As táticas para usar o humor (do jeito certo) em reuniões






O riso tem o poder de azeitar relações e facilitar o diálogo; entenda como aproveitar esse recurso para melhorar as suas trocas no trabalho

Claudia Gasparini


Equipe feliz: saber se divertir com os colegas pode aliviar a pressão e aumentar a produtividade
São Paulo - Trabalho não é brincadeira. Mas há quem defenda que a diversão e o bom humor são ingredientes essenciais para estimular a criatividade e a eficiência.


Sobretudo num ambiente de trabalho mais formal, nossa tendência natural é controlar os risos e as brincadeiras.

“Parece errado alguém achar graça em alguma coisa quando supostamente deveria estar trabalhando”, escreve Charlie Hawkins, autor do livro “O segredo das reuniões produtivas” (Editora Saraiva). 

No entanto, o riso pode aliviar a pressão e, com isso, levar uma equipe a progredir numa discussão. “O humor muitas vezes nos ajuda a passar por cima dos cargos, das posturas e das posições que limitam nosso pensamento e sufocam a participação”, afirma

Porém, vale tomar alguns cuidados. “O humor inadequado, como a ironia, pode desvirtuar uma discussão importante ou humilhar alguém que esteja tentando entender algo”, alerta o especialista.

Veja a seguir algumas estratégias sugeridas por Hawkins para usar o riso a favor da produtividade numa reunião de trabalho:

1. Relaxe e incentive a diversão
Humor é diferente de circo. Além disso, piadas machistas, racistas ou preconceituosas não têm espaço. Mas é possível, e muito saudável, usar situações engraçadas do cotidiano como material para apreciação coletiva.

Hawkins também recomenda o hábito de rir de si mesmo diante do resto da equipe. “Um pouco de humor autodepreciativo é especialmente revigorante quando parte do chefe”, acrescenta.

2. Aplique técnicas para manter o interesse no trabalho
Existem diversos métodos para garantir o bem-estar e a disposição para trabalhar. Um dos conselhos de Hawkins é mudar periodicamente o ambiente da reunião, só pelo prazer de fazê-lo.

“Reúna-se ao ar livre em dias de tempo bom ou faça uma reunião com café da manhã reforçado”, afirma. Essa é uma forma de garantir a leveza de espírito da equipe, estimulando o engajamento e a participação de todos.

3. Busque meios de estimular a amizade 
Quanto mais as pessoas se conhecem, maior é a qualidade das suas trocas no trabalho. Por isso, segundo Hawkins, vale conceder um tempo “social” antes e depois das reuniões.

Às vezes, alguns minutos de conversa com outra pessoa podem revelar muitas afinidades e criar grandes simpatias. Essa “descoberta” que fazemos uns dos outros gera confiança e facilita a compreensão mútua na hora de trabalhar juntos.

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Um grande feedback do site www.estantedowilson.com.br





Leiam abaixo o grande feedback de um de nossos leitores.

Ataque Corporate Zombies

“O objetivo aqui é deixar claro que um ambiente corporativo é pela natureza capitalista que tem , um conjunto caótico de metas vorazes e agressivas. Esse conjunto de metas é o arsenal que alimenta a guerra, que por sua vez propaga o vírus que afeta os mais fracos transformando-os em Corporate Zombies – CZ (Zombies Corporativos).”

Para continuar acessem o link:
http://www.estantedowilson.com.br/corporate-zombies-manual-de-sobrevivencia-corporativa/

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As características que André Esteves busca nos jovens





“Trabalhar com gente inteligente, construtiva e ambiciosa é um prazer para mim”, diz presidente do BTG Pactual; saiba o que o banqueiro procura em candidatos
 
Claudia Gasparini ,
LAILSON SANTOS/VEJA

“Somos, promovemos e contratamos empreendedores”, afirmou André Esteves, fundador e presidente do banco BTG Pactual
São Paulo - André Esteves   tem preferências claras sobre o perfil de candidato a uma vaga no BTG Pactual , banco que fundou e preside. “Queremos rapazes e moças que queiram virar os donos deste lugar”, disse um dos homens mais ricos do Brasil.

Em palestra online promovida pelo site Na Prática, Esteves deu conselhos de carreira para jovens profissionais que ambicionam um lugar no mercado de finanças .
O banqueiro contou que nunca teve um mentor fixo, com quem se comunicasse nos fins de semana ou fizesse “reuniões toda quinta-feira à noite”, mas que contou durante toda a carreira com as lições
de sócios e clientes mais experientes.

