jogos neles. O Brasil pós-2014 deve testemunhar o mesmo que aconteceu na Inglaterra após a melhoria dos estádios no começo dos anos 90: a chegada de mais torcedores de classe média, de mulheres, e públicos maiores nos jogos. É verdade que a Inglaterra é mais rica que o Brasil e pôde bancar isso. Mas o Brasil hoje é mais rico que os estádios dilapidados que tem. 

O preço da felicidade

Se o público do futebol crescer após 2014, porém, isso não vai significar um impulso na economia. Só uma transferência da riqueza brasileira como um todo para o futebol brasileiro. Mas o país ganha um belo extra: felicidade. O economista britânico Stefan Szymanski e seu colega Georgios Kavetsos pesquisaram dados de felicidade da população na Europa Ocidental entre 1974 e 2004, com questionários que buscam tabular isso em números, e descobriram que, depois que um país recebe um torneio como o mundial ou a Eurocopa, seus habitantes se declaram mais felizes.

O salto de felicidade é grande. O europeu médio reporta um grau de felicidade duas vezes maior por seu país ter sediado uma grande competição do que por ter feito curso superior. Para ter o mesmo impulso no grau de felicidade, só se a pessoa recebesse um grande aumento de salário. E esse ganho persiste: 4 anos depois de uma copa, cada grupo de indivíduos pesquisados estava mais feliz do que antes do torneio. 

A razão disso, ao que parece, é que sediar um mundial faz com que os habitantes sintam-se mais conectados uns aos outros. Uma copa faz isso mais do que qualquer outro projeto que possa existir nas sociedades modernas. Além disso, a nação anfitriã provavelmente ganha em autoestima pelo fato de ter organizado o torneio.

Dá para argumentar que o Brasil tem coisas mais urgentes. Da mesma forma que os sul-africanos, os brasileiros podem perguntar quantas casas ganhariam sa-neamento básico com o dinheiro público que irá para a construção de estádios. E serão R$ 5 bilhões, quase 3 vezes mais do que o previsto em 2007, quando o Brasil ganhou a disputa para virar sede. 

O mais importante, porém, é entender qual é o propósito de uma copa. Se é para a felicidade geral da nação, faz sentido, sim, organizar a maior festa do mundo (e ninguém é melhor nesse quesito do que vocês, brasileiros). Só não esperem ganhar dinheiro com essa festa. 


* Colunista do Financial Times e autor do livro Soccernomics (editora Tinta Negra, 2010), que será lançado em junho.

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Eu Quase Falei Mal do Eike Batista



Sentei aqui para escrever um artigo falando mal do Eike Batista. Motivos não faltam: o cara montou um conglomerado onde uma empresa era cliente da outra, fazia planos megalomaníacos e colocava a letra X nos nomes dos negócios. Mas aí lembrei que moro no Brasil.

Moro em um país em que o sonho de 9 entre 10 dos nossos jovens mais talentosos é ser funcionário público, de preferência Auditor Fiscal da Receita Federal. "Esse é o Brasil", dizia o motorista do táxi que peguei semana passada, e que tinha acabado de passar em concurso para policial no interior do estado XYZ. "Todos os meus colegas já estão brigando pelos cargos", anunciava ele, "é Roubos e Furtos, é Anti-Sequestro. Eu quero ser motorista do IML, trabalhar só oito horas a cada quatro dias".

Vivo em um país onde um funcionário público que chefia 100 outros funcionários é um servidor da nação, mas um empresário que emprega 100 pessoas é um explorador do trabalho alheio. Vivo em um país em que ser capitalista - gerar empregos e pagar os impostos que alimentam o Estado - é pecado grave. É o que ensinamos há décadas em nossas escolas e universidades.

Um país em que membros de um dos poderes da República que prefiro não nomear (dica: não é o Executivo nem o Legislativo) receberam, para fazer um curso de uma semana em Miami, o valor de R$ 7.275,00 (sete mil duzentos e setenta e cinco reais ) de diária (você leu certo, mais de sete mil reais por dia). Esse é um país onde sindicatos de empregados e empresas são financiados com tributos, onde associações estudantis recebem verbas do governo, onde artistas famosos fazem shows milionários pagos pelo Estado.

É claro que a história do Eike também tem financiamento do BNDES, dinheiro de fundos de pensão estatais e envolvimento de poderosos. Mas, lembrem-se, esse é um país onde se fazem leis para determinar o tamanho padrão das mesas de sinuca dos botecos (pensam que estou brincando ? dá um Google aí - foi em São Paulo) e obrigar os pescadores de beira de praia a usar "colete flutuante com apito acoplado e tênis com sola de borracha” (no Rio de Janeiro). Enquanto isso uma obra orçada em R$ 80 milhões acaba custando quase R$ 500 milhões (Cidade da Música, no Rio), emissários submarinos jogam ao mar bilhões de litros de esgoto in natura e 50 mil pessoas são assassinadas por ano (para comparação: na Índia são 3 mil, na China 9 mil, nos Estados Unidos 12 mil).

E eu quase falei mal do Eike - um sujeito que, bem ou mal, teve a energia e a coragem para criar empresas, empregar pessoas, sonhar sonhos de produção, de criação, de enriquecimento. Pode não ter dado certo, e ele pode ter feito coisas erradas, mas assim é o capitalismo: ele deve pagar por seus erros e dívidas e sair do caminho, outros vão continuar de onde ele parou, dar um reboot nos seus sonhos. Serão minas, portos, usinas e hotéis que continuarão existindo, gerando empregos e pagando impostos.

O capitalismo não é feito só de sucesso. Ele é feito de tentativa e erro, de muitas apostas que são perdidas e algumas poucas que dão muito certo.  Deixar de entender isso, e de incentivar os poucos corajosos que ainda se dispõem a empreender, é a loucura do Brasil - uma loucura que impede o progresso e eterniza no poder uma pequena casta de privilegiados, sob o manto de um Estado que pode tudo.

Eu quase falei mal do Eike Batista.


O Autor

O Autor
Roberto Motta é carioca adotivo, engenheiro, ativista comunitário e empresário. Seus interesses são política, fotografia, literatura, tecnologia e tudo relacionado com o mar.

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Adeus, trabalho chato. É a onda opt-out - A Revolta dos Infectados !!


Cada vez mais profissionais estão abandonando o emprego tradicional. Saiba como fazer esse movimento se você também busca mais realização
Caroline Marino,



São Paulo - Um estudo feito pela consultoria Accenture com mais de 3 000 executivos de 31 países no início deste ano constatou que 59% dos homens e 57% das mulheres estão insatisfeitos com o trabalho.

Os principais motivos são conhecidos: falta de oportunidade de crescimento, falta de um plano de carreira e falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ou seja, a maioria das pessoas não gosta das condições em que trabalha e se sente desmotivada.

Diferentemente do passado, nos últimos anos os insatisfeitos estão se rebelando contra a chatice do trabalho. Há um número crescente de pessoas fazendo uma manobra muito simples: largar o emprego e partir para uma atividade totalmente diferente.

“Há um grupo significativo de homens e mulheres se revoltando contra um ambiente de trabalho ruim, que impede que eles encontrem autenticidade, equilíbrio entre vida pessoal e profissional ou algo que supra suas demandas por desafios”, diz a professora Sherry Sullivan, doutora em administração de empresas da Universidade Bowling Green, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, uma das primeiras a pesquisar esse movimento.

No início dos anos 2000, Sherry começou a estudar por que muitas mulheres americanas altamente qualificadas estavam rompendo com seus empregos e com a chance de uma promissora vida executiva para desempenhar atividades mais modestas ou que nada tinham a ver com o padrão de carreira vigente.

Elas saíam das empresas para abrir um negócio, fazer bicos ou arrumar um emprego menos desafiador, porém mais tranquilo. Nos Estados Unidos, essa revolução ficou conhecida como opt-out, algo como “optar por sair”, numa tradução livre. Com o tempo, percebeu-se que não eram poucas as mulheres que faziam movimentos de carreira desse tipo e, mais tarde, que muitos homens também estavam dando um basta em seu emprego.

Agora, isso começa a ficar claro no mercado de trabalho. “Não se pode ignorar esse movimento”, diz Lilian Guimarães, vice-presidente de gestão de pessoas do banco Santander, ela mesma um exemplo desse tipo de atitude — em 2006, interrompeu por dois anos a vida executiva para abrir uma pousada no sul de Minas Gerais. “Se as pessoas não encontrarem na empresa o que procuram, sairão em busca de outras possibilidades.”

Com certo atraso e graças à melhoria do cenário econômico, essa revolução chegou ao Brasil nos últimos anos. Hoje, o profissional brasileiro tem condições de escolher. A oferta de emprego é alta. Dados da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego caiu quase pela metade em dez anos: de 12,4%, em 2003, para 6%, em 2011.

A renda média da família brasileira também aumentou no mesmo período: de 806 reais para 1 728 reais. De maneira inédita, o brasileiro tem hoje dois trunfos. Um deles é a possibilidade de escolher um emprego melhor.

O segundo é a remuneração mais alta — não muito maior, mas suficiente para garantir a muita gente a autonomia financeira necessária para uma mudança de carreira mais arriscada. Para o trabalhador qualificado, mais disputado e mais bem pago, a situação é ainda mais favorável. 

