Bolsa tem pior desempenho do mundo e até quem aposta em ações está fugindo do Brasil



Gestores estão reduzindo a participação da renda variável nos seus portfólios e elevando os recursos em caixa ao máximo permitido depois do Ibovespa cair 35% em dólares desde setembro

Por Bloomberg |

Os investidores sabem que os negócios vão mal no mercado de ações brasileiro quando até quem está focado em renda variável deixa de querer ações.

Os gestores de ativos estão reduzindo a participação da renda variável nos seus portfólios e elevando os recursos em caixa ao máximo permitido por lei depois que o Ibovespa caiu 35 por cento em dólares desde o dia 1º de setembro. Este é o pior desempenho entre os principais índices acionários do mundo. O peso da renda variável no total dos ativos dos fundos de investimentos caiu de 14 por cento em dezembro de 2013 para 12 por cento no fim do ano passado, segundo dados da Anbima, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Já a participação das chamadas operações compromissadas, aplicações em que o emissor se compromete a recomprar o título, atingiu o maior patamar em pelo menos cinco anos.

As ações brasileiras têm passado por uma fase ruim: a Petrobras perdeu US$ 62 bilhões em valor de mercado desde setembro em meio às investigações da Operação Lava Jato. A queda nos preços das commodities tem afetado empresas como Vale SA e Biosev SA. A inflação em alta, a perspectivas de baixo crescimento e o risco de racionamento de energia são fatores que contribuíram para a fuga da renda variável, disse Jorge Simino, diretor de investimento da Fundação Cesp (Funcesp), quarto maior fundo de pensão do país, com cerca de R$ 23,5 bilhões (US$ 8,2 bilhões) em ativos.

“É difícil justificar a compra de ações”, disse Bernardo Rodarte, que tem R$ 1 bilhão sob gestão na Sita Corretora, em Belo Horizonte. “Os gestores de renda variável estão vendendo ações e mantendo o dinheiro em caixa, o que faz sentido com a renda fixa dando um retorno de cerca de 1 por cento ao mês”.

Estratégia de investimento

Os fundos de ações brasileiros que seguem o Ibovespa caíram 3 por cento em 2014, contra um ganho de 11 por cento dos fundos de curto prazo, segundo a Anbima. Levando isso em conta, a estratégia de investimento é uma escolha óbvia para os gestores de ativos, disse Simino.

“Temos 15 por cento do nosso portfólio em dinheiro, em compromissadas de um dia ligadas” à taxa básica de juros de 12,25 por cento, disse Simino em entrevista no escritório da Bloomberg, em São Paulo, acrescentando que a participação ideal seria de 20 por cento. Ele disse que as ações caíram para 15 por cento de seu portfólio após representarem cerca de 25 por cento em 2007. “Esse desalinhamento de várias variáveis simultâneas a gente está precificando desde meados de 2013. Por isso é que a gente está fazendo caixa”.

Preferir caixa a ações é um “disparate técnico” para investidores de longo prazo, como os gestores de fundos de pensão, disse ele.

Banco Central

As compromissadas chegaram em dezembro a uma participação de 28 por cento do patrimônio total dos fundos brasileiros. Uma alta de 3,5 pontos porcentuais em um ano. Esses títulos de curto prazo podem durar apenas um dia e são garantidos por papéis do governo. As compromissadas ganharam popularidade no início dos anos 1990, quando a hiperinflação corroía o valor dos títulos de prazo mais longo.

O volume de compromissadas atingiu R$ 858,1 bilhões em dezembro, uma alta de 49 por cento no período de um ano, mostram dados do BC. Enquanto isso, a autoridade monetária elevou a Selic, que estava em 10,5 por cento em janeiro de 2014. Mesmo com a elevação dos juros, o IPCA subiu 7,14 por cento nos 12 meses até janeiro, o ritmo mais rápido em quase dois anos e meio.

“Essa migração das ações para a renda fixa reflete as incertezas econômicas”, disse Paulo Vieira da Cunha, um ex-diretor do BC que agora é economista-chefe do fundo hedge Ice Canyon, por telefone, de Nova York. “Esse movimento de compra, especialmente na parte curta da curva, implica que os investidores não vão querer assumir o risco de duração”.


