6 hábitos de sucesso dos milionários para você aplicar em sua vida





Independente das habilidades ou capacidade de gestão, algumas mudanças de hábitos podem fazer diferença

Por Juliana Américo Lourenço da Silva |

Tio Patinhas Moedas

SÃO PAULO – Alguns têm a sorte de nascer em uma família rica e aprendem a gerir a herança, outros começam do zero e criam o seu próprio patrimônio.

Apesar de os milionários terem histórias de sucesso, habilidades e perfis de liderança diferentes, o consultor norte-americano William Patterson identificou algumas características típicas de pessoas de negócios bem-sucedidas.

Em um artigo publicado na Revista Inc., ele afirma que fatores como inteligência, educação formal ou condição financeira da família não são tão determinantes para levar alguém ao sucesso e, consequentemente, à vida financeira que muitos desejam.

Confira as seis habilidades, que se aplicadas na sua vida, podem te ajudar a alcançar o sucesso:

1- Tenha bons mentores
Muitos empreendedores de sucesso admitem que não são gênios dos negócios. Além disso, inúmeras decisões precisam ser tomadas todos os dias na hora da gestão.
Por isso, eles se cercam de mentores e conselheiros mais experientes que possam ajudar a solucionar problemas, alcançar os objetivos mais rapidamente e força-lo a tomar boas decisões.

2- Acredite em você
Em geral, os ricos tendem a pensar grande, ser mais confiantes e contam com a capacidade de tomar medidas decisivas. Em contrapartida, Patterson diz que as outras pessoas têm uma maior tendência para procrastinar, mesmo quando as decisões não envolve dinheiro. 

 “A chave para a independência financeira não é uma decisão racional. Se fosse uma decisão racional, mais pessoas poderiam tomar medidas decisivas para fazer coisas as tornariam financeiramente livre”, explica. A maioria das pessoas não acredita que tem o poder de mudar a condição de suas vidas, crença gerada por barreiras psicológicas como medo da perda, o medo do fracasso, medo do sucesso, e os sentimentos subjacentes de que o dinheiro representa a liberdade, controle, dependência, segurança e autoestima.

3- Faça contatos
O especialista considera o networking uma prioridade, sendo que o tamanho da sua rede de contatos é diretamente proporcional ao seu saldo bancário. Na opinião do especialista, a habilidade de conhecer pessoas, trocar experiências e firmar parcerias corresponde a 80% do que é necessário para fazer um negócio decolar. Aqueles com redes limitadas são sempre os últimos a saberem das coisas e os últimos a ser ajudados.

4- Faça os investimentos certos
Os homens de negócios atuam em três áreas de investimento: na bolsa de valores, imóveis e empreendedorismo. As três juntas oferecem maior alavancagem de tempo e dinheiro. 
A maioria das pessoas tenta construir a riqueza com uma abordagem linear, usando uma estratégia de investimento, uma carteira e um fluxo de renda, no caso, um trabalho. Mas, para construir a riqueza significativa de uma forma que lhe traz uma maior liberdade, é interessante aprender a gerenciar múltiplas estratégias de investimentos.

5- Expanda seus conhecimentos e habilidades
Manter um aprendizado constante é ideal para quem quer atingir o sucesso; os ricos estão sempre lendo, ouvir áudios, assistindo vídeos de treinamento, participando de seminários, desenvolvendo novas habilidades, e procurando maneiras de aplicar os princípios de construção de riqueza e de negócios de sucesso para as novas tendências.

No geral, eles investem mais tempo e dinheiro em dominar estratégias sólidas para investimento e de gestão financeira e empreendedorismo do que os outros. O atual sistema educacional não é projetado para ensinar as pessoas a construir a riqueza, ele é projetado para ensinar as pessoas a serem empregados ou, na melhor das hipóteses, trabalhadores independentes. Portanto, é vital para o sucesso financeiro e empresarial investir significativamente no aprendizado.

6- Economize tempo e aumente a sua produtividade
A expressão “tempo é dinheiro” é levada a sério pelos empreendedores. Eles procuram investir em tecnologias, sistemas e treinamento que irá ajudá-los a economizar tempo e aumentar sua produtividade.