Com tudo isso, o profissional se dá ao direito de ser exigente. Se a organização não oferece o que ele pede, os riscos de insurgência são grandes. “Quem tem talento tem opção”, diz Antonio Salvador, vice-presidente de recursos humanos da HP Brasil, fabricante de computadores.

Empreendedores

As pessoas não estão apenas trocando um emprego por outro. Muitas estão saindo para empreender. Outras, apenas pedindo demissão para depois ver o que fazer da vida — essa aposta passa por se requalificar e investir numa carreira bem diferente, ligada a áreas como saúde, terceiro setor ou economia criativa. Há ainda aquelas que não saem da empresa, mas rejeitam a lógica da ascensão corporativa.

São os profissionais que passam a fugir de atividades que impliquem aumento da responsabilidade ou da carga de trabalho. Esse tipo de movimento tanto pode ser negociado com a organização quanto pode ser voluntário: o profissional simplesmente deixa de se colocar como alternativa para uma promoção, por exemplo.

Seu objetivo é qualidade de vida. “Há muita gente que gosta do que faz e precisa apenas reduzir a carga horária para se sentir feliz”, afirma Antonio, RH da HP.

Com o objetivo de identificar essa revolução invisível no mercado de trabalho, uma dissertação de mestrado defendida em 2007 na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) pesquisou 250 ex-alunos da instituição, a maioria em cargos de gestão, e verificou que 60% deles já haviam feito algum tipo de mudança radical na carreira.

“Hoje em dia, homens e mulheres provavelmente farão, ao longo da trajetória profissional, algum tipo de interrupção”, diz Ana Carla Scalabrin, consultora de gestão de pessoas e professora da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, autora da dissertação.

Quanto mais qualificado for o profissional, maior a probabilidade de ele se rebelar. “Estamos falando de indivíduos altamente preparados, que estão saturados da pressão e do estresse do mundo corporativo”, afirma Ana Carla.

Dados da pesquisa Empresa dos Sonhos dos Executivos, realizada neste ano pela companhia de pesquisa NextView, de São Paulo, com mais de 5 000 executivos brasileiros, a maioria entre 26 e 35 anos e com diversas especializações, refletem esse cenário.

Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados se sentem pouco realizados no trabalho, 50% desejam empreender e 64% já tiveram mudanças nos objetivos de vida e no planejamento de carreira. “Trata-se de uma revolta contra o trabalho, pois as pessoas não têm satisfação nem no trabalho nem no que decorre dele”, afirma Sherry.

Além da oferta de emprego e da renda maior, há por trás desse movimento de abandono do emprego outro fenômeno, mais contemporâneo e profundo. “As relações de trabalho estão mudando”, afirma Marco Tulio Zanini, professor da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro e da Fundação Dom Cabral (FDC), de Minas Gerais. 

Conforme o mercado reflete melhor uma sociedade em que o conhecimento é o maior bem, as organizações passam a lidar com funcionários mais esclarecidos e preparados. Ao contrário do trabalhador antigo, que aceitava as ordens que vinham de cima, o profissional de hoje exige diálogo e transparência.

O contrato de trabalho baseado em autoridade está saindo de cena. No lugar, entra o acordo que tem o consenso como ponto de partida. “Em outras palavras, o jogo tem de ser bom para todo mundo”, diz Marco Tulio. Como as empresas nem sempre pensam assim, as pessoas estão pedindo as contas.

Como sair 

Obviamente, o processo de elaboração da ideia de mudar de carreira não ocorre do dia para a noite. Trata-se de um desejo que a pessoa alimenta por muito tempo. “Quando o profissional percebe que está insatisfeito, é mais fácil planejar a saída”, afirma Beth Fernandes, diretora executiva adjunta de desenvolvimento da FDC.

Quando tem tempo de programar o movimento, o profissional pode investir em novas qualificações, poupar um dinheiro para abrir um negócio ou procurar um emprego mais condizente com suas aspirações.

Se tem uma percepção mais fraca de seu descontentamento, o processo é mais doloroso. Vai conviver com situações de estresse até não aguentar mais. São casos assim que levam o profissional a deixar o emprego num rompante, sem ter nenhuma alternativa em vista.

“Você só consegue migrar para outra carreira se souber exatamente o que quer e se tiver uma rede de contatos que lhe dê oportunidades”, diz Tania Casado, professora do Programa de Gestão de Pessoas da Fundação Instituto de Administração (Progep-FIA), de São Paulo.

Para mudar, segundo ela, é preciso atentar para três pontos: os novos conhecimentos necessários para fazer a transição para outra atividade; os objetivos de vida e os valores pessoais; e quem são as pessoas com quem se deve falar para aprender e receber apoio nos primeiros passos da nova carreira.

Quando o profissional decide abandonar o trabalho tradicional para montar um negócio, em geral ele está em busca de uma atividade mais alinhada aos seus valores, de mais autonomia e da oportunidade de tocar um negócio com seu perfil de gestão. Atualmente, empreender é o sonho de 53% dos brasileiros com até 30 anos de idade.

O momento pelo qual passa o país é propício para quem deseja se arriscar num negócio próprio. “A fase atual da economia permite a volta para o mercado de trabalho se algo der errado”, diz Juliano Seabra, diretor de educação e pesquisa da Endeavor, organização que apoia o empreendedorismo.

Quando a intenção é trocar de área ou de atividade, ou sair para estudar ou fazer um ano sabático (veja a reportagem Sabático Antecipado), é sinal de que o profissional está procurando um trabalho que tenha mais significado ou seja mais desafiador. “A pessoa decide mudar de área quando não sente mais identificação com o que faz”, diz Esteban Ferrari, coach especialista em transição de carreira, de São Paulo.

Quem busca negociar na companhia uma agenda mais flexível normalmente está insatisfeito com a carga de tarefas. Para esse pessoal, um emprego que ofereça trabalho remoto pode ser a solução.

Outro aspecto desse novo cenário é que as pessoas terão uma vida profissional mais longeva, que talvez dure até os 70 anos. “Ninguém mais se aposenta aos 50”, diz Ana Carla, da FIA. Isso significa que, em algum momento dessa longa trajetória, você será obrigado a mudar, goste ou não do que faça.

E provavelmente, em algum momento entre o início e o fim da carreira, você se sentirá insatisfeito. Por isso, uma habilidade importante é criar permanentemente condições para que uma mudança ocorra.

Além de minimizar riscos de estagnação, essa capacidade permite ao profissional fazer transições tranquilas, se for necessário. O segredo é saber conectar os pontos e ter uma boa rede de contatos. “Se você iniciou a carreira como engenheiro e decidiu depois fazer medicina, o segredo é levar os conhecimentos de uma profissão para a outra, combinando as competências”, afirma Ana Carla.

Preconceito social

Embora já ocorram em grande volume, esses movimentos de guinada na carreira ainda são uma novidade para a maioria das pessoas. Por isso, quando alguém anuncia que vai largar um trabalho chato, muita gente questiona se a pessoa perdeu o juízo. Nessa hora, é comum aparecerem os rótulos de vagabundo ou descomprometido.

O preconceito inibe quem sonha em abandonar o emprego e gera dúvidas em quem decidiu enfrentar a mudança. A tendência, porém, é que esse movimento seja visto com mais naturalidade, conforme as gerações mais novas, abaixo dos 40 anos, predominem no mercado de trabalho. “O momento é de migração para essa mentalidade”, diz Tania Casado, da FIA.

Conforme essa nova forma de pensar avança, as relações de trabalho tradicionais vão sendo colocadas em xeque. E, se as companhias não perceberem isso, vão perder seus melhores profissionais. “As organizações devem repensar o trabalho para que ele propicie autenticidade, balanço e desafios a quem trabalha”, diz Tania. Um caso de empresa que compreendeu a necessidade de se apresentar de uma forma mais contemporânea é a Philips. 

Nos últimos anos, a tradicional fabricante de TVs, barbeadores e outros eletrodomésticos tem procurado atrair profissionais por meio de suas unidades de negócios de lâmpadas e equipamentos de diagnósticos médicos. A diferença está no discurso, que procura engajar o profissional à causa da corporação

. “Não falamos ao candidato que ele vai vender um produto, mostramos que ele pode contribuir para a economia de energia no planeta e para a saúde das pessoas”, diz Alessandra Ginante, vice-presidente de RH da Philips.

Sacrifícios no caminho

É preciso ter em mente que uma mudança de carreira radical pode levar mais de dois anos e nem sempre estará ancorada no apoio da família e dos amigos. De acordo com o coach Esteban Ferrari, as pessoas mais próximas são as mais resistentes à mudança e, na maioria das vezes, atrapalham a transição, principalmente quando o profissional ocupa um cargo aparentemente bom.

“Os parentes não entendem o fato de uma carreira executiva bem-sucedida ser deixada para que se comece algo do zero. A questão da estabilidade e da segurança ainda pesa muito”, afirma Esteban.

Não se trata de algo fácil, nem feito de uma hora para outra, ainda mais quando se tem um bom salário e um pacote de benefícios atrativo. Entre os sacrifícios, podem ser incluídos viver com uma renda menor, fracassar e ser colocado no limbo na empresa, caso opte por negociar uma estagnação. “Não há garantias de que a mudança será bem-sucedida”, diz Esteban.