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Brasil sobe no ranking e tem o quarto Big Mac mais caro do mundo





Suíça supera a Noruega e já tem o sanduíche com os preços mais ‘salgados’, indica ‘Economist’

POR O GLOBO


LONDRES - O ranking não é exatamente positivo, mas o Brasil subiu uma posição e já possui o quarto Big Mac mais caro do mundo, custando US$ 5,21 (cerca de R$ 13,50). No ano passado, os brasileiros ocuparam o quinto lugar, pagando US$ 5,86 (ou R$ 13). Desde 1986, o lanche da rede McDonald’s é usado como índice pela revista britânica “The Economist” para mostrar o poder de compra das moedas dos países pesquisados.

No topo da lista dos sanduíches mais “salgados”, uma novidade: a Suíça rebaixou a Noruega, até então detentora do título do mais caro Big Mac do planeta. Se algum dos integrantes do Fórum Mundial em Davos, por exemplo, quiser saborear a calórica iguaria, terá que desembolsar 6,50 francos, o equivalente a US$ 7,54 (cerca de R$ 19, 40). O resultado aponta para uma supervalorização de 57,5% da moeda suíça frente ao dólar americano.

Nos Estados Unidos, aliás, o sanduíche custa US$ 4,79 (cerca de R$ 12.30) — ocupando o sexto lugar da lista. No extremo oposto do ranking, aparece a Ucrânia. Na ex-república soviética, cuja economia está gravemente abalada pelo abalo nas relações com a Rússia e um movimento separatista pró-Moscou, os fãs de fast food encontram o sanduíche mais barato: 19 grívnias ou US$ 1,20 (cerca de R$ 3,10).

Segundo a “The Economist”, uma das mais respeitadas publicações de economia e negócios do mundo, o objetivo do índice Big Mac não é ser preciso, mas tornar mais fácil entender as taxas de câmbio. Por estar presente em mais de 120 países, o Big Mac, ícone da cultura do fast food, é considerado um bom termômetro de quanto o consumidor de cada local pode compra. Assim, a taxa de câmbio é calculada a partir do preço do sanduíche em cada país.

Para mostrar a variação das moedas frente ao dólar, leva-se em conta a paridade do poder de compra (ou seja, o que se pode comprar com o dinheiro de um país). A diferença é que o índice Big Mac só calcula o valor necessário para comprar o lanche, enquanto cálculos tradicionais consideram vários produtos de consumo, como, por exemplo, os da cesta básica.

Confira o ranking do Índice Big Mac:

1º lugar: Suíça

2º lugar: Noruega

3º lugar: Dinamarca

4º lugar: Brasil

5º lugar: Estados Unidos

6º lugar: Canadá

7º lugar: Reino Unido

8º lugar: Austrália

9º lugar: Países da zona do euro

10º lugar: Filipinas

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Financial Times lista 10 motivos pelos quais Dilma pode sofrer um impeachment







O artigo, assinado pelo editor-adjunto de mercado emergentes da publicação cita entre as razões a perda de apoio no Congresso Nacional, principalmente com a recente vitória de Eduardo Cunha

Por Rodrigo Tolotti Umpieres |

SÃO PAULO - Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais (além da Petrobras) é a situação complicada da presidente Dilma Rousseff (PT) diante do governo. Com isso, o jornal britânico Financial Times decidiu listar nesta quarta-feira (25) 10 motivos pelos quais a petista poderia não chegar ao fim de seu mandato.

O artigo, assinado pelo editor-adjunto de mercado emergentes da publicação, Jonathan Wheatley, cita entre as razões a perda de apoio no Congresso Nacional, principalmente com a recente vitória de Eduardo Cunha.