Sua experiência pessoal se traduz, hoje, em conselho. “Todo jovem deveria aprender com a experiência das gerações anteriores”, afirmou Esteves na palestra.
Veja abaixo algumas das características procuradas num jovem profissional pelo presidente do BTG 

Pactual:
Personalidade construtiva
Para começar, André Esteves não quer trabalhar com pessimistas. “Queremos pessoas com alto astral, que acreditam que as coisas podem dar certo”, afirmou o banqueiro.
Otimismo e entusiasmo são características imprescindíveis para “fazer a viagem”, segundo ele. “Se você acha que tudo vai dar errado, não vai nem ligar o carro”, disse Esteves.

Ambição
Esteves contou que uma das perguntas feitas no processo seletivo do BTG Pactual é se o candidato quer ser funcionário ou dono do banco. A resposta esperada é a segunda. “Somos, promovemos e contratamos empreendedores”, disse ele.
Ser ambicioso é fundamental para Esteves, que se tornou o mais jovem bilionário brasileiro em 2006, aos 37 anos. “Se você for um ótimo executor mas não tiver muitas aspirações, terá apenas um
‘pequeno bom negócio’ para o resto da vida”, disse.

Aptidão para o trabalho e “juízo”
Capacidade técnica e vocação também são parte do perfil procurado pelo banqueiro. “Não adianta ser ambicioso se você não souber como executar seus projetos”, afirmou Esteves.
Ter “juízo” é outra expectativa do fundador do BTG Pactual para os jovens. Demonstrar bom senso e capacidade de planejamento conta muitos pontos para ele.

Ética e capacidade de trabalhar em equipe
Saber lidar com gente e agir com ética também são requisitos básicos de um candidato a uma vaga no BTG Pactual, segundo o banqueiro.
“Queremos pessoas que saibam trabalhar em time e ajudem umas as outras no dia a dia”, disse Esteves.

Capacidade para lidar com riscos e erros
Para ele, erro ruim é erro antigo. Os “erros novos” são completamente aceitáveis, e até desejáveis para quem está começando. “Nós queremos que o jovem erre, justamente pelas lições que isso pode trazer a ele”, declarou.
Para gerir os riscos inevitáveis no mundo dos negócios, a capacidade de aprender com os erros é fundamental. Isso porque, para Esteves, a experiência com os equívocos é o melhor treinamento
para lidar com o futuro incerto.
 


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Ilusão da Economia.



Aconteceu assim: Um viajante chegou no hotel dizendo que ia ficar 10 dias e foi logo dando de sinal uma nota de 100 reais, em seguida ele quis conhecer os quartos, subiu as escadarias e a camareira lhe mostrou os aposentos. Enquanto isso, apareceu o açougueiro pra receber uma dívida, o dono do hotel lhe passou a nota de cem, na calçada o açougueiro encontrou o fazendeiro que lhe fornece os bois, como ele devia passou-lhe a nota que havia recebido, o fazendeiro devia na casa de ração que ficava ao lado e passou a nota de cem, imediatamente o proprietário da loja foi ao hotel e pagou uma dívida com a nota de cem. Quando o viajante desceu as escadarias disse que não gostou dos aposentos e pediu a nota de volta no que foi prontamente atendido.

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Já somos o segundo Livro Cast mais baixados da história do site com mais de 25 mil downloads, muito obrigado pelo apoio.




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Sejam todos muito bem-vindos ao LivroCast número quarenta e quatro. No podcast de hoje, Marcelo Zaniolo (@celo_zaniolo), Diego Lokow (@Lokow), Victor Sardinha e André Ferreira se reúnem para falar da vida corporativa e do livro “Corporate Zombies”.

No LivroCast 044: Quem são os autores, o que levou eles a escreverem o livro, como foi um processo, onde entra o tema zumbi nisso tudo, opiniões, futuro, narrativa e muito mais.

Tempo de Duração: 61 minutos.

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Cinco erros que podem desacelerar sua carreira



Título original: Five Career Mistakes That Might Be Holding You Back
Por Cheryl Lock

You show up to the office on time, you've never missed a project deadline, you always refill the coffee pot when you're done—but then a promotion passes you by. What could you possibly be doing wrong?

This post originally appeared on LearnVest.

Maybe nothing. After all, we don't want to make you paranoid. But, just for peace of mind, check out this list to see if you're unwittingly doing anything that could be derailing your full career potential. We spoke with career experts to find out the five biggest mistakes that employees make, as well as suggestions on how to fix them.