Provavelmente, você levará um tempo para conseguir o mesmo que ganhava. Mas, se tiver consciência de todos esses pontos, se seu trabalho já não faz mais sentido e a satisfação é algo distante em sua rotina, mude. Talvez, mesmo ganhando menos, você sentirá mais prazer fazendo o que gosta do que num trabalho chato. Há um monte de gente aí fora para comprovar que essa mudança é possível. 

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Corporate Zombies na TV !!!!!


Vejam nossa entrevista realizada no dia 18 no Tela Mackenzie 31.

http://www.corporatezombies.com.br/p/videos.html#zombie

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Num evento, vai melhor beijo, abraço ou aperto de mão?




Veja qual é a etiqueta do networking perfeito para eventos em 15 toques

Leandro Quintanilha, da 
Divulgação / VOCÊ S/A
Saber como agir em eventos é a chave para o networking perfeito

Mente aberta: Entenda os eventos como uma chance de conhecer gente. Fale com desconhecidos. A conversa pode não render um negócio, mas talvez propicie uma ideia diferente.

Leve cartões de visita: Em reuniões, cartões devem ser entregues no início da conversa. Mas, em eventos, o ideal é deixar a troca para o fim. Primeiro é preciso despertar.

Comece por seu nome: Ao se apresentar, diga seu nome de forma clara e pausada, para facilitar a compreensão. Deixe o crachá do evento visível, para que os outros possam ler o que está escrito.

Tom amistoso: Após se apresentar, inicie a conversa de modo amistoso, falando sobre o evento ou do mercado. Quando sentir que o vínculo está se estabelecendo, aí, sim, trate com delicadeza de temas relacionados a seu interesse.

No alvo: Certifique-se de que o profissional em questão é realmente quem você precisa conhecer. Um cargo alto nem sempre significa que a pessoa é a mais indicada para ajudá-lo.

De leve: Pegar leve é mais interessante do que constranger uma pessoa com pedidos de ajuda muito explícitos. Prefira pedir conselhos. Se 
o interlocutor quiser tomar alguma iniciativa (como convidá-lo para uma entrevista), fará isso espontaneamente.

Como apresentar uma pessoa a um grupo: Diga o nome de todos que estão presentes lentamente, a fim de que o novato consiga memorizar. Se não lembrar o nome de alguém, pergunte na hora, admitindo não saber.

Para gravar um nome: Pergunte o nome. Caso não tenha entendido ou memorizado, pergunte outra vez sem ter vergonha. Repita em voz alta para memorizar. Olhe o crachá do interlocutor. Escreva algo no verso do cartão de visita que o ajude a lembrar da pessoa.

Conte rápido: Crie uma maneira de descrever em 30 segundos o que você e sua empresa fazem. Aperfeiçoe essa apresentação ao máximo. Ensaie antes do evento.

Não interrompa: Tente não interromper seu interlocutor, já que ele pode desejar fazer as próprias aproximações. Não apresente produtos nem catálogos — trata-se de um primeiro contato.

Como fazer uma pergunta na palestra:


• Aguarde o momento de perguntas da plateia.

• Levante o braço e manifeste a intenção.

• Ao receber a palavra, dê bom-dia e diga seu nome e o de sua empresa.

• Não precisa elogiar a organização do evento.

• Faça uma pergunta sucinta e pertinente.

• Não conte um caso pessoal nem faça piadas. 

• Não precisa agradecer.



Ouça com atenção: Demonstre interesse pelo profissional com quem conversa com perguntas sobre o trabalho dele. Dê sinais de quanto sabe a respeito do assunto que estão debatendo.

Mantenha a noção: Seja sempre delicado e educado em todas as abordagens. Por mais que necessite falar com alguém, não force a barra. Nunca aperte um braço nem cutuque. Seja sucinto ao se apresentar e deixe a pessoa reagir. Se ela não quiser falar, peça um cartão e pergunte se pode ligar em outra hora.

Pegue um ponto específico: Se você já souber o que a outra pessoa faz, puxe assunto tocando num ponto específico, de domínio do profissional.

Depois do evento: Se tiver o cartão da pessoa, envie um e-mail lembrando que vocês se conheceram no evento e, se quiser, proponha um encontro. Adicione a pessoa no LinkedIn. Ao aceitar o convite de alguém, proceda da mesma forma. 

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Como pedir feedback?


A diretora de RH da Whirlpool conta quais são as melhores ocasiões e maneiras para pedir feedback

Cibele Reschke,

São Paulo - Há décadas ouvimos falar de feedback no mundo corporativo. Novas pesquisas mostram que, para o processo ser efetivo, ter uma postura aberta no ato da avaliação é um dos pontos essenciais para que ela realmente impacte positivamente no trabalho.


A VOCÊ S/A conversou com Andrea Clemente, diretora de RH da fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, que deu algumas dicas de como pedir e utilizar o feedback da melhor maneira.

1 Demonstre abertura para receber o feedback. Esteja acessível, agradeça e reflita sobre as críticas e quais pontos devem ser melhorados.

2 Peça feedback em casos pontuais. O processo funciona melhor com  fatos e dados, com pontos específicos e exemplos. Isso facilita que você lide com a avaliação de forma prática e estipule metas concretas a melhorar.

3 O feedback deve ser feito por ambas as partes. Se você for chefe é preciso abrir espaço para isso, para que o colaborador se sinta confortável em dar uma devolutiva sobre o seu trabalho. “Ao demonstrar interesse no feedback, o gestor abre caminho para o que o subordinado também busque a ferramenta.”, afirma Andrea

4 Caso você tenha dificuldades em dar feedback pessoalmente para o seu gestor, use sua ferramentas como questionários,  pesquisas de clima ou qualquer outra ação da empresa para ouvir o funcionário.

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Veja os 5 piores perfis de profissionais - Zombie Types




Seja na hora de contratar ou de oferecer uma promoção, os perfis dos profissionais fazem toda a diferença

Daniela Carasco,

São Paulo - Seja na hora de contratar ou de oferecer uma promoção, os perfis dos profissionais fazem toda a diferença.

Alguns, inclusive, chegam a jogar contra qualquer uma das duas oportunidades.

E foi isso que o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) tentou mapear para alertar quem está entrando no mercado de trabalho ou quem quer se dar bem dentro da empresa – ou seja, todo mundo.

Depois de ouvir 6.945 pessoas, com idade entre 15 e 26 anos, a conclusão foi que os “fofoqueiros” são os mais mal vistos pela equipe, segundo 27,43% dos entrevistados. Nada mais tóxico no escritório do que aquela pessoa que sempre tem um comentário negativo a fazer sobre quem quer que seja.

Na sequência - quase empatados -, aparecem os “enroladores”, com 27,30%. Fingir estar sempre atarefado, mas nunca produzir nada e não ter nenhuma iniciativa também incomoda muito.

“Quando há uma maçã podre no círculo de convivência, todos os integrantes de uma equipe acabam contaminados. Por isso, tanto quem faz fofoca como os enroladores prejudicam o ambiente por inteiro e são mal vistos pelos colegas”, disse a coordenadora de treinamento e desenvolvimento do Nube, Yolanda Brandão, em entrevista ao Jornal O Globo.

Viver reclamando de tudo e de todos e descontar o mau humor nos colegas de trabalho também pega muito mal. Por isso, em terceiro lugar apareceu o “ranzinza”, com 22,75% dos votos.

Ainda de acordo com Yolanda, este é um tipo de comportamento bastante imaturo e que pode colocar o trabalho em risco.

Já o funcionário “pavão” conquistou a quarta posição com 13,03%. Sempre presente, é aquele que adora ser o foco das atenções e comentar seus bons resultados.

Por fim, na base da lista, com 9,49%, apareceu o “bajulador”. Tudo o que ele faz é criar laços em busca de benefícios.

Cinco rótulos extremamente prejudiciais e que, cedo ou tarde, podem destruir carreiras.

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O que fazer aos 20 para ter sucesso aos 30 anos




Para especialistas, mais do que buscar o emprego dos sonhos, jovens deveriam se preocupar em conhecer mais o mundo ao seu redor e a si mesmos

Talita Abrantes,

São Paulo - Os primeiros passos na vida adulta e na carreira são fundamentais para a definição dos contornos dos anos vindouros. Por isso, para muita gente, a fase dos 20 e poucos anos tem sido sinônimo de pressão e ansiedade.

É o desespero para conseguir o emprego dos sonhos no dia seguinte à formatura, por um lado, a angústia para ter um currículo incrível, por outro. Ao mesmo tempo em que se almeja como nunca a qualidade de vida - que, neste contexto, vira uma meta cada vez mais distante.

Começar a carreira com um bom emprego é bom. Ter um currículo recheado de experiências de fazer cair o queixo, também. Mas nada disso é fundamental para quem está na faixa etária dos 20 anos. 

Nesta fase, segundo especialistas consultados por EXAME.com, o que importa de verdade é conhecer a si mesmo e o mundo ao seu redor. Confira sete desdobramentos desta lógica que podem fazer a diferença quando você atingir os 30 anos. 