Segundo o texto, até mesmo alguns petistas se voltaram contra a presidente. "Alguns membros [do partido] a veem como uma intrusa oportunista", disse Wheatley. A maioria dos motivos mencionados no texto são de teor econômico, sendo que apenas dois têm relação indireta com a economia: a falta de água e possíveis apagões elétricos. Veja os motivos:

Perda de apoio no Congresso
"Para um presidente brasileiro ser cassado, ele deve fazer algo flagrantemente errado. Mas muitos fazem isso e sobrevivem", começa o autor. Porém, para ele, o que realmente conta é a perda de apoio no Congresso. Diante disso, ela começa a criar "inimigos" dentro de casa, começando a ver petistas ficarem descontentes com ela. Até mesmo a nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda tem sido razão de raiva para integrantes da esquerda.

Escândalo da Petrobras
Diante de todos os escândalos envolvendo a estatal, o pessimismo do mercado diante do governo só aumenta e pressiona ainda mais a presidente. No fim, Wheatley destaca que, se em algum momento o Congresso decidir fazer algo para um impeachment, "a Petrobras forneceria o pecado flagrante". "Dilma foi presidente do conselho de administração, quando a maior parte da suposta corrupção aconteceu", destaca.

Queda na confiança do consumidor
"Os consumidores estão extremamente fartos, como mostrado por um levantamento mensal divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas" afirma o texto mostrando o gráfico da FGV com a forte queda da confiança.

Aumento da inflação
"Vinte anos atrás, a inflação no Brasil foi de cerca de 3.000% ao ano. Muitos brasileiros são jovens demais para lembrar, mas outros não. Alguns temem agora que o governo abandone a meta de inflação de 4,5% ao ano", afirma o texto.

Aumento do desemprego
O artigo lembra que muitos brasileiros têm se preparado para perdoar o governo em relação a inflação e crescimento lento porque sentiram seus próprios empregos estavam seguros. "Mas com a economia deverá contrair-se 0,5% este ano [...] Estima-se que 26 mil empregos líquidos foram perdidos em janeiro, normalmente um mês onde ocorre contratação desse número. Isso representa um grande desafio para a popularidade de Dilma", afirma.

Queda na confiança do investidor
Após a notícia de que o Tesouro tinha vendido 10 milhões de contratos de dívida de curta duração com vencimento em outubro deste ano, o texto destaca que este foi o maior leilão único de tal dívida de curto prazo. Citando o Valor Econômico, Wheatley diz que o governo está sendo forçado a vender cada vez mais títulos como esses rendendo diante da preocupação dos investidores com a capacidade do governo para cumprir as metas orçamentais.

Déficit orçamentário
"No ano passado, o Brasil emitiu o seu primeiro déficit orçamentário primário em mais de uma década, efetivamente levando o país de volta para os dias sombrios antes de começar a implementar pelo menos uma aparência de disciplina fiscal", afirma o FT. "A administração Rousseff parece desistir do fantasma do ano passado, com um déficit primário equivalente a 0,63% do PIB e um déficit nominal, incluindo o pagamento da dívida, equivalente a 6,7% do PIB", completa.

Problemas econômicos no geral
"Que a economia está a implodir é quase desnecessário dizer", começa o autor. "Os investidores esperavam que a nomeação do "Chicago boy" Levy para o ministério das finanças iria mudar as coisas. Muitos ainda se seguram nessa esperança. Mas a tarefa parece cada vez mais difícil", afirma.

"Levy tem aparecido como uma figura solitária, o único homem no governo segurando 'a represa'. Rousseff nem sequer apareceu no anúncio de sua nomeação. Ela estava lá na cerimônia formal [...] Mas uma pesquisa no Google Imagens sugere que eles não têm sido vistos juntos em público desde então", completa o FT.

Falta d'água
"A sensação de se aproximar de apocalipse no Brasil é sublinhada por uma escassez de água que atinge a cidade de São Paulo", lembra o jornal britânico, que destaca a pequena recuperação do Cantareira nas últimas semanas, mas que mesmo assim está longe de sair da crise. "A causa não é a baixa precipitação apenas. Estima-se que um terço da água do sistema é perdida pela Sabesp. Má gestão e falta de investimento também são culpados", afirma.