HANDLING UPSETS POORLY
Five Career Mistakes That Might Be Holding You Back

If you're an overly motivated worker, dealing with setbacks at the office—like losing an important account or having your (surely awesome) ideas passed over in an important meeting—can be daunting. "Most ambitious, well-educated folks are very hard on themselves; they're overly perfectionistic," says Glo Harris, an executive coach and organizational consultant. "So, when they feel they have made a mistake, or 'failed' in their self opinion, it's both disheartening and paralyzing."

Disappointments at work can stop you from asking crucial questions or taking on responsibilities that could potentially move you ahead in your job. It's unrealistic to believe you'll never make mistakes in a long career, though, and the ability to recover quickly is what can set you apart from the pack.

What to do instead: Change your mind-set, suggests Harris. "Tell yourself that taking the risk, whatever the outcome, is success enough," she says. Instead of being scared to put yourself out there at work for fear of failure, set an objective to attempt at least one undertaking a month that is outside your comfort zone.

For example, suggesting a new avenue of advertising for your company could turn out to be a flop, or offering to take the lead on pitching a new client might go awry if the client just won't budge. But, over time, you'll learn how to move on from your mistakes, whether that means asking for feedback on a presentation or planning for a better one next time.

FAILING TO SELF-PROMOTE
Five Career Mistakes That Might Be Holding You Back

In most work environments, it's up to you to toot your own horn from time to time when it comes to a job well done. This is especially important when you've completed a task worthy of praise and your bosses don't even seem to notice. "Sometimes [a lack of self-praise] is explained by an employee's belief that self-promotion is somehow unprofessional," says Todd Dewett, a leadership development coach and author of "The Little Black Book of Leadership." "Other times it's because a person has wrongly assumed the boss or others are aware of their good work."

What to do instead: Unless your boss comes out and tells you you've done a good job, don't just assume that she's taken notice. "Most workplaces are highly competitive," says Dewett. "The more you rise in the ranks, the more intelligence and experience becomes similar across people." In other words, leaving your hard work unmentioned allows other similarly qualified coworkers to swoop in and reap the benefits of a boss who's forced to take notice.

The next time you ask to take on a particularly demanding task at work, assure your boss that you are up to the job by reminding her of past performances that went off without a hitch. Dewett suggests saying something like, "Jan, let me throw my hat in the ring for the Acme account. I'm wrapping the Johnson account about that time, and those two have a very similar industry focus. I'd love to make another win with Acme if the team needs me." Keep your self-promotion targeted and low-key to make it the most effective.

THINKING "ME" INSTEAD OF "WE"
Five Career Mistakes That Might Be Holding You Back

Taking an active role in your advancement at work is important. But when you focus only on your personal success or recognition, you're making your work about individual goals rather than goals that are good for the overall group. Think of it this way: Your boss's boss isn't interested in your personal gain—he's worried about what's best for the company. If your actions appear to benefit the overall health of the company, you'll be integral to helping them achieve their bottom line, which in turn will make them more likely to want to keep you on and promote you.

What to do instead: Before taking any action at work, ask yourself what the benefit will be for the team as a whole, suggests Patti Johnson, a career and workplace expert and C.E.O. of PeopleResults.

"One of the worst things you can do is to show up and give the signal that you have all the answers," she said. "This is a surefire way to keep others out if you need them to play an active role in your work or idea."

Always position yourself as a team player, someone who is ready and willing to take on group projects and work side-by-side with others for the betterment of everyone involved. Johnson suggests using language like, "Here are my ideas on this. What are you guys thinking?" and "Let's plan to work on this together" to get the ball rolling.

NOT ASKING FOR FEEDBACK
Five Career Mistakes That Might Be Holding You Back

Most workers go through some form of annual employee evaluation, but you should be getting feedback more than once a year. "In most organizations, [formal evaluations] are not terribly valuable for the boss or the employee," says Dewett. "The typical boss, even at many larger firms, is not trained to deliver an evaluation effectively... without training, they can just be exercises in unintentionally creating stress." Evaluations also tend to put unnecessary focus on recent events or very large projects, leaving a great deal of your overall performance forgotten or unmentioned.

What to do instead: In order to become successful, it's important to evaluate your efforts frequently, and to analyze what works and what doesn't. "The most successful people know this and go beyond mere compliance to actively find one or two honest and forthright colleagues who will give them useful, constructive criticism," says Dewett. "This type of occasional feedback-seeking behavior is one of the hallmarks of top professionals."