Primeiro, defina sucesso

Já se foi o tempo em que sucesso era sinônimo de muito dinheiro no banco ou um cargo de chefia no currículo. “Este era o modelo do passado, quando as pessoas eram expectadoras da carreira”, afirma Maria Cândida Baumer, da People & Results. Nesta época, a ideia de conquista na carreira, segundo a especialista, vinha de cima para baixo e, portanto, era definida pela empresa ou sociedade.

Os tempos mudaram. A concorrência por profissionais qualificados entrou para a pauta dos departamentos de RH e o volante das trajetórias profissionais virou uma responsabilidade individual. “Quando saem da lógica de expectador para a de protagonista, as pessoas começam a questionar o que é sucesso para elas mesmas”. 

Descobrir, ou melhor, lapidar esta respostas já nos primeiros anos de carreira é fundamental para que os próximos passos não sejam sem rumo. 

É fato que as bagagens que carregamos aos 20 nem sempre são suficientes para delinear com clareza onde queremos estar em dez, vinte ou trinta anos. Mas entender o que importa para você, o que te move e o que pode lhe conceder satisfação já é um bom começo. 

Para isso, olhe para si mesmo

Por outro lado, é impossível delinear estas respostas se não há uma visão clara sobre si mesmo. Por isso, nesta fase (e em todas as outras, diga-se de passagem), investir em autoconhecimento é fundamental. 

Isso implica em um mergulho para dentro de si. Mas não só. Ouvir o que os outros têm para dizer sobre você também conta muitos pontos para o resultado final da análise. “Você precisa ouvir porque do contrário não vai saber o que está fazendo errado”, afirma João Marcelo Furlan, da Enora Leaders.

Peça feedback (sem pudores)

Na década de 50, a dupla de psicólogos Joseph Luft e Harrington Ingham cunharam o conceito da Janela de Johari. A teoria afirma que, entre outras coisas, ninguém é capaz de compreender a si mesmo por completo. Neste sentido, é como se parte da nossa personalidade estivesse restrita a uma espécie de “ponto cego”. 

“Existem coisas que você sabe sobre seus comportamentos e outras que você não sabe”, explica Furlan. No entanto, para outras pessoas, tais aspectos sobre a sua personalidade podem ser mais evidentes, de acordo com o especialista. 

Com isso, o feedback emerge como uma ferramenta eficaz para que você tenha acesso aos elementos sobre si que ficam na “zona cega”. Afinal, “necessariamente há coisas sobre a gente que os outros sabem”, diz Furlan. Muitas vezes, de uma maneira mais clara do que nós mesmos. 

Por caminharem junto, amigos e familiares são ótimas fontes para descrever aquilo que você nunca enxerga sobre si mesmo. “Mas não pode pedir feedback para alguém que passa a mão na sua cabeça. Nesta hora, tem que ser o amigo que vai colocar o dedo na ferida”, afirma Maria Cândida.

Cheque as coordenadas

Com o que você gosta em uma mão e com seu padrão comportamental em outra, confirme se as coordenadas apontam para a “parede que você escolheu para colocar sua escada profissional”, como afirma Alex Bonifácio, autor do livro “Pense Grande”
“As pessoas começam a vida profissional, geralmente, encantadas por uma área para descobrir aos 40 anos que colocaram a escada na parede errada”, afirma o autor. Ou seja, aproveite seus vinte anos para amadurecer a visão sobre a trilha que você escolheu pisar. 

Então, experimente e ... experimente mais um pouco

Este é o momento para desbravar e (seguindo a mesma analogia) testar paredes, a si mesmo, a rota que decidiu trilhar ou outros caminhos no entorno. 

Quando fundou a Enora aos 25 anos, Furlan já tinha participado de um programa de trainee no Brasil e trabalhado nas Filipinas. Antes disso, em seus primeiros anos na graduação, fundou o diretório acadêmico da faculdade. “Foi um grande desafio. Fiz muita besteira, mas tive que aprender com essas limitações”, conta. 

Na maior parte das vezes, encarar novas experiências significa deixar os espaços que já são confortáveis para caminhar sobre o desconhecido, que amedronta. Mas é nesta transição que reside o aprendizado.

Citando dados do Center for Creative Leadership, Furlan afirma que, a partir de certo momento da vida, os desafios são responsáveis por 70% de tudo que uma pessoa pode aprender. “A variedade de experiências contribui para que a pessoa seja mais completa”, diz Maria Cândida. 

Foi o que a ex-CEO do Yahoo! Carol Bartz disse em 2012 aos formandos da Universidade Wisconsin Madison: “Escadas são instáveis. Faça uma carreira em pirâmide com uma base grande porque, se você mudar de ideia, pode fazer coisas diferentes”.

Não se esqueça de fechar ciclos

Isso não significa que, nesta fase da vida, a regra é pular de galho em galho em termos profissionais. “As empresas querem profissionais que entendam e viram [muitas coisas], mas que também conseguiram transformar”, diz a especialista.

Em outros termos, experimente ao ponto de deixar um legado. “Você agrega valor de uma forma consistente e sustentável”, diz Maria Cândida. Quando atingir este nível, provavelmente, já estará perto do fim do ciclo naquela vivência. 

Alie-se ao tempo

A sua vida profissional não precisa estar definida no dia seguinte à formatura. Da mesma forma, sua conta bancária não precisa ter bilhões quando você alcançar os 30 anos. Afinal, salvo raras exceções, conseguir um emprego e acumular uma fortuna demandam tempo – como a maior parte das conquistas durante a vida.

O problema é que paciência nem sempre é um adjetivo palatável aos jovens. “Encara-se o tempo como um inimigo a ser vencido quando deveria encará-lo como um aliado”, diz Bonifácio. 

Afinal, tudo na vida depende de um período de maturação. A persistência em esperar até que ele finalize é uma virtude que todo mundo deveria cultivar logo nos primeiros anos da vida adulta. 

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6 mitos e verdades sobre trabalho em equipe




Tarefas em grupo são um pesadelo para você? Listamos ideias falsas e verdadeiras sobre o perfil de quem curte (ou não) participar de projetos coletivos

Claudia Gasparini,

Trabalho em equipe
Colaboração: ao contrário do que se pensa, nem todo mundo precisa saber trabalhar em grupo
São Paulo - Quem já teve que trabalhar em grupo conhece bem a situação. Discussão após discussão, cada um tem uma opinião diferente sobre o caminho a ser seguido no projeto - e nada sai do lugar. Com a aproximação dos prazos, bate o desespero.

Impacientes com os “pitacos” alheios, muitas pessoas preferem cuidar de suas tarefas sozinhas. Porém, no dia a dia profissional, esquivar-se da colaboração pode ser impossível. Para completar, muitos empregadores reforçam cada vez mais a importância do espírito de grupo.

“O discurso corporativo que enaltece a cooperação é problemático”, afirma Edson Carli, especialista em carreira. Para ele, as próprias empresas estão “matando” o trabalho em equipe ao estabelecerem metas individuais, inatingíveis pelo esforço coletivo.

Mas o que fazer se você simplesmente produz melhor na sua própria redoma? O que realmente diferencia os solitários dos gregários? Consultamos alguns especialistas para distinguir mitos e verdades sobre o assunto. Confira:

 “Todo profissional precisa ser capaz de trabalhar em equipe”

MITO. “Toda empresa precisa de especialistas, que podem e devem trabalhar sozinhos”, diz Edson Carli, especialista em carreira. De acordo com ele, profissionais que prestam serviços como consultoria, advisoring e educação de equipes, por exemplo, cumprem muito bem suas funções sem precisar da participação de outras pessoas.

 “O trabalho coletivo é fundamental para a inovação”

VERDADE. Segundo Edson, “várias cabeças juntas pensam melhor” no caso de projetos que envolvem a idealização de novos produtos, serviços e soluções. Para Adriana Tomazinho, gerente de recrutamento e seleção nacional do ManPowerGroup, a criatividade nasce da experiência que temos com o outro. Por essa razão, a vivência de grupo favorece a ousadia e a inventividade no trabalho.

 “A capacidade de trabalhar em grupo é inata: ou você tem, ou não tem”

MITO. “Existe uma diferença entre o eu pessoal e o eu profissional”, diz Edson. Isso significa que, mesmo que você tenha um temperamento autossuficiente, é possível aprender a trabalhar em equipe. Segundo o especialista, no mundo corporativo existem papéis que podem ser assumidos com o treino - assim como no caso de atores que “vestem” outras personalidades depois de muito ensaiarem.

 “Para trabalhar bem com outras pessoas, você precisa ter afinidade com elas”

MITO. “Quando você está produzindo algo em equipe, a diversidade é um ponto a favor do sucesso”, afirma Adriana Thomazinho, do ManPowerGroup. É importante respeitar as individualidades presentes no grupo para tirar o máximo proveito da interação entre elas.

“Pessoas tímidas não conseguem trabalhar em equipe”

MITO. Introvertidos podem contribuir - e muito - para um projeto coletivo. “Num ambiente saudável e aberto à participação de todos, mesmo os tímidos são capazes de expor e defender suas opiniões”, diz Adriana. Para ela, tudo depende da habilidade dos gestores em criar condições favoráveis para esse movimento.