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Super Corporate Zombie




Visionário

"Um dia a OGX vai valer tanto quanto a Petrobras "
Eike Batista

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A POLÍTICA E AS BACTÉRIAS







Mauro Santayana

Quando alguém se declara “apolítico”, ou diz que “odeia a política”, nos lembramos de que a palavra política deriva de Politeía, vocábulo relativo a tudo que acontecia nas antigas Polis, cidades-estado gregas, e da velha constatação aristotélica de que “o homem é um animal político”.



Querendo ou não, todo ser humano participa, no convívio, no aprendizado e no debate com outros seres humanos, da atividade política, mesmo quando não exerce nenhum cargo público, se assume “apolítico” e declara o seu “ódio” à política.



A política, como ocorre com Deus, para a maioria das religiões, está em todas as coisas, das maiores às que são aparentemente mais ínfimas.



Um estudo que acaba de ser divulgado pelo governo britânico, alerta que as superbactérias matarão, em poucos anos, mais que o câncer, e que o custo de seu tratamento chegará a 100 trilhões de dólares nas próximas décadas.



Foi a economia no combate à infecção hospitalar e a ausência de fiscalização rigorosa em hospitais públicos e privados, assim como o incentivo, durante anos, do uso indiscriminado e desnecessário de antibióticos em diversos países do mundo, incluído o Brasil, que deu origem à transformação destes organismos.



E é a mesma ausência de fiscalização e controle que está fazendo com que novas gerações de bactérias resistentes mesmo aos mais modernos medicamentos estejam ultrapassando os limites dos hospitais e postos de saúde, ameaçando transformar-se em uma pandemia, atingindo diretamente a população.



A Fiocruz, que já havia detectado, antes, por duas ocasiões, superbactérias no esgoto lançado clandestinamente, no rio Carioca, no Rio de Janeiro, acaba de anunciar que detectou sua presença também na água do mar, nas praias do Flamengo e de Botafogo, com possibilidade de que se multipliquem e acabem chegando ao Leblon, Copacabana e Ipanema.



Que turistas e banhistas deixem de frequentar o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, que as crianças não possam mais se sentar na areia, ali ou no vizinho bairro de Botafogo, que a Cidade Maravilhosa possa transformar-se, de chamariz, em ameaça para milhões de turistas que a visitam, é um absurdo.



A poluição de nossos rios e lagos, com a diminuição da oferta de água potável à população, e agora da orla marítima da segunda cidade do país, é uma questão ambiental, mas, como muitas outras mazelas de nosso país, também uma questão política, e tem que ser enfrentada com determinação e rapidez.



A população carioca deve mobilizar-se e exigir que os responsáveis sejam punidos e que o esgoto hospitalar seja tratado totalmente nos próprios locais em que é produzido.

Não se trata apenas de uma questão de saúde. Se houver uma epidemia, milhares de empregos e empresas estarão em risco, assim como as Olimpíadas de 2016. 

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Desvio na Petrobras foi de pelo menos R$ 20 bilhões




Por  Letícia Casado e André Guilherme Vieira


Adarico Negromonte Filho entrega-se à polícia no dia 24 de novembro: irmão de ex-ministro era um dos funcionários de Youssef que transportavamdinheiro

O esquema de corrupção na Petrobras pode ter atingido pelo menos R$ 20 bilhões, informaram ao Valor  fontes de diferentesprocedências envolvidas na operação Lava-Jato, que investiga desvios de recursos na estatal.

Sabe-se que ao menos R$ 11,5 bilhões foram identificados como "movimentação financeira atípica" pelo Conselho de Controle de AtividadesFinanceiras (Coaf) do Ministério da Fazenda.

"Certamente esse valor é maior. Pelo menos o dobro, na casa de uns R$ 20 bilhões", disse uma fonte diretamente ligada à investigação.

A reportagem apurou que os investigadores ainda não dispõem de dados para calcular o total desviado da estatal, porque precisam analisar extratos coletados na Suíça e aguardam a chegada de documentação sobre os titulares de contas no exterior.

Os procuradores seguem a trilha de saques e depósitos ocorridos em vários países.
O tamanho do rombo ficou reconhecidamente maior a partir do momento em que o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, falou em seu termo de delação premiada sobre os contratos de aquisição de navios-plataforma e a construção de estaleiros. "Braço direito" de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, Barusco também forneceu informações sobre negócios na Transpetro, subsidiária da estatal petrolífera, apurou o  Valor PRO , serviço de informações em tempo real do  Valor

A Lava-Jato já trabalha com a perspectiva de que os desvios em contratos supostamente superfaturados em refinarias e na área de navios ultrapassem R$ 20 bilhões.