Once you find the colleagues you feel comfortable talking with, Dewett suggests starting simple. "Ask them what one thing you can do to become a better version of yourself at work over the next year," he suggests. "You can make it even easier on them by not asking them to answer immediately. If they are willing to help, tell them to think about it and drop by later when they have a minute to share their ideas."

DECLINING TO TAKE ON NEW ROLES
Five Career Mistakes That Might Be Holding You Back

Just doing what you were hired to do and nothing more is a big no-no. "If all you do is what is listed in your job description, it's impossible to get ahead," says Dan Schawbel, author of "Promote Yourself: The New Rules for Career Success." Consider your workplace an even playing field. Everyone there has the same qualifications, the same hardworking attitude and the same attention to detail. Stepping out of your comfort zone could be just the push your boss needs to give you that promotion instead of your cube mate.

What to do instead: Rather than focusing on the typical tasks for someone in your position, ask yourself what accomplishments you'll need to have under your belt before you can score that big promotion. "In order to justify salary increases and promotions, you have to think outside your job description and take on additional responsibilities," says Schawbel. "After you master your current role, ask your manager for additional projects that are more challenging." At the end of the day, a boss is more likely to take notice of and promote a person who goes above and beyond the call of duty—not the person who's happy to stick to the status quo.

But keep in mind that any additional work you take on should help you develop your skills and lead to other high-level project opportunities; it shouldn't all be busywork. And don't bite off more than you can chew. Schawbel suggests taking stock of your current obligations first, and setting a limit for any extra work you take on based on how much time you estimate you'll need to excel at all of your tasks.

5 Silly Things That Are Holding You Back at Work | LearnVest

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LivroCast 044 – Corporate Zombies

 
 
Sejam todos muito bem-vindos ao LivroCast número quarenta e quatro. No podcast de hoje, Marcelo Zaniolo (@celo_zaniolo), Diego Lokow (@Lokow), Victor Sardinha e André Ferreira se reúnem para falar da vida corporativa e do livro “Corporate Zombies”.
 
No LivroCast 044: Quem são os autores, o que levou eles a escreverem o livro, como foi um processo, onde entra o tema zumbi nisso tudo, opiniões, futuro, narrativa e muito mais.

Tempo de Duração: 61 minutos.

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Como se livrar da humilhação no trabalho?



Assédio 29/06/2012 17:42

Casos de assédio moral triplicam na Justiça em quatro anos. Veja o que fazer para evitar
problemas no trabalho e não prejudicar sua carreira
Andrea Giardino, 

São Paulo - Há três anos, o acreano Jorge da Silva Tavares, hoje com 35, era vendedor da Renosa,
fabricante da Coca-Cola em Mato Grosso. Lá, foi vítima de assédio moral. A empresa permitiu que a
equipe comercial fosse submetida a um ritual de humilhação que consistia em dar semanalmente um
troféu ao funcionário de pior desempenho.

Tudo ocorria na frente de todos os demais. "A coisa começou na base da brincadeira", conta Jorge. "O
problema foi quando a situação passou a ter um tom de humilhação. Por diversas vezes fui chamado
de incompetente na frente da minha equipe", diz.

Após ser demitido, há dois anos, Jorge entrou com uma ação na Justiça por danos morais. Em
primeira instância, conseguiu indenização de 10 000 reais. A companhia recorreu e, com nova decisão
favorável a Jorge, no ano passado, o valor acabou pulando para 25 000 reais.
A história de Jorge é um típico caso de assédio moral ou terror psicológico no ambiente de trabalho.
Dados do Ministério do Trabalho revelam que o número de denúncias no Estado de São Paulo quase
triplicou nos últimos quatro anos, passando de 78 para 216 ações judiciais.
Um levantamento feito pela advogada trabalhista Sylvia Romano mostra que um terço da população
economicamente ativa já sofreu algum tipo de assédio durante o trabalho no Brasil. A pressão por
resultados e a competição acirrada no mundo corporativo são os principais fatores do aumento da
incidência de casos.

Com a maior ocorrência de ações na Justiça, as empresas passaram a dar mais atenção ao assunto.
Recentemente foi assinado em São Paulo um acordo entre bancos e sindicatos para reduzir casos de
assédio moral nas instituições financeiras. O tipo mais comum de assédio é aquele em que o chefe
ofende um subordinado.

As maiores vítimas são as mulheres, correspondendo a 70% dos casos, segundo a Organização Internacional do
Trabalho (OIT). As vítimas estão distribuídas por todas as faixas etárias, com uma leve concentração de casos emprofissionais que têm entre 45 e 55 anos.