“Profissionais que preferem trabalhar sozinhos tendem a ser líderes naturais”

VERDADE/MITO. “Impaciência, autodidatismo e inteligência são características que tipicamente aparecem em um profissional que sofre para produzir em grupo”, afirma Edson. Na opinião do especialista, esse também é o perfil do líder valorizado atualmente.

“Com a agressividade do mercado e a tendência à verticalização, chefes democráticos demais estão perdendo espaço”, opina. Já para Adriana, o modelo não se aplica em todos os casos. “Há empresas em que o líder precisa ser aberto à contribuição da equipe para ganhar o jogo”, conclui.

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Já é matematicamente impossível liquidar a dívida nacional dos EUA‏ - Zombie Invencible System




Muitas pessoas estão inquietas quanto ao rápido crescimento actual da dívida nacional dos EUA e estão a pedir uma solução. O que elas não percebem é que simplesmente não há solução sob o actual sistema financeiros estado-unidense. Agora já é matematicamente impossível para o governo dos EUA liquidar a sua dívida nacional. A verdade é que o governo dos EUA agora deve mais dólares do que os realmente existentes. Se o governo actuasse hoje e tomasse todos os centavos de todos os bancos, negócios e contribuintes americanos, ainda assim não seria capaz de liquidar a dívida nacional. E se assim fizesse, obviamente a sociedade americana cessaria de funcionar porque ninguém teria mais dinheiro para comprar ou vendar fosse o que fosse. 

E o governo dos EUA ainda estaria com uma dívida maciça. 

Então porque o governo estado-unidense simplesmente não acciona as impressoras e imprime um bocado de dinheiro para liquidar a dívida? 

Bem, por uma razão muito simples. 

Porque não é assim que o nosso sistema funciona. 

Como se verifica, quanto mais dólares entrarem no sistema, mais aumenta a dívida do governo dos EUA. 

O governo dos EUA não emite a divisa dos EUA – quem o faz é o Federal Reserve. 

O Federal Reserve é um banco privado possuído e operado com o objectivo do lucro por um grupo muito poderoso da elite dos banqueiros internacionais. 

Se tirar uma nota de dólar da carteira e der uma olhadela notará que no topo ela diz "Federal Reserve Note". 

Ela pertence ao Federal Reserve. 

O governo dos EUA não pode simplesmente criar novo dinheiro sempre que quiser sob o nosso sistema actual. 

Ao invés disso, ele deve obtê-lo do Federal Reserve. 

O mecanismo do endividamento. Assim, quando o governo dos EUA precisa tomar mais dinheiro emprestado (o que acontece um bocado nestes dias) ele vai ao Federal Reserve e pede-lhe mais alguns pedaços de papel verde chamados Federal Reserve Notes. 

O Federal Reserve permuta estes pedaços de papel verde por pedaços de papel rosa chamados Títulos do Tesouro dos EUA. O Federal Reserve então vende estes Títulos do Tesouro ou mantém os títulos consigo (o que acontece muito actualmente). 

É este o modo como o governo dos EUA obtém mais pedaços de papel verde chamados "U.S. dollars" a fim de colocá-los em circulação. Mas aos fazer isso, ele incide em ainda mais dívida pela qual terá de pagar ainda mais juros. 

De modo que todas as vezes em que o governo estado-unidense fez isso, a dívida nacional torna-se ainda maior e passa a dever ainda mais juros sobre aquela dívida. 

Começa a perceber o quadro? 

Enquanto está a ler isto, a dívida nacional dos EUA é de aproximadamente US$12 milhões de milhões (trillion), embora cresça tão rapidamente que é realmente difícil estabelecer um número exacto. 

Então quanto dinheiro realmente existe nos Estados Unidos de hoje? 

Bem, há vários meios de medir isto. 

A oferta monetária "M0" é o total de notas físicas, mais o dinheiro nos cofres dos bancos e todos os depósitos que aqueles bancos têm em bancos de reserva. Em meados de 2009, o Federal Reserve disse que esta quantia era cerca de US$908 mil milhões. 

A oferta monetária "M1" inclui toda a oferta monetária "M0" bem como todo o dinheiro possuído em contas à ordem nos bancos, além de todo o dinheiro contido em travelers' checks. Segundo o Federal Reserve, isto totalizava aproximadamente US$1,7 milhão de milhões em Dezembro de 2009, mas nem todo este dinheiro realmente "existe" como veremos em momentos. 

A oferta monetária "M2" inclui toda a oferta monetária "M1" mais a maior parte de outras contas de poupança, contas do mercado monetário, mercado monetário a retalho dos fundos mútuos e depósitos a prazo de pequenos valores (certificados de depósitos inferiores a US$100 mil). Segundo o Federal Reserve, isto totalizava aproximadamente US$8,5 milhões de milhões em Dezembro de 2009, mas, mais uma vez, nem todo este dinheiro realmente "existe" como veremos dentro de momentos. 

 Gráfico do crescimento da oferta monetária dos EUA A oferta monetária "M3" inclui toda a oferta monetária "M2" mais todos os outros Certificados de Depósito (depósitos a longo prazo e saldos dos fundos mútuos do mercado monetário institucional), depósitos de eurodólares e acordos de recompra. O Federal Reserve já não mantém registo do M3, mas segundo o ShadowStats.com ele está actualmente em torno dos US$14 milhões de milhões. Mas, mais uma vez, nem todos este "dinheiro" realmente "existe". 

Então por que é que ele não existe? 

É porque o nosso sistema financeiro está baseado em algo chamado reserva fraccionária da banca. 

Quando você entra no seu banco local e deposita US$100, eles não mantêm os seus US$100 no banco. Ao invés disso, mantêm apenas uma pequena fracção do seu dinheiro ali no banco e emprestam o restante a alguém. Assim, se aquela pessoa deposita o dinheiro que acabou de ser tomado emprestado no mesmo banco, esse banco pode emprestar a maior parte desse dinheiro outra vez. Mas realidade, apenas US$100 realmente existem. O sistema funciona porque não corremos todos ao banco e exigimos todo o nosso dinheiro ao mesmo tempo. 

Segundo o New York Federal Reserve Bank, a reserva bancária fraccionária pode ser explicada deste modo...

"Se a exigência de reserva for de 10%, por exemplo, um banco que recebe um depósito de US$100 pode emprestar US$90 daquele depósito. Se o tomador do empréstimo então preencher um cheque para alguém que deposita os US$90, o banco que recebe aquele depósito pode emprestar US$81. À medida que o processo continua, o sistema bancário pode expandir o depósito inicial de US$100 para um máximo de US$1000 de dinheiro:   (100+90+81+72,90+... = 1000)".

Grande parte do "dinheiro" não padrão hoje é basicamente feito a partir do ar. 

De facto, a maior parte dos bancos não tem de todo exigências de reservas sobre depósitos de poupanças, Certificados de Depósito e certas espécies de contas do mercado monetário. Basicamente, as exigências de reservas aplicam-se só a "transacções de depósitos" – essencialmente contas à ordem. 

A verdade é que os bancos hoje são mais livres do que nunca para "multiplicar" dramaticamente as quantias neles depositadas. Mas todo este dinheiro "multiplicado" está apenas no papel – ele realmente não existe. 

A questão é que as medidas mais vastas da oferta monetária (M2 e M3) exageram amplamente quanto "dinheiro real" realmente existe no sistema. 

Assim, se o governo dos EUA exigisse hoje todo dólar dos bancos, negócios e indivíduos nos Estados Unidos ele não conseguiria arrecadar US$14 milhões de milhões (M3) ou mesmo US$8,5 milhões de milhões (M2) porque estas quantias são baseadas na reserva fraccionária da banca. 

De modo que o resultado é isto... 

   1) Se todo o dinheiro possuído por todos os bancos, negócios e indivíduos dos Estados Unidos fosse reunido hoje e enviado ao governo dos EUA, não haveria suficiente para liquidar a dívida nacional estado-unidense. 

   2) O único meio de criar mais moeda é incidir em ainda mais dívida, o que torna o problema ainda pior. 

Como se vê, isto é o que todo o Sistema Federal de Reserva foi concebido para fazer. Foi concebido para vagarosamente drenar a riqueza maciça do povo americano e transferi-la para a elite dos banqueiros internacionais. 

Trata-se de um jogo concebido de modo a que o governo dos EUA não possa vencer. Tão logo eles criem mais moeda pela assunção de empréstimos, o governo dos EUA deve mais do que foi criado por causa dos juros. 

Se você deve mais dinheiro do que alguma vez foi criado você não pode reembolsá-lo. 

Isto significa dívida perpétua enquanto o sistema existir. 

É um sistema concebido para forçar o governo estado-unidense a montantes de dívida sempre crescentes porque não há escapatória. 

Naturalmente, se houvéssemos escutado o nosso muito sábio pai fundador, Thomas Jefferson, poderíamos ter evitado esta confusão colossal...

"Se o povo americano alguma vez permitir aos bancos privados que controlem a emissão do seu dinheiro, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e corporações que crescerão em tornos deles (em torno dos bancos) privarão o povo da sua propriedade até que os seus filhos acordem sem lar no continente que os seus pais conquistaram".

Mas nós não os ouvimos, não é? 