Possíveis apagões elétricos
"A última vez que um governo foi derrubado (embora nas urnas e não por impeachment) a principal causa foi o racionamento de energia elétrica", afirma o texto citando a derrota de Fernando Henrique Cardoso para Lula em 2002, depois de um "verão de racionamento de energia elétrica provocada por uma combinação de baixa pluviosidade, má gestão e falta de investimento". "A administração Rousseff pode evitar um destino semelhante. Ou talvez não", diz o FT.  

"O que derrubou Collor não era o seu envolvimento em casos de corrupção, mas a repulsa que as pessoas sentiam dele e, especialmente, entre a maioria no Congresso. Rousseff deve ter muito cuidado para não seguir o mesmo caminho", completa o jornal.

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Mulher de Eike tem cartão de crédito recusado em supermercado




Flavia e Eike: vida dura

A vida não está fácil para ninguém: ontem, Flavia Sampaio, mulher de Eike Batista, teve o seu cartão de crédito recusado num supermercado da zona sul do Rio de Janeiro.

Ligou para o marido imediatamente, mas nada se resolveu.


A propósito, Flavia nas últimas semanas passou a frequentar com assiduidade a sede do (que restou do) grupo X, na Praia do Flamengo.



Por Lauro Jardim



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Governo "aperta" Fies e derruba ações das educacionais





Segundo uma reportagem do Valor, o governo está limitando o volume de novos contratos do programa

Por Paula Barra |12h24 | 27-02-2015

SÃO PAULO - Depois de um mar de boas notícias para as educacionais, que fizeram as ações dispararem mais de 30% da metade de fevereiro até a última quarta-feira, o setor volta a ser penalizado no mercado hoje. A notícia que veio à tona é que, novamente, o Ministério da Educação agiu sobre o Fies (programa de financiamento estudantil). 

Segundo uma reportagem do Valor, o governo está limitando o volume de novos contratos do programa. Cada instituição está conseguindo inscrever o equivalente a um terço do total de alunos que conseguiram financiamento em 2014. 

"Ainda é prematuro dizer o impacto, já que até agora não houve anúncio oficial e não sabemos até quando vai durar, mas o efeito no curto prazo é bastante negativo", disse o analista da XP Investimentos, Ricardo Kim. Nesse cenário, as mais impactadas são Anima (ANIM3) e Ser Educacional (SEER3), que possuem quase metade da base de alunos nesse programa. Para Kroton (KROT3) e Estácio (ESTC3), o impacto é negativo, mas em proporções um pouco menores, explicou. 

Por isso, hoje na Bolsa as ações da Anima e Ser Educacional são as mais penalizadas. Segundo cotação das 12h24 (horário de Brasília), esses papéis recuavam 21,17% e 12,81%, respectivamente, a R$ 17,54 e R$ 11,77. Já Kroton e Estácio caíam 7,47% e 4,24%, nesta ordem, a R$ 10,65 e R$ 19,19. 

De acordo com a Guide Investimentos, as negociações com o governo estão em fase final, mas ainda persistem incertezas sobre a perspectiva do setor. A expectativa é de crescimento limitado no programa este ano e reformulação entre 2016 e 2018 tendo em vista as restrições orçamentárias do governo e exigências mínimas de qualidade, além da definição de prioridades geográficas e de curso. Mas, para a corretora, não haverá reversão do teto de reajuste dos preços de mensalidades, conforme se especulou ontem.

Entenda sobre cada setor da Bolsa em uma aula grátis no novo projeto do InfoMoney

Além das dúvidas sobre o Fies, as ações da Anima caem mais forte que as demais por conta também da divulgação, na noite da véspera, do balanço do quarto trimestre. "A empresa bom crescimento na base de alunos e receita nos últimos trimestre, mas houve um desapontamento quanto às margens. Junto com a notícia negativa do Fies, o mercado aproveita para penalizar mais forte essa ação", comentou Kim. No quarto trimestre, a companhia reportou receita líquida de R$ 211,5 milhões, queda de 4,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, e lucro líquido de R$ 23,3 milhões, recuo de 28,5%. 

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