"Esses são considerados ultrapassados ou, por ter salários altos, acabam recebendo ameaças de que
podem ser substituídos por profissionais que ganhem menos", diz Sylvia.
Impacto na carreira
Se você acredita ser vítima de assédio no trabalho, é preciso avaliar bem o cenário antes de tomar
qualquer medida.

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Copa Zumbi - Corporate Zombies na FIFA



Ontem tivemos a maior prova de que os Corporate Zombies infectaram nossa seleção, acordem e entrem para a resistência ou quem poderá perder de 7x1 será você.

Abraços, Victor Sardinha

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Escritório: história de produtividade, desconforto e poder




Como a arquitetura das empresas evoluiu, nem sempre para melhor, para tirar o máximo dos profissionais, um movimento que acontece ainda hoje

Elisa Tozzi, 

A arquitetura corporativa atende mais a empresa do que o funcionário
Cada um no seu quadrado: a arquitetura corporativa atende mais a empresa do que o funcionário
São Paulo - De que modo a arquitetura do escritório influencia o relacionamento entre os funcionários? Como ela estimula a produtividade? Que efeito tem na felicidade dos profissionais que ocupam suas mesas todos os dias? De que maneira as empresas mudaram a decoração ao longo dos anos para criar locais mais adequados às funções executadas naquele momento?

Foram essas perguntas que levaram o jornalista Nikil Saval, editor da revista de cultura americana n+1, a lançar o livro Cubed – A Secret History of the Workplace (“Cubículo – A História Secreta do Escritório”, numa tradução livre), que deve ser lançado no Brasil em 2015 pela Editora Rocco.

O livro mostra como a arquitetura dos escritórios evoluiu, nem sempre para melhor, desde o século 19 até hoje. Observar a história do espaço de trabalho ajuda a entender o modo como trabalhamos hoje — e deixa claro que há ainda muitas empresas paradas no tempo.

1850: A pré-história do escritório

Até meados de 1800, a ideia de escritório não existia. A situação mudou quando banqueiros e advogados passaram a precisar de espaço para exercer suas atividades e de assistentes com quem pudessem dividir tarefas. A partir de 1860, surgiram os copistas, contadores, bancários e advogados.

O aumento da população de funcionários obrigou os empresários a procurar espaços para abrigá-los. Foi um tempo glorioso para o escritório, que nascia como opção decente ao trabalho braçal.

Chefes e subordinados sentavam lado a lado, o que estreitava as relações e não havia distinção entre vida profissional e pessoal. A ascensão dependia da simpatia — e não era raro que um subordinado casasse com a filha do patrão.

O clerk: Em inglês, clerk é o termo usado até hoje para designar qualquer pessoa que tenha nível subalterno na gestão, do analista ao gerente. Essa figura surgiu por volta de 1850. Nasceu com ele a ideia de crescer na carreira.

Se você trabalha em um lugar assim: Evite misturar vida profissional e pessoal. Mesmo que o chefe seja amigo, é necessário estabelecer regras de convívio.

1900: Nasce o espaço de trabalho

Entre 1860 e 1920, o capitalismo moderno se desenvolveu e o número de profissões especializadas se multiplicou. Com o aumento da burocracia, cresceu a demanda por profissionais: nos Estados Unidos de 1860, 750 000 pessoas trabalhavam em escritórios. Em 1910, o número saltou para mais de 4 milhões. E era necessário ter espaço para abrigar muita gente.

As mulheres ingressavam no mercado de trabalho em cargos subalternos, como secretária. Eram vigiadas pelos homens. Na Larkin, elas se sentavam no salão principal, no meio das mesas coletivas, ao alcance da supervisão masculina.

Telefone e telégrafo se tornaram comuns e permitiram que os escritórios ficassem em espaços separados das fábricas. Os armários de ferro (tipo arquivo), criados em 1880, se popularizaram, pois guardavam mais documentos e eram mais seguros contra incêndios, em comparação.

O supervisor: O dono começou a precisar de ajuda para controlar os funcionários. Surgiu a figura do supervisor, um intermediário na hierarquia. Era necessário comunicar as diferenças de status. Uma mesa de qualidade superior cumpria essa função.

Se você trabalha em um lugar assim: Empresas desse tipo têm horários rígidos e tarefas bem definidas. Há pouca oportunidade de crescimento. Melhor procurá-la em outro lugar.