Nós podíamos resolver este problema encerrando o Federal Reserve e devolvendo o poder de emitir a divisa estado-unidense ao Congresso dos EUA (o que é aquilo que a Constituição dos EUA estabelece). Mas os políticos em Washington D.C. não estão prontos para fazer isso. 

Assim, a menos que esteja desejoso de mudar fundamentalmente o sistema actual, você pode bem deixar de se queixar acerca da dívida nacional dos EUA porque agora é matematicamente impossível liquidá-la.

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Site de traição compara casamento a relacionamento zumbi




O filme Zumbis é o segundo comercial de TV a ser veiculado em cadeia nacional pelo site de traições AshleyMadison.com

Anúncio de site de traição: slogan é “AshleyMadison.com: trazendo seu casamento de volta à vida”
São Paulo - O site de relacionamento extraconjugal AshleyMadison.com lançou no Brasil, no final do mês de maio, o filme Zumbis para três canais de televisão abertos, planejando expandir também para os canais por assinatura no mês de junho.

Criada pela própria agência canadense Ashley Madison Agency, a campanha Zombies foi lançada no país de origem do site no começo do ano, e agora adaptada ao Brasil pela AdPublicidade.net.

O filme conta a história de um casal que cansado da rotina e do sexo sem novidade, acabou se tornando zumbi, matando, assim, o casamento. 

O ápice do filme acontece quando a esposa zumbi, planejando colocar um fim em seu casamento com um singelo taco de beisebol, assiste ao comercial do AshleyMadison.com e acessa o site para ver como funciona.

Após o acesso, ela volta a ser uma mulher atraente e viva.

O filme fecha com o slogan “AshleyMadison.com: trazendo seu casamento de volta à vida”. 

“A proposta do filme é mostrar que o site existe com a intenção de salvar casamentos. A rotina, a ausência de novidade, ‘matam’ a relação. Mas pequenas escapadas podem devolver a criatividade e a autoestima tanto para o homem quanto para a mulher, bem como a vida ao casamento”, comenta Eduardo Borges, diretor geral do site no Brasil.

Com investimento previsto superior a R$ 1 milhão para até o meio do ano, o filme Zumbis é o segundo comercial de TV a ser veiculado em cadeia nacional pelo site de traições.

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Os 10 problemas não solucionados no Brasil faltando 10 dias para a Copa do Mundo


Obras inacabadas, segurança, ameça de greve foram problemas não solucionados para a Copa no Brasil, mas não devem ameaçar realização do evento
Por Lara Rizério |
SÃO PAULO - A apenas dez dias da Copa do Mundo no Brasil, o povo brasileiro ainda mostra uma certa desconfiança com a realização do evento.
Além do alto custo da Copa, que muitos dizem que poderiam ser canalizados para áreas da saúde e educação, obras inacabadas e problemas de segurança são algumas das questões que desanimam a população nacional. 

Enquanto muitas manifestações abalam o status quo do evento, assim como as ameaças de greve de importantes categorias, o problema energético não foi solucionado para a Copa, apesar de não representar uma ameaça para a realização do evento. Confira 10 problemas enfrentados pelo Brasil há 10 dias da realização da Copa:

1. Obras e mais obras inacabadas
Há poucos dias da Copa, muitas obras ainda estão inacabadas. Como ressalta matéria do Estado de S. Paulo, o estádio de abertura do evento - Arena Corinthians, ou o popular Itaquerão - ainda está em fase de realização de evento teste. Espera-se que pelo menos metade das obras prometidas para o evento não seja concluída até o dia 12, primeiro jogo da Copa entre Brasil e Croácia, enquanto muitas serão entregues parcialmente. 
As obras inacabadas não se tratam somente de estádios, mas também de mobilidade urbana. Um dos casos emblemáticos é Fortaleza, que tem seis obras de mobilidade urbana, mas apenas duas - dois Obras inacabadas, segurança, ameça de greve foram problemas não solucionados para a Copa no Brasil, mas não devem ameaçar realização do evento
Por Lara Rizério |
SÃO PAULO - A apenas dez dias da Copa do Mundo no Brasil, o povo brasileiro ainda mostra uma certa desconfiança com a realização do evento.
Além do alto custo da Copa, que muitos dizem que poderiam ser canalizados para áreas da saúde e educação, obras inacabadas e problemas de segurança são algumas das questões que desanimam a população nacional. 
Enquanto muitas manifestações abalam o status quo do evento, assim como as ameaças de greve de importantes categorias, o problema energético não foi solucionado para a Copa, apesar de não representar uma ameaça para a realização do evento. Confira 10 problemas enfrentados pelo Brasil há 10 dias da realização da Copa:
1. Obras e mais obras inacabadas
Há poucos dias da Copa, muitas obras ainda estão inacabadas. Como ressalta matéria do Estado de S. Paulo, o estádio de abertura do evento - Arena Corinthians, ou o popular Itaquerão - ainda está em fase de realização de evento teste. Espera-se que pelo menos metade das obras prometidas para o evento não seja concluída até o dia 12, primeiro jogo da Copa entre Brasil e Croácia, enquanto muitas serão entregues parcialmente. 
As obras inacabadas não se tratam somente de estádios, mas também de mobilidade urbana. Um dos casos emblemáticos é Fortaleza, que tem seis obras de mobilidade urbana, mas apenas duas - dois corredores de ônibus - ficarão prontas para o evento. 
Os aeroportos também são um problema. As obras em Confins, em Minas Gerais, nem as do Galeão e as de Cuiaba ficarão prontas. Porém, o governo destaca que não haverá caos em saguões e terminais. Aliás, a presidente Dilma Rousseff inaugurou a nova área de embarque internacional do terminal 2 do Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. A reforma dos terminais 1 e 2 do Galeão custou R$ 354,75 milhões de reais, segundo a Infraero, mas está inacabada e não ficará pronta para a Copa. 
Em meio a tantas obras inacabadas, dois publicitários gaúchos se inspiraram a discutir o tema de forma irreverente. Fernando Leite e Eduardo Menezes estão dando o que falar com o site “Não vai sair, parece”, que nada mais é uma galeria de notícias que mostra o que o governo prometeu - e não cumpriu - para a Copa, fazendo uma contagem regressiva do evento. A cada dia, o site é atualizado com novas matérias sobre o tema, que são confrontadas com aquelas publicadas a partir de 2007.
2. Risco de racionamento 
Apesar do governo negar que haja risco de racionamento de energia, e que ele é seis vezes menor do que em 2001, quando houve diversos "apagões", a verdade é que a situação para o setor elétrico está complicada. 
O governo evita falar em um racionamento e diz que não iniciará campanha de economia de energia mas, com as chuvas de verão decepcionando, o cenário é de pressão para o setor. No início de abril, o banco Safra destacou acreditar que o Brasil corre um sério de risco de racionamento, mas que ele pode vir só no final do ano, o que asseguraria energia até o evento esportivo. Vale ressaltar que, no início de março, o banco Brasil Plural destacou que a chance de ocorrência de um racionamento de energia ainda este ano era total e que seria inevitável que ele ocorresse. 
Já a consultoria PSR,  uma das principais consultorias do setor elétrico do País, chegou a recomendar que o Brasil implementasse um racionamento de 8% da demanda de energia entre maio e novembro deste ano, o que até agora não ocorreu. Sem o racionamento de energia, a pressão aumenta posteriormente e a conta pode chegar mais alta para os consumidores. 
Enquanto isso, a falta de chuvas no País também afeta o nível dos reservatórios. O nível do Cantareira, que abastece a maior parte da Grande São Paulo, tem registrado sucessivas quedas e foi necessária a utilização do chamado "volume morto" - reserva armazenada abaixo dos pontos de captação. Mesmo assim, desde o início da captação há 15 dias, o volume das reservas registra baixas. No último domingo, o índice caiu mais 0,2 ponto percentual na comparação com sexta-feira e chegou a 24,8% de sua capacidade. Na última quarta-feira, o diretor metropolitano da Sabesp (SBSP3), Paulo Massato, disse que “nós vamos distribuir água com canequinha”, se uma crise maior ocorrer no próximo verão. Neste cenário, percebe-se os riscos de falta de água e energia durante o evento não são desprezíveis.
3. Segurança: estrangeiros recomendam usar "bolsa do ladrão"
A segurança tem sido reforçada para a realização do Mundial, como destacam os ministérios da Justiça e Defesa. Eo próprio governo brasileiro divulgará uma cartilha com recomendações sobre como os estrangeiros deverão agir em caso de serem vítimas de assalto ou roubo: "não reaja, não grite e não discuta" estão entre as principais recomendações.
Mesmo assim, em meio aos conhecidos problemas de segurança do Brasil, os próprios países que terão suas seleções participando do evento fazem as suas recomendações. O governo alemão, por exemplo, além de pedir que o turista não resista, ainda aconselha levar o "dinheiro do ladrão" em caso de assalto. Alemães também aconselham nunca deixar suas bebidas sozinhas ou com estranhos.
Os norte-americanos também têm as suas recomendações. Eles afirmam que, caso um turista pareça perdido ou tendo problemas de comunicação, uma oferta aparentemente inocente dada por uma pessoa pode ser um esquema criminoso. Os franceses, por sua vez, têm recomendação parecida com a dos alemães: tenha sempre a "carteira do ladrão" em caso de assalto. 
4. Preços exorbitantes: mais repasses à vista
Um dos problemas que tanto os turistas quanto os locais que quiserem acompanhar a Copa será lidar com os preços exorbitantes, principalmente dentro dos estádios. 
Uma cerveja valerá no mínimo R$ 10, enquanto que um cachorro-quente custará o mesmo preço, de acordo com tabela de preços divulgada pela Fifa para ser praticado dentro dos estádios. A água custará R$ 6. Vale ressaltar que, na Copa das Confederações de 2013, também realizada no Brasil, houve muitas reclamações sobre os valores e os serviços prestados. Bebidas mal refrigeradas e comidas pouco atrativas eram algumas das principais reclamações, contrastando com os altos preços. 
Enquanto há pressão dentro dos estádios, pelo menos há um certo alívio caso algum turista de última hora queira ir aos jogos. Os preços das diárias de imóveis alugados por temporada no Rio estão 25% mais baratos do que os praticados no início deste ano, de acordo com estudo feito pelo Creci-RJ. Enquanto os estrangeiros fizeram reservas há mais de um ano, brasileiros deixaram para o último momento. 
5. Novos protestos abalam status quo do evento
Cerca de um ano após as manifestações de junho de 2013, novos protestos estão no radar e, mais uma vez, os Black Blocs chamam a atenção e também ganham destaque na mídia internacional.
Uma matéria do Global Post, por exemplo, explicou quem são os "anarquistas" algozes da Copa, em referência aos Black Blocs, que ganhou destaque por insurgir contra a polícia e causar tumultos durante as manifestações.
De acordo com a reportagem, a polícia alega que os militantes formam um grupo extremista, enquanto a imprensa local tem publicado denúncias alegando que os Black Blocs são financiados por estrangeiros com a intenção de estragar o momento de glória da nação. Porém, em declarações ao Global Post, um veterano do movimento afirmou que o Black Bloc não é exatamente uma organização. Pelo contrário, eles não têm liderança, mas afirmou estão com raiva e determinados a levantar o inferno.
O veterano, chamado de AM, explicou ao jornal que está irritado com os gastos de US$ 11 bilhões na Copa do Mundo, enquanto o Brasil se defronta com diversas deficiências no campo da educação e saúde. "A crise é mundial. As pessoas estão vendo que a democracia representativa não representa ninguém - seja no Brasil, Londres, na Grécia ou em qualquer lugar. Quando as pessoas vão para as ruas, elas se tornam atores políticos", ressaltou.
6. População está descontente com o evento
Mas não só os Black Blocs que mostram descontentamento com o governo. Além de grupos sindicais e movimentos de trabalhadores sem terra e sem teto, a população em geral também mostra descontentamento com o evento. 
Reportagem da Bloomberg destaca que, este ano a Copa não está animando tanto os brasileiros. "Murais aparecem em paredes, cartazes e bandeirolas são pendurados em postes de luz e as ruas mostram mensagens pedindo ao maior vencedor na história do esporte a conquista de mais um título. Contudo, olhe ao redor na Cidade Maravilhosa, a somente 15 dias do começo da Copa, e você achará poucos sinais do ambiente típico de Copa no Rio."
A reportagem destaca que o futebol é paixão no Brasil e, quando o País obteve a oportunidade de sediar a Copa do Mundo em 2007, milhares de pessoas saíram às ruas para celebrar. Desde então, o ânimo azedou, pois o maior país da América do Sul passou por dificuldades com os preparativos, em meio à indignação pública com o custo de US$ 11 bilhões, ressalta. 
"Turistas: não fiquem doentes. Temos estádios, mas não hospitais", dizem grafites em frente ao hospital Pedro Ernesto, que fica a somente 800 metros do estádio Maracanã. Até mesmo loucos por futebol destacam que sediar o evento não foi uma boa ideia, mostrando que o País deveria estar mais preocupado com a saúde e o crime do que com fazer uma Copa. 
Segundo o Datafolha, em São Paulo, a população está bem dividida: 45% estão a favor do evento e 43% são contra, enquanto 10% mostram indiferença. 
7. Questão de saúde: Dengue e sarampo ameaçam
Às vésperas da Copa, a possibilidade de surtos de sarampo e dengue preocupa o Ministério da Saúde. Controlada no Brasil, o sarampo voltou a aparecer, principalmente no Nordeste. Em 2014, cerca de 190 casos já foram confirmados até o início de maio. 
Enquanto isso, apesar de não haver ocorrências importantes de dengue no período mais frio, a doença também preocupa. De acordo com um estudo publicado em uma revista britânica, Natal, Fortaleza e Recife têm mais chances de epidemia. Vale ressaltar ainda que larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, foram descobertas ao redor do gramado e também próximo às traves do estádio Mané Garrincha, em Brasília, uma das 12 sedes da Copa do Mundo, conforme apontou o site da revista Veja. 
Mas, conforme aponta o jornal baiano O Tempo, sintomas parecidos com a da dengue são os da febre chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, e que já acontece na África, Ásia e Europa. Alguns epidemiologistas afirmam que a chegada da doença no Brasil é inevitável: a Copa apenas potencializa o risco da febre chegar no País. Enquanto isso, Manaus concentra alguns riscos adicionais, com febre amarela e malária. 
8. Risco de conectividade
Além dos problemas de mobilidade urbana e dos aeroportos, também há riscos de conectividade, que é tão conhecida entre os brasileiros na Copa do Mundo. Há um grande risco de internet e celular terem falhas nos estádios.
Isto pode acontecer em pelo menos seis estádios da Copa, pois equipamentos não foram instalados em tempo para a realização dos testes necessários de modo a oferecer um serviço de qualidade. Para sindicatos de empresas de telecomunicações, a cobertura não ficará completa nos estádios. 
9. Greves durante o evento
Nas últimas semanas, policiais de algumas cidades e trabalhadores que prestam serviços de transportes paralisaram e levaram o caos para essas regiões. E estes movimentos não devem parar. No mês da Copa, o Brasil está com pelo menos 40 movimentos grevistas, que vão desde o transporte, policiamento e até a educação, serviços estes essenciais. 
Em meio ao momento de maior visibilidade internacional e coincidência com datas-base de trabalhadores, os governos de municípios e estados têm enfrentado maiores dificuldades para lidar com as reivindicações dos trabalhadores. Porém, mesmo com muitos transtornos que uma possível continuidade das greves durante o evento acarrete, especialistas destacam que eles não devem impedir a realização do evento. Isso porque o governo dispõe de planos de contingência para lidar com os problemas. 
10. Benefícios superam custos ou vice-versa? 
Este não é exatamente um problema que não foi resolvido, mas também é algo que deve ser levado em conta. Enquanto acredita-se que o País não será impacto significativamente em seu crescimento pelo evento, por outro, os custos da Copa podem ser altos.
Estima-se um custo de cerca de R$ 25,8 bilhões para a realização da Copa, enquanto ela deve causar pouco impacto econômico, conforme apontou a agência de classificação de risco Moody's. A competição deve gerar apenas 0,4% do crescimento do PIB no período de dez anos. Os gastos com infraestrutura representam apenas 0,7% do total de investimentos previstos para o período entre 2010 e 2014.  de ônibus - ficarão prontas para o evento. 
Os aeroportos também são um problema. As obras em Confins, em Minas Gerais, nem as do Galeão e as de Cuiaba ficarão prontas. Porém, o governo destaca que não haverá caos em saguões e terminais. Aliás, a presidente Dilma Rousseff inaugurou a nova área de embarque internacional do terminal 2 do Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. A reforma dos terminais 1 e 2 do Galeão custou R$ 354,75 milhões de reais, segundo a Infraero, mas está inacabada 
e não ficará pronta para a Copa. 
Em meio a tantas obras inacabadas, dois publicitários gaúchos se inspiraram a discutir o tema de forma irreverente. Fernando Leite e Eduardo Menezes estão dando o que falar com o site “Não vai sair, parece”, que nada mais é uma galeria de notícias que mostra o que o governo prometeu - e não cumpriu - para a Copa, fazendo uma contagem regressiva do evento. A cada dia, o site é atualizado com novas matérias sobre o tema, que são confrontadas com aquelas publicadas a partir de 2007.

2. Risco de racionamento 
Apesar do governo negar que haja risco de racionamento de energia, e que ele é seis vezes menor do que em 2001, quando houve diversos "apagões", a verdade é que a situação para o setor elétrico está complicada. 
O governo evita falar em um racionamento e diz que não iniciará campanha de economia de energia mas, com as chuvas de verão decepcionando, o cenário é de pressão para o setor. No início de abril, o banco Safra destacou acreditar que o Brasil corre um sério de risco de racionamento, mas que ele pode vir só no final do ano, o que asseguraria energia até o evento esportivo. Vale ressaltar que, no início de março, o banco Brasil Plural destacou que a chance de ocorrência de um racionamento de 
energia ainda este ano era total e que seria inevitável que ele ocorresse. 
Já a consultoria PSR,  uma das principais consultorias do setor elétrico do País, chegou a recomendar que o Brasil implementasse um racionamento de 8% da demanda de energia entre maio e novembrodeste ano, o que até agora não ocorreu. Sem o racionamento de energia, a pressão aumenta posteriormente e a conta pode chegar mais alta para os consumidores. 
Enquanto isso, a falta de chuvas no País também afeta o nível dos reservatórios. O nível do Cantareira, que abastece a maior parte da Grande São Paulo, tem registrado sucessivas quedas e foi necessária a utilização do chamado "volume morto" - reserva armazenada abaixo dos pontos de captação. Mesmo assim, desde o início da captação há 15 dias, o volume das reservas registra baixas. No último domingo, o índice caiu mais 0,2 ponto percentual na comparação com sexta-feira e chegou a 24,8% de sua capacidade. Na última quarta-feira, o diretor metropolitano da Sabesp (SBSP3), Paulo Massato, disse que “nós vamos distribuir água com canequinha”, se uma crise maior ocorrer no próximo verão. Neste cenário, percebe-se os riscos de falta de água e energia durante o evento não 
são desprezíveis.