A diferença entre o que foi divulgado e as estimativas das investigações tem pelo menos três motivos.
O primeiro é que nem toda a "movimentação atípica" nas transações bancárias foi comunicada ao Coaf pelos gerentes dos bancos; o esquema contava com participação de funcionários cooptados por Youssef, que omitiam as informações em troca do pagamento de comissões, segundo apurou a Polícia Federal (PF).
"Com certeza o valor não comunicado [pelo Coaf] é muito grande também. Contratos para aquisição de navios-plataforma, por exemplo, dão outro horizonte financeiro ao esquema. Plataformas e navios envolvem cifras bilionárias", diz uma fonte a par do assunto.

Outra razão é que uma parte significativa dos pagamentos de propina era feita no exterior. Na diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa, a proporção era de 70% no Brasil e 30% em outros países, segundo relatou o ex-executivo da Petrobras.

O terceiro - e talvez mais importante - motivo para a disparidade de valores é o grande volume de dinheiro em espécie, impossível de ser rastreado, que circulava nas mãos dos envolvidos no esquema.
O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da suposta corrupção com dinheiro público, movimentava de R$ 20 milhões a R$ 50 milhões por mês em espécie em seu esquema com o PP na Petrobras, apurou a reportagem. O valor considera movimentações feitas em dólares, euros e reais. A amplitude se justifica pelo fato de que a propina nem sempre era fixa e variava de acordo com o tamanho dos contratos.

Vários funcionários de Youssef transportavam dinheiro no corpo, segundo a PF, entre os quais Adarico Negromonte Filho (irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, do PP), Jayme Alves de Oliveira Filho, o "Careca" (agente da PF responsável por fiscalizar passageiros e bagagens no aeroporto do Galeão, no RJ), Rafael Ângulo (espanhol, com passaporte europeu) e João Procópio de Almeida Prado.

A investigação revelou que eles faziam viagens domésticas em voos comerciais com as notas presas ao corpo e conseguiam levar até R$ 500 mil ou alguns milhões em cédulas de € 500.
O transportador enrolava as notas em papel filme, utilizado normalmente para embalar alimentos, apurou a reportagem. Elas então eram afixadas às pernas e coxas do "courier", deixando os joelhos livres para movimentação. O dinheiro também era escondido em coletes ortopédicos, usados no tronco das "mulas" de dinheiro. De tal modo, era possível carregar até R$ 500 mil por pessoa.
A "vestimenta" da dinheirama no corpo mescla plástico, papel e tecido; ou seja, materiais que não acionam o detector de metais.

Os aeroportos brasileiros utilizam raio-x em esteiras para bagagem, não para pessoas.
O valor total transportado pelos portadores de Youssef não está, obviamente, incluído na contabilização realizada pelo Coaf.
Em trajetos curtos, o dinheiro viajava em caixas de arquivo de escritório (até R$ 200 mil) e sacos de lixo - que não despertavam suspeitas, segundo uma fonte.
Existem dezenas de portadores, "couriers" de Youssef e de políticos, além de executivos que iam com frequência ao escritório do doleiro no bairro do Itaim, zona sul da capital paulista, para fazer retiradas em espécie.

Quando os pagamentos a políticos e executivos de empreiteiras eram acima de R$ 6 milhões, apurou o  Valor , Youssef alugava jatos.
As operações no exterior, que também não foram captadas pelo Coaf, eram compensadas via "dólar-cabo" - troca de posições entre doleiros.

Youssef trabalhava bastante com "as contas da 25 de Março", de comerciantes do centro de São Paulo que forneciam sua contas correntes para o doleiro receber pagamentos. Em troca, recebiam percentuais sobre os depósitos bancários, apurou o  Valor PRO .

Para enviar o dinheiro ao exterior, Youssef contava com um sistema que incluía offshores, contratação de serviços de consultoria, empresas de fachada e fraudes em importação, que eram apenas simuladas, para justificar a remessa de valores ao exterior. O doleiro contava ainda com "brechas" identificadas no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), que reduziram a fiscalização sobre contratos de câmbio.