1950: A era dos arranha-céus

O profissional de escritório tornou-se o típico representante da classe média americana. Ele acreditava no sonho de que o trabalho pode levar à riqueza. O avanço da engenharia civil permitiu a construção de prédios mais altos e com janelas maiores. O arranha-céu se tornou metáfora de sucesso e poder: só os melhores chegam ao topo.

Começou a haver o entendimento de que um ambiente confortável proporciona maior produtividade. Chefes buscavam se aproximar dos subordinados amigavelmente. Mulheres passaram a ter as mesmas funções, mas com salários menores.

A secretária: Apelidada de “esposa de escritório”, a secretária tinha a função de manter a disciplina das estenógrafas e servir o chefe. Em descrições de cargo da época era comum constar tarefas como fazer compras para a esposa do chefe e cuidar da decoração.

Se você trabalha em um lugar assim: Em lugares abertos, a interação entre os colegas é intensa, o que exige um esforço maior de concentração. Também é preciso cuidar dos limites entre vida pessoal e profissional.

1960-1980: O nascimento da baia

Nos anos 60, teóricos da gestão, como o austríaco Peter Drucker, começaram a imaginar outras possibilidades da organização do espaço de trabalho para ir além das mesas controladas por chefes. A data coincide com o aparecimento do termo “profissional do conhecimento”, para designar as pessoas que são pagas para pensar.

O economista e professor americano Douglas McGregor foi um dos primeiros a defender que o trabalho tem de ser prazeroso. O desafio era construir um espaço que fosse, ao mesmo tempo, aberto e privado.

O uso da baia é uma maneira de reforçar a autoridade e isolar os funcionários: cada um trabalha individualmente. Os profissionais almejam chegar à chefia para ter uma sala própria — e arejada. Teve início a discussão sobre a desumanização que o trabalho provoca.

Nos anos 70, o computador começou a ser usado como equipamento de controle de dados. Na década seguinte, os computadores pessoais foram instalados nas mesas de trabalho.

O gerente: Surgiu o conceito de meritocracia. Havia uma grande massa de gestores trabalhando em baias cada vez menores e mais deprimentes. Os gerentes tinham vontade de ser promovidos e, ao mesmo tempo, temiam a demissão. Na crise do petróleo dos anos 70, eles foram os primeiros demitidos.

Se você trabalha em um lugar assim: O desafio é combater a impessoalidade. Fortalecer os relacionamentos e a motivação é uma forma de trabalhar com mais sanidade em um ambiente insosso. 

1990: A informalidade das empresas de tecnologia

A tecnologia passa a ocupar um lugar central no trabalho e nas aspirações de carreira. Voltadas para a inovação, as empresas americanas do Vale do Silício simulam ambientes de campi universitários e influenciam companhias do mundo todo. O design do escritório passa a funcionar como uma propaganda de um suposto clima de trabalho feliz que a empresa proporciona.

A hierarquia diminui. Os funcionários são estimulados a pensar como donos do negócio. A competição faz aumentar a demanda por educação: só os brilhantes se destacam. As jornadas de trabalho incham e o ambiente amigável não disfarça a pressão por resultados — tanto de chefes quanto de colegas.

O nerd: As figuras de Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg, que tiveram ideias geniais ainda jovens e ficaram bilionários, fazem com que os profissionais acreditem que podem enriquecer com uma ideia inovadora. Os recém-formados querem abrir a própria empresa rapidamente.

Se você trabalha em um lugar assim: O profissional é visto como parceiro, que participa ativamente da implementação da estratégia e tem parte de sua remuneração atrelada aos resultados. Algumas empresas esperam dedicação até nos momentos de ócio.

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Psiquiatras reconhecem propensão às selfies como transtorno mental




A propensão para as selfies foi reconhecida oficialmente como um transtorno mental. Essa foi a conclusão dos cientistas da Associação Americana de Psiquiatria (APA).

Na opinião dos psiquiatras, as selfies são definidas como um distúrbio obsessivo-compulsivo caracterizado por um desejo permanente de se fotografar, colocando as fotos nas redes sociais, para compensar a falta de autoestima.

Os cientistas definem três níveis desse transtorno:
Primeiro nível – episódico: a pessoa fotografa a si mesma pelo menos três vezes por dia, mas sem colocar as fotos em redes sociais.

Segundo nível – agudo: a pessoa fotografa a si mesma pelo menos três vezes por dia e coloca as selfies em redes sociais.

Terceiro nível – crônico: a pessoa sente um desejo incontrolável de se fotografar ao longo do dia e colocar as fotos na Internet pelo menos seis vezes por dia.

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