3. Segurança: estrangeiros recomendam usar "bolsa do ladrão
A segurança tem sido reforçada para a realização do Mundial, como destacam os ministérios da Justiça e Defesa. Eo próprio governo brasileiro divulgará uma cartilha com recomendações sobre como os estrangeiros deverão agir em caso de serem vítimas de assalto ou roubo: "não reaja, não grite e não discuta" estão entre as principais recomendações.
Mesmo assim, em meio aos conhecidos problemas de segurança do Brasil, os próprios países que terão suas seleções participando do evento fazem as suas recomendações. O governo alemão, por exemplo, além de pedir que o turista não resista, ainda aconselha levar o "dinheiro do ladrão" em caso de assalto. Alemães também aconselham nunca deixar suas bebidas sozinhas ou com estranhos.
Os norte-americanos também têm as suas recomendações. Eles afirmam que, caso um turista pareça perdido ou tendo problemas de comunicação, uma oferta aparentemente inocente dada por uma pessoa pode ser um esquema criminoso. Os franceses, por sua vez, têm recomendação parecida com a dos alemães: tenha sempre a "carteira do ladrão" em caso de assalto. 

4. Preços exorbitantes: mais repasses à vista
Um dos problemas que tanto os turistas quanto os locais que quiserem acompanhar a Copa será lidar com os preços exorbitantes, principalmente dentro dos estádios. 
Uma cerveja valerá no mínimo R$ 10, enquanto que um cachorro-quente custará o mesmo preço, de acordo com tabela de preços divulgada pela Fifa para ser praticado dentro dos estádios. A água custará R$ 6. Vale ressaltar que, na Copa das Confederações de 2013, também realizada no Brasil, houve muitas reclamações sobre os valores e os serviços prestados. Bebidas mal refrigeradas e comidas pouco atrativas eram algumas das principais reclamações, contrastando com os altos preços. 
Enquanto há pressão dentro dos estádios, pelo menos há um certo alívio caso algum turista de última hora queira ir aos jogos. Os preços das diárias de imóveis alugados por temporada no Rio estão 25% mais baratos do que os praticados no início deste ano, de acordo com estudo feito pelo Creci-RJ. Enquanto os estrangeiros fizeram reservas há mais de um ano, brasileiros deixaram para o últimomomento. 

5. Novos protestos abalam status quo do evento
Cerca de um ano após as manifestações de junho de 2013, novos protestos estão no radar e, mais uma vez, os Black Blocs chamam a atenção e também ganham destaque na mídia internacional.
Uma matéria do Global Post, por exemplo, explicou quem são os "anarquistas" algozes da Copa, em referência aos Black Blocs, que ganhou destaque por insurgir contra a polícia e causar tumultos durante as manifestações.
De acordo com a reportagem, a polícia alega que os militantes formam um grupo extremista, enquanto a imprensa local tem publicado denúncias alegando que os Black Blocs são financiados por estrangeiros com a intenção de estragar o momento de glória da nação. Porém, em declarações ao Global Post, um veterano do movimento afirmou que o Black Bloc não é exatamente umaorganização. Pelo contrário, eles não têm liderança, mas afirmou estão com raiva e determinados a levantar o inferno.

O veterano, chamado de AM, explicou ao jornal que está irritado com os gastos de US$ 11 bilhões na Copa do Mundo, enquanto o Brasil se defronta com diversas deficiências no campo da educação e saúde. "A crise é mundial. As pessoas estão vendo que a democracia representativa não representa ninguém - seja no Brasil, Londres, na Grécia ou em qualquer lugar. Quando as pessoas vão para as ruas, elas se tornam atores políticos", ressaltou.

6. População está descontente com o evento
Mas não só os Black Blocs que mostram descontentamento com o governo. Além de grupos sindicais e movimentos de trabalhadores sem terra e sem teto, a população em geral também mostra descontentamento com o evento.
Reportagem da Bloomberg destaca que, este ano a Copa não está animando tanto os brasileiros. "Murais aparecem em paredes, cartazes e bandeirolas são pendurados em postes de luz e as ruas mostram mensagens pedindo ao maior vencedor na história do esporte a conquista de mais um título. Contudo, olhe ao redor na Cidade Maravilhosa, a somente 15 dias do começo da Copa, e você achará poucos sinais do ambiente típico de Copa no Rio."
A reportagem destaca que o futebol é paixão no Brasil e, quando o País obteve a oportunidade de sediar a Copa do Mundo em 2007, milhares de pessoas saíram às ruas para celebrar. Desde então, o ânimo azedou, pois o maior país da América do Sul passou por dificuldades com os preparativos, em meio à indignação pública com o custo de US$ 11 bilhões, ressalta. 

"Turistas: não fiquem doentes. Temos estádios, mas não hospitais", dizem grafites em frente ao hospital Pedro Ernesto, que fica a somente 800 metros do estádio Maracanã. Até mesmo loucos porrfutebol destacam que sediar o evento não foi uma boa ideia, mostrando que o País deveria estar mais preocupado com a saúde e o crime do que com fazer uma Copa. 
Segundo o Datafolha, em São Paulo, a população está bem dividida: 45% estão a favor do evento e 43% são contra, enquanto 10% mostram indiferença. 

7. Questão de saúde: Dengue e sarampo ameaçam
Às vésperas da Copa, a possibilidade de surtos de sarampo e dengue preocupa o Ministério da Saúde. Controlada no Brasil, o sarampo voltou a aparecer, principalmente no Nordeste. Em 2014, cerca de 190 casos já foram confirmados até o início de maio. 
Enquanto isso, apesar de não haver ocorrências importantes de dengue no período mais frio, a doença também preocupa. De acordo com um estudo publicado em uma revista britânica, Natal, Fortaleza e Recife têm mais chances de epidemia. Vale ressaltar ainda que larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, foram descobertas ao redor do gramado e também próximo às traves do estádio Mané Garrincha, em Brasília, uma das 12 sedes da Copa do Mundo, conforme apontou o site da revista Veja. 
Mas, conforme aponta o jornal baiano O Tempo, sintomas parecidos com a da dengue são os da febre chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, e que já acontece na África, Ásia e Europa. Alguns epidemiologistas afirmam que a chegada da doença no Brasil é inevitável: a Copa apenas potencializa o risco da febre chegar no País. Enquanto isso, Manaus concentra alguns riscos adicionais, com febre 
amarela e malária. 

8. Risco de conectividade
Além dos problemas de mobilidade urbana e dos aeroportos, também há riscos de conectividade, que é tão conhecida entre os brasileiros na Copa do Mundo. Há um grande risco de internet e celular terem falhas nos estádios.
Isto pode acontecer em pelo menos seis estádios da Copa, pois equipamentos não foram instalados em tempo para a realização dos testes necessários de modo a oferecer um serviço de qualidade. Para sindicatos de empresas de telecomunicações, a cobertura não ficará completa nos estádios. 

9. Greves durante o evento
Nas últimas semanas, policiais de algumas cidades e trabalhadores que prestam serviços de transportes paralisaram e levaram o caos para essas regiões. E estes movimentos não devem parar. No mês da Copa, o Brasil está com pelo menos 40 movimentos grevistas, que vão desde o transporte, policiamento e até a educação, serviços estes essenciais. 
Em meio ao momento de maior visibilidade internacional e coincidência com datas-base de trabalhadores, os governos de municípios e estados têm enfrentado maiores dificuldades para lidar com as reivindicações dos trabalhadores. Porém, mesmo com muitos transtornos que uma possível continuidade das greves durante o evento acarrete, especialistas destacam que eles não devem impedir a realização do evento. Isso porque o governo dispõe de planos de contingência para lidar com os problemas.

10. Benefícios superam custos ou vice-versa? 
Este não é exatamente um problema que não foi resolvido, mas também é algo que deve ser levado em conta. Enquanto acredita-se que o País não será impacto significativamente em seu crescimento pelo evento, por outro, os custos da Copa podem ser altos.
Estima-se um custo de cerca de R$ 25,8 bilhões para a realização da Copa, enquanto ela deve causar pouco impacto econômico, conforme apontou a agência de classificação de risco Moody's. A competição deve gerar apenas 0,4% do crescimento do PIB no período de dez anos. Os gastos com infraestrutura representam apenas 0,7% do total de investimentos previstos para o período entre 2010 e 2014. 

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