Youssef não operava contas em seu nome. No exterior a função era desempenhada por Leonardo Meirelles, um dos sócios do Labogen, laboratório que era uma das fachadas usadas pelo doleiro.
Entre os expedientes utilizados por Youssef para a lavagem de dinheiro e evasão de divisas, um é destacado pelos investigadores como sua principal inovação criminosa: o fato de usar empresas fictícias, que só existiam no papel, para simular importações e mandar dinheiro supostamente desviado da Petrobras ao exterior em operações aparentemente lícitas.

O mecanismo, que segundo a PF contou com dezenas de operadoras de câmbio e bancos brasileiros, garantiu a evasão de valores para o exterior - principalmente para bancos em Hong Kong, na China, que não é signatária de acordo de cooperação jurídica com o Brasil para fins de colaboração judicial em casos de evasão de divisas.

As investigações da Lava-Jato apontam que uma das empreiteiras investigadas na operação fazia pagamentos apenas no exterior, e outra, apenas em dinheiro em espécie no Brasil.

Na conta do esquema de corrupção também entram as retiradas ocorridas no Posto da Torre, em Brasília, que pertencia ao doleiro Carlos Habib Chater e gerenciava 375 contas bancárias, segundo laudo da PF. A perícia constatou que R$ 11 milhões passaram pelas contas entre 2007 e 2014.
Sócio de Chater, o também réu Ediel Viana da Silva disse em juízo que o ex-deputado do PP, Pedro Corrêa, buscou dinheiro enviado por Youssef nas ocasiões em que esteve no posto de gasolina.

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Zombie CPMF pode Voltar.



No plano do ajuste, Governo considera a volta da CPMF

 

Como parte do ajuste fiscal, o Palácio do Planalto e a nova equipe econômica estudam tentar a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o mau e velho “imposto do cheque.”

“A CPMF é a única medida que pode resolver o problema numa só tacada, porque aquele 0,38% dá 80 bilhões de reais,” disse uma fonte com acesso às discussões.
Colocando em perspectiva: os economistas estimam que o déficit primário recorrente do setor público esteja hoje em 0,5% do PIB. Além disso, o governo já tem novas despesas contratadas para 2015 da ordem de mais 0,5% do PIB. Ou seja, para produzir o superávit de 1,2% do PIB que a nova equipe econômica se propôs para o ano que vem, a “virada fiscal” é de cerca de 2,2% do PIB, mais de 100 bilhões de reais.
A possibilidade de taxar os dividendos foi aventada, mas “o imposto sobre dividendos e/ou juros sobre capital próprio fragiliza ainda mais os setores que já estão mais ressabiados com o governo, os empresarios. Fazer isso fragilizaria ainda mais o ambiente de negócios, e o que o Governo precisa é atrair investimento, encorajar o setor privado a investir,” disse a fonte.
Neste contexto, a CPMF é vista como dos males o menor. “A CPMF divide a conta de maneira pulverizada — injustíssima, mas pulverizada.”
Já as chances de sucesso do Governo em trazer de volta a contribuição são outra história: a fragilidade da base aliada e a guerra que existe hoje no Congresso fazem desta uma missão quase impossível.
O Governo perdeu a arrecadação da CPMF em dezembro de 2007 — numa derrota histórica para o governo Lula — graças a uma bem-sucedida campanha arquitetada pela FIESP e executada pela oposição.
De lá pra cá, setores do Governo sempre sonharam com a volta do imposto, tido como “insonegável.”
De qualquer forma, a cama parece estar pronta para a tentativa de se trazer de volta os 0,38%. Durante a campanha eleitoral, a Presidente Dilma criticou Marina Silva por ter votado contra a CPMF. E, na segunda-feira, matéria de Cátia Seabra e Marina Dias na Folha de São Paulo mostrou que pelo menos três governadores petistas se articulam para pedir a volta da contribuição.  Um governador tucano, Beto Richa, do Paraná, também se manifestou a favor.
“A história mostra que no Brasil é mais fácil conseguir consenso para aumentar imposto do que para cortar gasto,” diz o economista Mansueto Almeida, lembrando que cada presidente depois da Constituição de 1988 terminou o mandato com uma despesa pública maior do que a deixada por seu antecessor – sem exceção.
Por Geraldo Samor



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Fim da petrobras. Super corporate zombies





Dilma ainda não se deu conta da gravidade da ação contra a Petrobras nos EUA e manda seu ministro da Justiça conceder entrevistas patéticas

A presidente Dilma Rousseff, tudo indica, não está se dando conta de que, como diria o poeta, o dano pode ser maior do que o perigo. Está começando a sapatear à beira do abismo. Nesta terça, o procurador-geral da República prometeu agir com dureza contra os desmandos na Petrobras e cobrou a substituição de toda a diretoria. Estava num seminário, a que comparecera também José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, que assegurou que nada há contra a atual direção da empresa.

A presidente achou sua defesa tímida e o fez, pateticamente, convocar uma entrevista coletiva para reiterar que Graça Foster e equipe gozam da sua confiança. É evidente que isso não é tarefa para o titular da Justiça — afinal, existem, para tanto, um ministro das Minas e Energia e um chefe da Casa Civil. Ao mandar Cardozo pagar o mico, Dilma queria emprestar certa gravidade, digamos, “judicial” à prova de confiança. Há o risco de ninguém ter explicado a ela que ministro da Justiça não é… Poder Judiciário. Adiante!

O processo movido nos EUA por investidores que detêm ações da Petrobras tem potencial para levar a empresa à lona — a uma lona pior do que aquela em que está hoje. E notem: qualquer um que tenha os papéis, negociados entre 10 de maio de 2010 a 21 de novembro deste ano pode se juntar aos reclamantes até o dia 6 de fevereiro do ano que vem.

Sim, os fundos de pensão brasileiros que compraram papéis da Petrobras — Petros, Previ e Funcef — podem aderir. O governo fará de tudo para impedi-lo, mas eles têm autonomia para fazê-lo. É possível que eles tomem a decisão política de não agir contra a Petrobras. Mas aí as respectivas direções terão de prestar contar a seus sócios. E se os demais forem bem-sucedidos?

Dois escritórios movem as ações: o americano Wolf Popper, com sede em Nova York, e o brasileiro Almeida Law Advogados. Em entrevista a Geraldo Samor, da VEJA.com, o advogado André Almeida faz uma conta simples e, ao mesmo tempo, aterradora para a estatal brasileira. O valor de mercado da Petrobras caiu R$ 104 bilhões no período compreendido pela ação. Admitindo-se que 30% do capital da Petrobras esteja na forma de ADRs (as ações), o prejuízo a ser ressarcido poderia chegar a R$ 31 bilhões. Ocorre que, nos EUA, isso não é tudo: também há uma multa pelos chamados “danos punitivos”.

Sim, investimento em ações comporta riscos. A questão é o que fazer quando os exemplos de má governança se tornam tão escandalosamente evidentes e quando fica claro que uma quadrilha operava dentro da empresa. Faltaram advertências? Ao contrário. Não nos esqueçamos. Em 2009, foi instalada uma CPI para apurar lambanças na estatal. Entre os fatos apontados no requerimento, podia-se ler:


“a) indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo, apontadas pela operação ‘Águas Profundas’ da Polícia Federal; b) graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontadas pelo Tribunal de Contas da União; c) indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apontados por relatório do Tribunal de Contas da União”


O governo e o comando da empresa, presidida, então, pelo petista José Sérgio Gabrielli, fizeram questão de enterrar a investigação, afirmando que se tratava apenas de “guerra política”. Foi também em 2009 que o TCU recomendou a suspensão de repasses para obras da Petrobras, medida aprovada pelo Congresso. Mas Lula vetou e mandou soltar a dinheirama. Antes ainda, em 2007, o então advogado da estatal junto ao tribunal, Claudismar Zupiroli, enviou um e-mail à então secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, advertindo para o fato de que a empresa abusava do expediente de dispensar a Lei de Licitações.

Vale dizer: advertências e razões para investigar não faltaram. Com alguma competência e bom propósito, a roubalheira teria sido estancada. A chance de a Petrobras se meter numa encalacrada bilionária é gigantesca.

Mas Dilma prefere fazer de conta que nada está acontecendo e manda seu ministro da Justiça conceder entrevistas patéticas. “Ah, mas a atual diretoria da Petrobras não tem nada com isso!” Não importa! Ninguém está pedindo que seus integrantes sejam presos. Apenas se cobra que o comando da empresa seja entregue a técnicos, sem quaisquer vinculações políticas. Ou a sangria vai continuar.

Como se tem lembrado com propriedade, a Enron e a WordCom quebraram justamente na esteira de uma ação dessa natureza. Cuidado, Dilma!
Por Reinaldo Azevedo


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